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Energia nuclear: Governo aposta na transição verde e planeja Angra 3 até 2028 – Expansão da energia nuclear

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 13/01/2024 às 04:12
energia atômica, fonte nuclear, usina nuclear
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Usina nuclear Angra 3, incluída no Novo PAC, gerará 12 milhões de megawatts-hora anualmente, garantindo segurança energética e zero emissão de carbono.

A energia nuclear tem sido vista como uma opção importante pelo governo federal, que acredita que a sua integração à matriz brasileira é essencial para a transição verde. A usina Angra 3, que foi incluída no Novo PAC, é vista como o maior potencial de expansão da energia nuclear e tem previsão de entrar em operação em 2028.

O Ministério de Minas e Energia (MME) destaca que a energia nuclear, além de emitir pouco, vai diversificar a matriz energética do país e trazer segurança, uma vez que a sua geração é estável e não depende de fatores externos. A energia atômica representa, portanto, uma opção estratégica para o Brasil, com reservas significativas de urânio e domínio tecnológico no ciclo de produção.

Energia nuclear no Brasil: panorama atual

De acordo com dados reunidos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a energia nuclear representa cerca de 1,3% da matriz brasileira. Essa fonte é gerada por duas usinas, Angra 1 e 2, que totalizam 1.990 megawatts de potência. Globalmente, a energia nuclear representa, em média, 5% da matriz energética.

Novo PAC e a energia nuclear: Usina Angra 3

Angra 3, que é a terceira unidade da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, localizada no Rio de Janeiro, terá uma potência de 1.405 megawatts e irá gerar 12 milhões de megawatts-hora anualmente, o que é suficiente para atender 4,5 milhões de pessoas. Espera-se que, com a operação da usina, a energia nuclear passe a representar 3% do consumo de energia no Brasil.

Os avanços e desafios de Angra 3

Cerca de 65% das obras da usina já foram realizadas, com um investimento de R$ 7,8 bilhões. No entanto, os trabalhos tiveram que ser interrompidos em 2015 devido à revisão do financiamento, sendo retomados somente em 2022. A licitação para a contratação da empresa responsável por finalizar as obras e a montagem eletromecânica da usina está programada para o primeiro semestre de 2024.

Investimentos necessários e operação da usina

O empreendimento está previsto no Novo PAC para um estudo de viabilidade técnica e ambiental, e estima-se que serão necessários R$ 20 bilhões em investimentos para concluí-lo. A operação da usina será de responsabilidade da Eletronuclear, controlada pela ENBPar desde a capitalização da Eletrobras em 2022, uma vez que a exploração da energia nuclear é de competência exclusiva da União.

Reconhecimento internacional e projeções futuras

O Ministério de Minas e Energia tem ressaltado que, na última Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP) 28, a energia nuclear foi incluída no portfólio de tecnologias para viabilizar a transição energética mundial. A declaração da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgada na COP, apoiada por diversos países, enfatizou que a energia nuclear tem o potencial de desempenhar um papel na busca por emissões líquidas zero de carbono, garantindo ao mesmo tempo segurança e proteção nuclear.

Previsões e desafios ambientais

As projeções da AIEA para a energia nuclear indicam que a capacidade instalada em todo o mundo mais do que dobrará até 2050, passando de 369 gigawatts para 890 gigawatts. Apesar das baixas emissões, a energia nuclear suscita preocupações devido aos resíduos gerados pelas usinas. O lixo nuclear, subproduto das reações de fissão nos reatores, é altamente radioativo, requerendo técnicas modernas para seu gerenciamento adequado.

Conclusão

A energia nuclear desempenha um papel cada vez mais relevante na matriz energética do Brasil e do mundo, contribuindo para a segurança energética, a geração estável de eletricidade e a redução das emissões de carbono. O desenvolvimento de usinas nucleares como Angra 3 não apenas fortalece a posição do país como detentor de reservas de urânio e de domínio tecnológico nessa área, mas também respalda as metas de sustentabilidade e descarbonização da economia global.

Fonte: CNN Brasil

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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