As vendas de máquinas agrícolas decolaram ao longo dos últimos meses, mesmo com linhas de crédito do BNDES cada vez mais difícil
Apesar da crise economia e politica no Brasil, o mercado de máquinas agrícolas não poderia está deixando as empresas e profissionais do setor mais felizes. A escassez de linhas de crédito do BNDES, que ocorre desde do mês de novembro do ano passado, não impediu que o mercado continue em alta e com perspectivas excelentes para 2021. Porém, apesar dos bons números inicialmente, existe uma preocupação com os investimentos para possível perda de empregos em 2021/22.
Luís Felli, presidente da AGCO América do Sul, disse em reportagem ao Estadão que acredita que até o mês de março, o mercado de máquinas agrícolas tenha vendido 20% mais tratores e 70% mais colheitadeiras. Na Câmera de Máquinas Agrícolas da Abimaq, o aumento das vendas associadas foi de 55%. A colheita de 20/21 foi um recorde, o que gerou grande otimismo para a próxima safra. Além disso, o bom valor conseguido pelos produtores nas vendas aqueceu o mercado, destacou Cristiano Correia, diretor de Marketing da John Deere.
Empregos podem está em risco se o governo não aumentar subvenção
Em texto publicado no Canal Rural, Pedro Estevão, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), lamentou o fato do Governo está cortando recursos no crédito agrícola. Segundo ele, caso isso continue, o crédito ficará muito mais caro, fazendo com que o agricultor deixe de investir, causando demissões e prejudicando empregos dos trabalhadores de um setor tão importante para a economia.
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O setor está aguardando o Plano Safra 2021/22, e acredita que a linha terá mais do que os R$ 8 bilhões de 2020/21. Segundo Pedro Estevão Bastos, o mercado precisa de R$ 20 bilhões. O setor de agricultura vem investindo muito dinheiro nesta pandemia, gerando muitos empregos e ajudando o PIB brasileiro a não ficar em uma situação ainda mais preocupante. Com menos recursos para custeio, o agricultor tem que usar capital próprio para investir, deixando de aplicar esse dinheiro em outras frentes.
A Abimaq defende que é necessário mudar a Lei Orçamentaria Anual (LOA 2021), sem falar em reformas importantes para o setor, com o tributária e administrativa. Essas atitudes dariam ao Governo mais flexibilidade para liberar crédito para o setor.
BNDES anuncia nova modalidade de crédito rural
No dia 8 de abril, Tereza Cristina, ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e Gustavo Montezano, presidente do BNDES, anunciaram uma nova forma de apoiar os pequenos agricultores, através do crédito de recebíveis do Agronegócio garantido. A ideia é incentivar o crédito privado para os pequenos agricultores.

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