Governador Mateus Simões afirmou que o Rodoanel continua sendo prioridade, mas disse que o Estado não pretende deixar cerca de R$ 5 bilhões parados enquanto a obra segue travada na Justiça. Caso o julgamento não avance ou seja desfavorável, o governo quer transferir os recursos para novas linhas do metrô ligando Contagem e Betim a pontos centrais de Belo Horizonte.
O Rodoanel da Região Metropolitana de Belo Horizonte pode perder os cerca de R$ 5 bilhões reservados para sua construção caso o projeto continue travado na Justiça Federal. O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou nesta sexta-feira (3) que os recursos poderão ser direcionados à expansão do metrô.
Governo diz manter defesa da obra
Simões afirmou que o Estado ainda considera o Rodoanel como destino prioritário do dinheiro, por ter sido o projeto escolhido anteriormente. Ao mesmo tempo, disse que há um entendimento de que os valores não devem permanecer parados por mais tempo.
O processo judicial envolvendo a obra, segundo o governador, já está pronto para julgamento. A expectativa do governo é que haja uma definição nas próximas semanas, seja para liberar a construção ou confirmar a impossibilidade de avanço do projeto neste momento.
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Metrô aparece como alternativa
Enquanto tenta destravar o Rodoanel, o governo mineiro também trabalha em estudos para ampliar a malha metroviária. Representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento estiveram em Minas na última semana para elaborar análises de viabilidade econômica.
As futuras linhas 3 e 4 do metrô deverão ligar Contagem e Betim à Praça da Estação e à Savassi. Caso a Justiça Federal não julgue o processo nas próximas semanas, ou caso a decisão seja desfavorável à obra viária, o Estado pretende trabalhar para transferir o recurso.
Simões afirmou que, se a mudança de destino dos R$ 5 bilhões não for possível, o governo seguirá buscando outras fontes de financiamento para a expansão do metrô.
Impasse envolve mobilidade e segurança
Ao defender a urgência de uma solução, o governador criticou a paralisação dos recursos e associou o debate à situação do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, onde, segundo ele, mortes ocorrem todos os anos e exigem resposta do poder público.
