1. Início
  2. / Sustentabilidade
  3. / Especialista expõe o erro mais comum da aposentadoria e mostra como ele afeta a vida após os 60 anos
Tempo de leitura 3 min de leitura Comentários 0 comentários

Especialista expõe o erro mais comum da aposentadoria e mostra como ele afeta a vida após os 60 anos

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 18/11/2025 às 19:31
Atualizado em 18/11/2025 às 19:32
Grupo de idosos sorrindo enquanto conversam em um parque, simbolizando convivência, inclusão social e envelhecimento ativo.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo

Brasil amplia debate sobre envelhecimento saudável, propósito e participação social da população idosa

O avanço das discussões sobre envelhecimento ativo no Brasil reacendeu um tema que há décadas envolve especialistas em saúde, gestores públicos e instituições previdenciárias, e isso ocorre porque a população acima de 60 anos cresce rapidamente em todas as regiões do país. Esse debate ganhou força especialmente este ano, quando o Enem propôs o tema “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”, o que ampliou a visibilidade do assunto em escala nacional e estimulou reflexões sobre qualidade de vida e inclusão.

Segundo o médico geriatra Clóvis Cechinel, do programa Saúde em Casa, ligado à Prefeitura de Curitiba, envelhecer é um processo natural e não deve ser associado, automaticamente, à perda de vitalidade. Ele reforça que o preconceito social ainda impõe uma falsa incapacidade às pessoas idosas, embora elas continuem capazes de estudar, trabalhar, criar projetos e acumular experiências valiosas, o que se torna ainda mais evidente com o aumento das políticas públicas voltadas ao envelhecimento ativo.

Cechinel destaca que a sociedade precisa oferecer espaço para que pessoas acima de 60 anos mantenham sonhos, metas e objetivos, independentemente das barreiras culturais. Ele reforça que, se a pessoa idosa quiser iniciar uma faculdade ou um novo projeto pessoal, deve ser incentivada e reconhecida como parte integral do ciclo social, porque o estímulo contribui diretamente para autonomia e bem-estar.

Além disso, ações municipais implementadas desde 2024, como o acesso ampliado aos Armazéns da Família e as matrículas na Unapi – Universidade Aberta à Pessoa Idosa, fortalecem políticas públicas voltadas à inclusão e ao bem-estar, conforme dados apresentados pela Prefeitura de Curitiba ao longo daquele ano.

O médico também lembra que o isolamento social aumenta riscos emocionais, enquanto a convivência com pessoas de diferentes idades favorece vínculos sólidos e trocas intergeracionais, e essa convivência constante amplia o repertório social e emocional.

O que defendem os especialistas sobre envelhecimento ativo

Cechinel destaca que interações sociais amplas e contínuas são fundamentais para evitar isolamento, fortalecer vínculos e criar ambientes de convivência diversificados. Ele afirma que pessoas de 30, 60, 70 e 80 anos devem conviver cotidianamente, o que favorece a troca de conhecimentos, histórias de vida e experiências.

O médico reforça: “Eu não posso me aposentar para ficar em casa, tenho que me aposentar para ter projetos”. Segundo ele, manter atividades e metas pode influenciar positivamente a longevidade e a qualidade de vida, o que se verifica especialmente quando a pessoa idosa mantém rotina ativa.

Programas que estimulam autonomia e preparação para a aposentadoria

O momento da aposentadoria marca uma etapa que exige planejamento prévio, já que mudanças bruscas podem afetar saúde emocional e rotina. Por isso, desde 2024, o Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC) coordena o Programa Permanente de Educação Previdenciária, criado para orientar servidores sobre organização financeira, cuidados com a saúde e escolhas responsáveis.

Segundo a presidente do IPMC, Jocelaine Moraes de Souza, a preparação envolve múltiplas dimensões: saúde física, estabilidade emocional e planejamento econômico. O instituto mantém também o programa Vida Nova, que reúne aposentados e pensionistas a partir de 50 anos, estimulando socialização, trocas de experiências e desenvolvimento de talentos.

Motivos e fundamentos que sustentam a defesa do envelhecimento ativo

Cechinel reforça que o envelhecimento saudável depende de uma combinação de propósito, convivência e rotina ativa. Ele afirma que pessoas idosas convivendo com indivíduos de diferentes gerações criam relações mais sólidas e ampliam sua rede de apoio, o que favorece saúde emocional.

O especialista explica que o envelhecimento com propósito evita retração social, estimula autonomia e contribui para uma vida mais plena. Ele destaca que manter objetivos claros fortalece a motivação diária e reduz a sensação de isolamento.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x