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Desmanche oficial da Stellantis em Osasco desmonta 370 carros em 100 dias, enche galpão com 4 mil peças usadas, gera 150 empregos e aposta em reciclagem como estratégia inédita no Brasil no mercado de peças

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 17/12/2025 às 09:19
desmanche oficial da Stellantis cria o Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças, vende peças usadas e aposta em economia circular no mercado automotivo.
desmanche oficial da Stellantis cria o Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças, vende peças usadas e aposta em economia circular no mercado automotivo.
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Em cem dias, o desmanche oficial da Stellantis transforma o Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças em referência, desmonta 370 veículos, comercializa peças usadas rastreadas, recicla materiais e testa um modelo de economia circular na cadeia automotiva

Em 16 de dezembro de 2025, quatro meses após a inauguração em agosto, o desmanche oficial da Stellantis em Osasco completou 100 dias de operação com 370 carros desmontados e uma estrutura projetada para desmanchar mais de 8 mil veículos por ano na região metropolitana de São Paulo. Nesse período, o centro já escoou milhares de componentes e testou, na prática, um modelo industrial em que o fabricante de veículos entra diretamente no mercado de peças usadas.

Instalado em uma área de 3 mil m², o Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças acumula cerca de 4 mil peças em estoque no momento, depois de já ter recebido mais de 6 mil itens ao longo dos primeiros 100 dias. A proposta do desmanche oficial da Stellantis é dar destino produtivo e rastreado a veículos que seriam destruídos, reciclar materiais e criar uma nova frente de negócios em economia circular dentro do próprio grupo automotivo.

Estrutura do desmanche oficial da Stellantis em Osasco

desmanche oficial da Stellantis cria o Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças, vende peças usadas e aposta em economia circular no mercado automotivo.

Localizado em Osasco, na Grande São Paulo, o desmanche oficial da Stellantis foi concebido como um centro de desmontagem veicular com operação industrial padronizada.

O galpão de 3 mil m² abriga áreas separadas para descontaminação, desmontagem, triagem, armazenamento e expedição de peças, além de espaços administrativos e de controle de qualidade.

A capacidade projetada é de mais de 8 mil carros por ano, o que, mantido o ritmo atual de 370 veículos desmontados em 100 dias, indica margem para expansão do fluxo de entrada de veículos.

Parte dos carros processados é de propriedade da própria Stellantis, oriunda de testes, frotas internas e unidades que, em condições anteriores, seriam simplesmente destruídas.

Ao concentrar esse volume em um único endereço, o desmanche oficial da Stellantis cria um ambiente controlado para reaproveitar componentes, direcionar materiais à reciclagem e cumprir as exigências legais para desmonte veicular em grande escala.

Volumes de peças usadas e canais de venda em cem dias

Desde o início da operação, mais de 6 mil peças já passaram pelo estoque do Circular AutoPeças, com cerca de 4 mil itens disponíveis atualmente.

Desse total, mais de 1,6 mil peças já foram vendidas, em um modelo que combina pontos físicos e canais digitais de comercialização, além de revendas parceiras no varejo de autopeças.

Segundo a empresa, 34% das peças saem por canais físicos e 66% por canais digitais, o que mostra que o desmanche oficial da Stellantis está estruturado para atender mecânicas, lojistas e consumidores finais que buscam componentes usados com procedência garantida.

O objetivo declarado é ampliar gradualmente esta base, com a previsão de um e-commerce próprio dedicado ao Circular AutoPeças.

Ao usar a infraestrutura do grupo e a rede de parceiros, o desmanche oficial da Stellantis testa um modelo em que o fabricante se posiciona também como fornecedor de peças usadas, ocupando um espaço tradicionalmente dominado por desmanches independentes.

Reciclagem de materiais e resultados ambientais mensuráveis

A operação não se limita à venda de peças.

Em cem dias, o desmanche oficial da Stellantis registra resultados concretos na reciclagem de materiais.

Foram 246 toneladas de aço e alumínio reciclados, 16 toneladas de plástico reaproveitadas e 1 tonelada de cobre recuperada, números que expressam a escala da desmontagem em poucos meses de atividade.

De acordo com a área de economia circular, 100% dos materiais dos veículos desmontados são reaproveitados, incluindo fluidos, óleos, combustíveis e matérias-primas metálicas como aço, ferro, alumínio, cobre e outros metais nobres.

Esse aproveitamento total reduz a destinação de resíduos para aterros, diminui riscos ambientais e reforça o caráter industrial do projeto.

Os veículos que chegam ao desmanche oficial da Stellantis são direcionados inicialmente à área de descontaminação, onde são retirados todos os fluidos e resíduos potencialmente poluentes.

Só depois dessa etapa os carros seguem para a linha de desmontagem, evitando vazamentos e impactos ambientais na área de Osasco e no entorno.

Empregos gerados e investimento na economia circular

A implantação do desmanche oficial da Stellantis exigiu investimento de R$ 13 milhões e resultou na criação de 150 empregos diretos, distribuídos entre técnicos de desmontagem, especialistas em inspeção, pessoal de logística, estoques, atendimento, administração e controle de qualidade.

Esses postos de trabalho se somam às funções indiretas ligadas à cadeia de transporte de veículos até o centro, empresas parceiras de reciclagem de materiais e revendas de peças.

O projeto reforça a ideia de economia circular aplicada à indústria automotiva, em que veículos fora de uso são tratados como fonte de componentes e matéria-prima, e não apenas como sucata.

Para o grupo, o desmanche oficial da Stellantis também funciona como laboratório para testar processos, padrões operacionais e sistemas de rastreio que podem ser replicados em outras unidades ou países, caso o modelo seja considerado bem-sucedido em termos econômicos, ambientais e regulatórios.

Passo a passo do desmonte e rastreabilidade das peças

No dia a dia, os veículos chegam ao desmanche oficial da Stellantis principalmente por meio de leilões ou de frotas internas e seguem um fluxo padronizado.

Na entrada, os carros são cadastrados e vinculados a uma carteira de desmonte emitida por fornecedor homologado, que pode reunir até 49 grupos de peças com rastreabilidade total.

A primeira etapa técnica é a descontaminação, em que são removidos óleos, combustíveis e outros resíduos, reduzindo riscos ambientais e garantindo condições seguras de trabalho.

Em seguida, os automóveis vão para a linha de desmontagem, onde técnicos especializados inspecionam a condição geral do veículo e de cada componente.

As peças em bom estado são separadas para reuso ou remanufatura, enquanto materiais danificados são encaminhados à reciclagem.

Antes de seguir para o mercado, cada peça reutilizável passa por limpeza com produtos biodegradáveis e recebe identificação individual, com classificação técnica, valor de mercado e etiqueta de rastreabilidade emitida pelo Detran.

Essa etiqueta assegura a procedência legal do componente e permite comprovar a origem em caso de fiscalização.

Todo veículo desmontado fica registrado em sistemas próprios, que guardam informações sobre o carro de origem, quem realizou o desmanche e onde cada conjunto de peças foi destinado.

Além de atender às exigências de órgãos reguladores, a Stellantis utiliza um sistema interno de codificação e controle de qualidade para organizar o estoque e acompanhar o histórico de cada item que sai do desmanche oficial da Stellantis.

Próximos passos e potencial de expansão do modelo

Com apenas quatro meses de operação e 100 dias de atividade efetiva, o desmanche oficial da Stellantis em Osasco já consolidou um estoque de milhares de peças e resultados mensuráveis em reciclagem e geração de empregos.

A proposta de lançar um e-commerce próprio tende a ampliar o alcance dos componentes, conectando o centro diretamente a oficinas e consumidores de todo o país.

Se o ritmo de desmontagem for ampliado até se aproximar da capacidade máxima de mais de 8 mil carros por ano, a escala de reciclagem de aço, alumínio, plástico e cobre também deve crescer, assim como o impacto na oferta de peças usadas legais.

A experiência pode influenciar o comportamento de outros grupos automotivos e pressionar o mercado de desmanches tradicionais a se adaptar a padrões mais rigorosos de rastreabilidade e controle ambiental.

Em um cenário em que o custo de reparo de veículos é sensível para consumidores e frotistas, o desmanche oficial da Stellantis se coloca como peça de uma estratégia mais ampla de economia circular e pós-venda, com potencial de alterar a dinâmica do mercado de peças usadas nos próximos anos.

Na sua opinião, se esse modelo de desmanche oficial da Stellantis se mostrar economicamente viável, outras montadoras deveriam criar centros semelhantes de peças usadas e reciclagem no Brasil ou o papel de reaproveitar veículos deve continuar concentrado em desmanches independentes já existentes?

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Marcus
Marcus
12/05/2026 21:28

Uma Multi- Nacional entrar no ramo
De desmanche com certeza vai quebrar
Muitos concorrentes.
Oferecer peças mais barratas ao publico com certeza e tirar o ganha pão de muitos.
Pois e uma multi- nacional.
A concorrencia vai ter que rebolar nos seus
Preços de mercado ao Publico.
Vamos acompanhar.

Vagner
Vagner
13/01/2026 09:49

Bom dia
você terias a peça Travessa superior painel frantal C3/2008

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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