Inovação sustentável propõe alternativa acessível para driblar o calor intenso com baixo consumo de energia, oferecendo praticidade e potencial para transformar o mercado de refrigeração residencial.
A busca por soluções inovadoras, econômicas e sustentáveis para enfrentar o calor intenso tem se intensificado, principalmente em países tropicais como o Brasil.
Em meio ao avanço do custo da energia elétrica e à crescente preocupação ambiental, surge no cenário internacional um dispositivo com potencial de transformar a refrigeração residencial: um equipamento capaz de converter ventiladores comuns em uma alternativa ao ar-condicionado, unindo acessibilidade e eficiência energética.
A proposta foi idealizada por dois estudantes do Politécnico Temasek, em Singapura, que desenvolveram o acessório batizado de KYL.
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O projeto conquistou notoriedade ao receber, em 2018, o Prêmio Jovem Designer da IKEA, uma das maiores redes de móveis e design do mundo.
O destaque internacional não se deu apenas pela criatividade, mas também pelo compromisso com a sustentabilidade: o KYL não requer consumo adicional de energia elétrica, tornando-se uma alternativa de baixo impacto ambiental frente aos sistemas tradicionais de refrigeração.
Como funciona o dispositivo que transforma ventilador em ar-condicionado
O KYL foi projetado para ser acoplado em ventiladores de pedestal de 40 centímetros, amplamente utilizados em residências e ambientes de trabalho.

Segundo os criadores, o equipamento consegue reduzir a temperatura do ar em até 1,5°C utilizando exclusivamente o vento gerado pelo próprio ventilador.
Embora a redução de temperatura possa parecer discreta, esse resfriamento contribui para aumentar a sensação de conforto térmico em ambientes fechados, sobretudo quando combinado à diminuição da umidade relativa do ar.
O princípio físico que sustenta o funcionamento do KYL é o chamado Princípio de Bernoulli, formulado no século XVIII pelo físico suíço Daniel Bernoulli.
Essa teoria estabelece que o aumento da velocidade de um fluido, como o ar, provoca redução da pressão.
No KYL, o ar impulsionado pelo ventilador passa por uma estrutura triangular dotada de aberturas estreitas, o que acelera o fluxo e gera uma leve queda de temperatura ao final da saída.
Paralelamente, um filtro circular contendo sílica gel é acoplado à parte traseira do ventilador.
Esse material é reconhecido por sua eficiência em absorver umidade, promovendo a circulação de um ar mais seco e ampliando a sensação de frescor no ambiente.
Manutenção e sustentabilidade do equipamento
Um dos pontos mais valorizados no desenvolvimento do KYL está na simplicidade de sua manutenção e na escolha criteriosa dos materiais.
O filtro de sílica gel, responsável pela absorção de umidade, pode ser facilmente higienizado com aspirador de pó e reativado ao ser exposto ao sol.
Isso dispensa trocas frequentes, tornando o ciclo de uso mais sustentável.
Já a instalação do dispositivo foi pensada para ser acessível a qualquer pessoa, sendo realizada por meio de tiras de couro com botões de pressão, sem necessidade de ferramentas.
No que diz respeito à composição, o corpo principal do KYL utiliza polipropileno — um plástico leve, durável e reciclável —, enquanto as bordas são feitas de ABS, material amplamente usado na indústria automotiva e de eletrodomésticos por sua resistência.
Tanto o polipropileno quanto o ABS são recicláveis, o que reforça o compromisso do projeto com a economia circular.

As tiras de couro, também reutilizáveis, complementam o design sustentável, alinhando funcionalidade, durabilidade e preocupação ambiental.
Benefícios do equipamento que converte ventilador em ar-condicionado
De acordo com os idealizadores, o dispositivo que transforma o ventilador em um “ar-condicionado” apresenta quatro benefícios centrais:
- Contribuição para a redução significativa do consumo de energia elétrica, já que não exige maior esforço do ventilador
- Diminuição das emissões de dióxido de carbono (CO2), favorecendo práticas mais sustentáveis
- Economia financeira para o consumidor, sobretudo em locais onde o uso de aparelhos de ar-condicionado é frequente
- Prolongamento da vida útil dos ventiladores, uma vez que o acessório potencializa o desempenho sem sobrecarregar o equipamento
Popularização e estágio atual do dispositivo sustentável
Apesar do reconhecimento e do potencial, até junho de 2025 o KYL permanece em fase de protótipo funcional, sem disponibilidade comercial.
O projeto está classificado como “fase 1” pelo Clean Energy Challenge, da plataforma internacional What Design Can Do, que reconhece iniciativas de impacto ambiental e viabilidade conceitual.
No entanto, ainda não há informações públicas sobre processos de industrialização, parcerias comerciais consolidadas ou datas previstas para lançamento no mercado.
As últimas menções ao KYL em veículos de imprensa internacional ocorreram em 2020 e 2021.
Desde então, não foram reportados novos testes, avanços técnicos, atualizações ou detalhamentos sobre eventuais negociações para produção em larga escala.
O dispositivo, contudo, permanece como referência inspiradora para projetos voltados à democratização da tecnologia, sustentabilidade e soluções acessíveis para o cotidiano.
Comparativo com ar-condicionado tradicional e consumo energético
Os aparelhos de ar-condicionado tradicionais, largamente utilizados no Brasil, respondem por cerca de 17% do consumo energético nas residências brasileiras, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em 2023.
O alto consumo de energia desses equipamentos contribui para o aumento das contas de luz e para a elevação das emissões de gases de efeito estufa, especialmente em contextos de fontes fósseis na matriz energética.

Nesse cenário, dispositivos que utilizam princípios físicos e materiais de baixo custo, como o KYL, representam alternativas promissoras.
O desafio principal está em viabilizar a produção em escala, garantir durabilidade e manutenção acessível e despertar o interesse do consumidor, especialmente diante de um público acostumado a soluções tecnológicas convencionais.
Design sustentável e impacto social
Além da função tecnológica, a criação do KYL ressalta a importância do design sustentável, conceito que integra funcionalidade, estética e responsabilidade ambiental.
O projeto também incentiva a democratização do acesso ao conforto térmico, atendendo a demandas de famílias de baixa renda que, frequentemente, não podem arcar com o custo de um ar-condicionado tradicional.
Instituições de ensino, startups e investidores são cada vez mais estimulados a buscar alternativas de baixo impacto ambiental e alto potencial de inclusão social, diante do agravamento das mudanças climáticas e das desigualdades no acesso à tecnologia.
Dispositivos como o KYL reforçam que soluções simples e inovadoras podem transformar realidades e estimular novos paradigmas no mercado global de refrigeração.
Afinal, diante do aumento dos extremos climáticos e dos desafios energéticos no Brasil e no mundo, qual inovação sustentável você acredita que pode realmente mudar a rotina das famílias brasileiras?

Vai comer abóbora melancia melão vai todo mundo se fude assim disse lula
Já está a venda, alguém sabe dizer?
Seria mais fácil se o cartel chamassem alunos das escolas técnicas (ou qualquer pessoa “tipo prof. Pardal), e pedisse p/ criar um sistema, interno, com imãns, que gerasse parte da energia consumida pelo ar condicionado. Isso é possível e fácil com a tecnologia existente. NÃO FAZEM DEVIDO A GANÂNCIA E OS INTERESSES.
Você já fez? Crie a patente e fique rico.
Não tem como gerar energia do nada, fisicamente falando pra gerar energia vc precisa gastar energia só com imãs, é impossível manter um motor perpétuo, a energia inicial que seria um empurrão ou qualquer outro meio sem fonte continua vai aos poucos se dissipando.