1. Início
  2. Economia
  3. Primeira ferrovia de carga construída do zero no Brasil, a EF-118 ligando Espírito Santo ao Rio de Janeiro vai a leilão em outubro e atrai gigante chinesa em disputa de bilhões pelo Anel Ferroviário do Sudeste
Faça um comentário 4 min de leitura

Primeira ferrovia de carga construída do zero no Brasil, a EF-118 ligando Espírito Santo ao Rio de Janeiro vai a leilão em outubro e atrai gigante chinesa em disputa de bilhões pelo Anel Ferroviário do Sudeste

Imagem de perfil do autor Flavia Marinho
Escrito por Flavia Marinho Publicado em 08/07/2026 às 23:36 Atualizado em 08/07/2026 às 23:38
Primeira ferrovia de carga construída do zero no Brasil, a EF-118 ligando Espírito Santo ao Rio de Janeiro vai a leilão em outubro e atrai gigante chinesa em disputa de bilhões pelo Anel Ferroviário do Sudeste
Primeira ferrovia de carga construída do zero no Brasil, a EF-118 ligando Espírito Santo ao Rio de Janeiro vai a leilão em outubro e atrai gigante chinesa em disputa de bilhões pelo Anel Ferroviário do Sudeste
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Com edital previsto para este mês e leilão em outubro, a EF-118 reúne grupos nacionais e estrangeiros em uma disputa que pode mudar a logística ferroviária do Sudeste e abrir nova rota para milhões de toneladas de cargas.

A EF-118, ferrovia que vai ligar Espírito Santo e Rio de Janeiro, entra de vez no radar do mercado com leilão previsto para outubro e a promessa de inaugurar uma nova fase para o transporte de cargas no país. O projeto já atraiu ao menos quatro grupos interessados, entre eles nomes de peso como a espanhola Acciona e a chinesa Power China.

O edital deve ser publicado ainda neste mês, e a disputa envolve uma obra bilionária que foge do modelo mais comum das concessões ferroviárias no Brasil. A ferrovia, chamada oficialmente de Anel Ferroviário do Sudeste, é a primeira concessão greenfield do país, com malha construída do zero.

Segundo folhavitoria.com.br, a concessão deve marcar também a estreia da Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, criada pelo governo federal em novembro.

Quatro grupos já apareceram na disputa pela concessão

Imagem editorial sobre Obra de R$ 6,6 bilhões terá forte peso de recursos públicos
Imagem ilustra a seção Obra de R$ 6,6 bilhões terá forte peso de recursos públicos na matéria sobre Primeira ferrovia de carga construída do zero no Brasil, a EF-118 ligando Espírito Santo ao Rio de Janeiro vai a leilão Crédito: folhavitoria.com.br.

Até agora, ao menos quatro empresas ou consórcios mostraram interesse no projeto, de acordo com a apuração citada pela reportagem. Entre os nomes já ventilados estão a Acciona, a Power China e um consórcio formado pelas gestoras 4UM e Opportunity.

A presença de companhias estrangeiras ao lado de grupos brasileiros reforça a leitura de que a ferrovia tem potencial para atrair capital pesado. Também indica que o mercado enxerga valor em um ativo que demorou a sair do papel e pode ganhar escala em uma região estratégica para a logística nacional.

Obra de R$ 6,6 bilhões terá forte peso de recursos públicos

O desenho financeiro da EF-118 chama atenção porque a ferrovia não deve se sustentar apenas com a receita da operação. Dos R$ 6,6 bilhões previstos para a fase de implantação, cerca de R$ 4 bilhões virão de recursos públicos, segundo a modelagem aprovada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT.

Esses recursos não saem diretamente do Tesouro. A estrutura prevê que o dinheiro venha do pagamento de outorga de outras concessões ferroviárias, o que ajuda a viabilizar uma obra considerada decisiva para ampliar a malha no Sudeste.

Traçado conecta portos, malha existente e pode alcançar até 24 milhões de toneladas por ano

O traçado obrigatório vai de Santa Leopoldina, no Espírito Santo, a São João da Barra, no norte do Rio de Janeiro, somando cerca de 246 quilômetros. Há ainda possibilidade de expansão até Nova Iguaçu, também no Rio.

Na ponta capixaba, a ferrovia se conecta à malha Vitória-Minas. O projeto também abre caminho para integração com o Porto do Açu e com terminais como o Porto de Ubu, em Anchieta, e o Porto Central, em Presidente Kennedy.

Na prática, a nova ligação pode criar um eixo ferroviário mais forte no Sudeste e ampliar as rotas de escoamento de cargas para os portos da região. A capacidade projetada é de até 24 milhões de toneladas por ano, incluindo carga geral, granéis líquidos, granéis sólidos agrícolas e minérios.

Leilão em outubro pode destravar a primeira de oito concessões planejadas

Com edital previsto para este mês e leilão em outubro, a EF-118 deve ser a primeira das oito concessões ferroviárias que o governo quer levar a mercado a partir de 2026. Isso faz do projeto um teste importante para o novo modelo e para o apetite de investidores em ativos de infraestrutura pesada.

Se o cronograma for mantido, a disputa pela ferrovia deve ganhar força nas próximas semanas. E, pela combinação de porte, localização e desenho financeiro, a obra já desponta como uma das mais observadas do setor.

A movimentação em torno da EF-118 mostra que a ferrovia vai muito além de um traçado no mapa: ela pode redesenhar a logística de cargas entre Espírito Santo e Rio e abrir uma nova corrida por ativos ferroviários no país. Quer acompanhar outras disputas bilionárias de infraestrutura? Compartilhe a matéria e deixe sua opinião.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x