O megaestádio é o Estádio Nacional de El Salvador, erguido por uma estatal chinesa com financiamento total do governo da China, fruto das relações retomadas em 2018. As equipes trabalham a mais de 40 metros do solo, e as arquibancadas avançam, mas a obra só fica pronta em 2027.
O megaestádio de R$ 2,5 bilhões financiado pela China, o Estádio Nacional de El Salvador, está fechando a estrutura metálica perimetral a mais de 40 metros do solo, com as arquibancadas e os sistemas internos avançando em paralelo, rumo à entrega prevista para 2027. As informações são do portal NSC Total, que divulgou em junho o avanço de uma das maiores obras de infraestrutura em andamento na América Central.
O complexo nasce diretamente da aproximação entre El Salvador e a potência asiática. O empreendimento é orçado em um total de R$ 2,5 bilhões, o equivalente a US$ 500 milhões, e é resultado dos acordos firmados entre El Salvador e a China após a retomada das relações diplomáticas, em 2018. Por isso, o estádio está sendo construído por uma empresa estatal chinesa, com financiamento integral do governo do país asiático, e pretende se tornar um novo polo de atrações no continente.
A etapa mais desafiadora: estrutura metálica a 40 metros do solo

As imagens aéreas mostram o ponto mais delicado da construção. O megaestádio avança agora no fechamento da estrutura metálica perimetral, considerada uma das fases mais desafiadoras da obra, ao lado da execução das paredes internas e da consolidação de novas áreas funcionais. É a etapa em que a silhueta da arena começa a tomar forma.
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São múltiplos sistemas operando ao mesmo tempo. Soldadores, engenheiros e operadores de máquinas pesadas trabalham a mais de 40 metros do solo, no que é descrito como uma das infraestruturas mais modernas da América Central. Em paralelo, também avançam as áreas de estacionamento, as arquibancadas e o enorme sistema estrutural do conjunto.

Um projeto de R$ 2,5 bilhões com entrega prevista para 2027

O custo dá a dimensão do empreendimento. O megaestádio é orçado em um total de R$ 2,5 bilhões, valor que corresponde a US$ 500 milhões e o coloca entre as obras de infraestrutura mais caras da região nos últimos anos. A cifra cobre desde a estrutura metálica em construção até as demais áreas do complexo.

O cronograma, porém, ainda mira o médio prazo. A previsão é de que as obras sejam concluídas em 2027, e, até lá, a estrutura segue avançando por etapas, como o fechamento metálico que está em andamento. O prazo depende do ritmo da construção, e a entrega final só vai se confirmar com o término dos trabalhos.

Shows, eventos internacionais e futebol: o que o estádio pretende receber
A arena foi pensada para ir além das partidas de futebol. Quando estiver pronto, o megaestádio pretende receber shows e eventos internacionais de grande porte, além dos jogos, ampliando o tipo de público que pode atrair ao longo do ano.
A ambição de El Salvador é regional. O plano do país é transformar o estádio em um novo polo de atrações no continente. Por enquanto, contudo, esses usos são apenas intenções, já que o complexo continua em obras e ainda não está em funcionamento, o que adia qualquer agenda de eventos para depois da conclusão.
A parceria com a China e o financiamento integral
O projeto é fruto direto da reaproximação diplomática. O complexo resulta dos acordos estabelecidos entre El Salvador e a China após a retomada das relações entre os dois países, em 2018. O estádio está sendo construído por uma empresa estatal chinesa, com financiamento integral do governo da China.
O arranjo torna a obra um exemplo visível da presença chinesa na região. Financiado e executado por agentes estatais da China, o megaestádio se soma à atuação do país asiático em infraestrutura na América Latina. O porte do empreendimento e o financiamento estrangeiro o colocam entre as obras mais relevantes da América Central no período recente.
E você, o que acha de a China financiar megaobras de infraestrutura na América Latina, como esse megaestádio? Um projeto desse porte pode mesmo transformar a região em um polo de grandes eventos, ou o custo pesa demais? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre infraestrutura, com respeito às diferentes opiniões.


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