Estado de Minas Gerais receberá investimento bilionário com ampliação de ferrovias

Roberta Souza
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17-09-2021 12:49:02
em Economia, Negócios e Política
Ferrovias – Minas Gerais Ferrovias/ Fonte: Inove Capacitação

O Marco Legal das Ferrovias resultará no aumento dos investimentos privados no setor ferroviário. A medida reduz a burocracia para a construção de novas ferrovias e inova no aproveitamento de trechos ociosos e na prestação do serviço de transporte ferroviário. Minas Gerais poderá receber grande investimentos. Três projetos previstos para o estado dão conta de quase R$ 13 bilhões para a construção de novos trechos de escoamento de produção. Leia ainda: Governo Federal lança programa para impulsionar a construção de ferrovias

A ampliação de ferrovias no estado de Minas Gerais

Segundo o site Diário do Comércio, o estado de Minas Gerais possui 19 trechos passíveis de exploração por meio de autorizações já foram mapeados, em diferentes regiões do Estado, pelo Plano Estratégico Ferroviário (PEF). A estimativa de investimentos em projetos dessa natureza totaliza R$ 26,7 bilhões em obras de construção de ferrovias, material rodante e instalações fixas, divididos em transporte de cargas e de passageiros. Além disso, está projetada a geração de 373 mil empregos.

O deputado João Leite ressalta que o governo federal já recebeu manifestação de interesse para a construção de novos trechos em Minas Gerais da Valor da Logística Integrada (VLI) e da Petrocity. O primeiro, de Uberlândia a Chaveslândia, no Triângulo, terá 235 quilômetros de extensão e investimento previsto de R$ 2,7 bilhões. O segundo, que ligará Ipatinga a São Mateus, no Espírito Santo, contará com 420 quilômetros de extensão e investimento de R$ 5 bilhões.

Anteriormente, o governador de Minas Gerais havia anunciado investimentos no setor

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), assinou um decreto para transferir à iniciativa privada a administração de 19 ferrovias do estado. A expectativa é atrair cerca de R$ 26,7 bilhões para o setor ferroviário. Segundo o Governo, a exploração de linhas de menor extensão, conhecidas como “shortlines”, pode gerar mais de 370 mil empregos.

O desejo, segundo o Governo, é possibilitar o primeiro trecho ferroviário do País administrado no modelo de autorização, pelo qual uma empresa privada atua por conta e risco próprios. Com o movimento, o estado de Minas Gerais se antecipa ao Congresso Nacional, que ainda não aprovou o projeto de lei que permite esse tipo de regime em ferrovias federais. A Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais já deu aval ao modelo, faltando apenas a regulamentação, despachada nesta terça, pelo governador Romeu Zema. Minas mapeou 19 projetos que, potencialmente, podem ser operados no modelo de autorização, com investimentos estimados em R$ 26,7 bilhões.

Confira ainda: Ferrovia de R$ 5 bilhões será construída entre MG e ES. 3.500 profissionais serão contratados para as obras

A construção da Estrada de Ferro Minas-Espírito Santo (EFMES) está mais próxima de se concretizar. A ferrovia é planejada para ligar o Centro Portuário de São Mateus, no estado do Espírito Santo a Ipatinga, em Minas Gerais, e o início de obras é previsto para 2023. Ao todo, 3.500 profissionais serão contratados para trabalhar nas obras de construção da malha, sendo aproximadamente duas mil vagas no estado do Espírito Santo, para diversos cargos.

A empresa Petrocity Portos pleiteia construir e operar segmento ferroviário entre São Mateus (ES) e Ipatinga, com extensão de 420 quilômetros. O empreendimento ferroviário tem a proposta de fazer a conexão com o futuro terminal de uso privativo a ser instalado pela Petrocity, permitindo o transporte de grãos e cargas gerais.

O investimento previsto somente nessa nova ferrovia é da ordem de R$ 5 bilhões e deve contar com recursos de investidores estrangeiros. O diretor da Petrocity, José Roberto Barbosa, que participou da solenidade em Brasília, explicou que a intenção é ligar o Vale do Aço ao município capixaba, onde há o projeto para a instalação do Centro Portuário São Mateus (CPMS), da mesma empresa. O empreendimento aguarda a liberação da licença ambiental do Instituto Estadual de Meio Ambiente do Espírito Santo (Iema) para prosseguir.

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Roberta Souza
Engenheira de Petróleo, pós-graduanda em Comissionamento de Unidades Industriais, especialista em Corrosão Industrial. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal. Não recebemos currículos
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