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Trump assina decretos para criar computador quântico e preparar sistemas dos Estados Unidos contra ataques capazes de quebrar criptografias atuais

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Escrito por Caio Aviz Publicado em 23/06/2026 às 12:02 Atualizado em 23/06/2026 às 12:05
Donald Trump assina decreto em gabinete presidencial dos Estados Unidos sobre computação quântica e segurança cibernética
Donald Trump assina medidas para acelerar o desenvolvimento de um computador quântico e proteger sistemas federais contra futuras ameaças cibernéticas.
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Entenda como as novas medidas do governo norte-americano pretendem acelerar a computação quântica e proteger dados federais com criptografia pós-quântica.

Uma nova estratégia tecnológica ganhou força nos Estados Unidos em 22 de junho de 2026. O presidente Donald Trump assinou dois decretos destinados ao desenvolvimento da computação quântica e à proteção dos sistemas digitais do governo federal.

Segundo a Reuters, uma das medidas estabelece a meta de construir um computador quântico avançado até 2028. O equipamento deverá ser direcionado principalmente à pesquisa científica e à resolução de problemas considerados complexos para máquinas convencionais.

O segundo decreto concentra esforços na segurança cibernética. Os principais sistemas computacionais do governo deverão migrar para a criptografia pós-quântica entre 2030 e 2031.

Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, afirmou que o desenvolvimento da máquina poderá ser alcançado dentro do prazo previsto.

Conheça os decretos sobre computação quântica

A primeira medida assinada por Trump busca acelerar a criação de um computador quântico poderoso para pesquisas científicas. A iniciativa coloca essa tecnologia entre as prioridades estratégicas dos Estados Unidos.

A segunda determinação estabelece um cronograma para substituir os atuais mecanismos de proteção digital do governo. A mudança pretende preparar os sistemas públicos para possíveis ataques realizados com computadores quânticos mais avançados.

Agências federais também deverão elaborar planos para implantar sensores e redes quânticas durante os próximos cinco anos. A estratégia inclui ainda ações voltadas à segurança das cadeias de suprimentos.

A cooperação internacional aparece como outro ponto relevante dos decretos. O governo norte-americano pretende ampliar medidas para proteger a propriedade intelectual associada à tecnologia quântica.

A combinação dessas iniciativas reúne pesquisa científica, segurança digital e proteção industrial. O objetivo é reduzir vulnerabilidades antes que computadores quânticos tenham capacidade para romper criptografias utilizadas atualmente.

Estrutura interna de computador quântico em laboratório de alta tecnologia, com componentes metálicos e cabos conectados.
Computador quântico representa nova etapa da corrida tecnológica global.

Por que a computação quântica preocupa governos

Computadores quânticos utilizam princípios da física quântica para processar informações. Determinados cálculos podem ser realizados de forma muito mais rápida que em supercomputadores convencionais.

Essa capacidade cria oportunidades para áreas como inteligência artificial, química e ciência de materiais. O mesmo avanço, porém, poderá oferecer ferramentas capazes de decifrar sistemas de segurança digital.

A disputa tecnológica envolve diretamente os Estados Unidos e a China. Os dois países buscam posições de liderança em uma área considerada estratégica para a economia, a ciência e a defesa cibernética.

O Departamento de Comércio norte-americano anunciou, em maio de 2026, participações avaliadas em US$ 2 bilhões. O investimento envolveu nove empresas de computação quântica, além de uma nova parceria com a IBM.

Os decretos assinados no mês seguinte ampliaram essa política. A estratégia passou a combinar investimentos empresariais, desenvolvimento científico e modernização dos sistemas federais.

Como o Google se prepara para ameaças quânticas

O Google já havia destacado os riscos relacionados à tecnologia em 25 de março de 2026. A empresa anunciou a meta de migrar seus sistemas para criptografia pós-quântica até 2029.

Um dos principais perigos citados foi o ataque conhecido como “armazenar agora, descriptografar depois”. Nesse modelo, criminosos coletam informações protegidas atualmente e guardam os dados para tentar decifrá-los no futuro.

Computadores quânticos mais avançados poderão tornar essa ameaça possível. A transição para novos mecanismos de segurança precisa, portanto, começar antes que essas máquinas atinjam tal capacidade.

Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França e Países Baixos já publicaram orientações sobre os riscos quânticos. O avanço tecnológico da China também aumenta a urgência das medidas de proteção.

A assinatura dos decretos coloca o governo norte-americano em uma corrida contra o tempo. O país pretende desenvolver um computador quântico e, simultaneamente, impedir que a mesma tecnologia comprometa informações estratégicas.

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Caio Aviz

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