A banana ambrosia é a nova cultivar do tipo nanica recomendada pelo Incaper após duas décadas de pesquisa, com resistência às três piores doenças da bananicultura e mudas já distribuídas a produtores rurais no Espírito Santo
A pesquisa agropecuária capixaba acaba de entregar ao mercado o resultado de mais de 20 anos de trabalho: a banana ambrosia, uma cultivar do tipo nanica desenvolvida pelo Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural) para enfrentar os maiores problemas da bananicultura brasileira. A nova variedade de banana foi criada com resistência comprovada à sigatoka-amarela, à sigatoka-negra e ao mal do Panamá (raça 1), três doenças que há décadas causam prejuízos pesados aos produtores.
Conforme o Canal Rural, além da resistência, a banana ambrosia se destaca pelo vigor das plantas e pela produtividade. Os cachos da nova cultivar apresentam peso médio superior a 30 quilos, número expressivo para uma variedade do subgrupo cavendish. Cerca de 1.200 mudas já foram entregues a produtores rurais neste mês, marcando o início da adoção da banana ambrosia em propriedades capixabas. O Espírito Santo ganha, assim, uma tecnologia nascida da ciência pública e voltada diretamente para quem vive da bananicultura.
Duas décadas de pesquisa até chegar à banana ambrosia

O desenvolvimento da banana ambrosia não aconteceu da noite para o dia. Foram mais de 20 anos de estudos conduzidos pelo Incaper até que a cultivar fosse oficialmente recomendada para o mercado.
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O objetivo desde o início era claro: encontrar uma variedade de banana do subgrupo cavendish que combinasse resistência a doenças com produtividade competitiva, algo que nenhuma outra cultivar disponível oferecia de forma satisfatória.
A busca por uma banana resistente à sigatoka e ao mal do Panamá é um desafio global, não apenas capixaba. A sigatoka-negra, considerada a doença mais destrutiva da bananicultura mundial, reduz drasticamente a área foliar das plantas e derruba a produtividade.
A sigatoka-amarela atua de forma parecida, enquanto o mal do Panamá ataca o sistema vascular da bananeira e pode dizimar plantações inteiras. A banana ambrosia foi desenvolvida justamente para resistir a essas três ameaças ao mesmo tempo.
O que torna a banana ambrosia diferente das variedades atuais
Quem planta banana do tipo nanica no Brasil convive com um dilema antigo: as variedades mais aceitas pelo mercado são justamente as mais vulneráveis a doenças. O produtor precisa gastar com fungicidas, perde safra com frequência e opera com margens apertadas.
A banana ambrosia entra nesse cenário como alternativa tecnológica real, construída a partir da ciência pública e sem custo de royalties para o agricultor.
Entre as características apontadas pelo Incaper, a nova cultivar apresenta plantas mais robustas, cachos pesados e frutos com qualidade visual e de sabor destacada. Outro diferencial da banana ambrosia é o potencial de uso na agroindústria.
A variedade apresenta características que ampliam suas possibilidades de aproveitamento além do consumo in natura, abrindo caminho para produtos processados como chips, farinhas e doces. Para o produtor rural, isso significa mais de uma porta de escoamento da produção de banana.
Primeiras mudas de banana ambrosia já estão nas mãos dos produtores
A teoria virou prática neste mês. O Incaper entregou cerca de 1.200 mudas da banana ambrosia a produtores rurais do Espírito Santo, dando início à fase de adoção da cultivar no campo.
A distribuição de mudas é o primeiro passo para que a nova banana saia dos laboratórios e comece a gerar resultados econômicos nas propriedades.
A iniciativa reforça a integração entre pesquisa, assistência técnica e setor produtivo. Os produtores que receberam as mudas de banana ambrosia contam com acompanhamento técnico do Incaper para o plantio e o manejo da nova variedade. Em municípios como Alfredo Chaves, onde a bananicultura tem peso importante na economia rural, a chegada da cultivar é esperada com expectativa.
A produção de banana em Alfredo Chaves é uma atividade tradicional que pode ganhar fôlego renovado com a resistência a doenças oferecida pela ambrosia.
Bananicultura no Espírito Santo ganha reforço científico
O Espírito Santo é um dos estados brasileiros onde a bananicultura desempenha papel relevante na economia agrícola, especialmente em municípios de relevo montanhoso que encontram na banana uma das poucas culturas viáveis.
A chegada da banana ambrosia ao mercado representa mais do que uma nova cultivar: é a prova de que a pesquisa pública capixaba é capaz de entregar soluções concretas para problemas reais do campo.
O Incaper também lançou a cartilha “Ambrosia, uma banana tipo nanica para o Espírito Santo”, com o histórico da pesquisa, a descrição da variedade e orientações técnicas.
O material serve como guia para produtores, técnicos e profissionais da cadeia da banana que queiram entender e adotar a nova cultivar.
Com a ambrosia, a bananicultura capixaba passa a contar com uma variedade de banana que une resistência, produtividade e versatilidade, três atributos que raramente se encontram juntos numa mesma planta.
Você é produtor de banana ou conhece alguém que vive da bananicultura? O que acha do impacto de uma variedade resistente a três doenças ao mesmo tempo? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe com quem trabalha no campo.

Hello . I grow plantains in a glasshouse in Ireland . I have dwarf varieties . I would like to try this new **** . As usual phytosanitary certification woul be needed .
Como faço para adiquirir dessas mudas?
I would also like to know where I can buy these seedlings