Earthshot Prize distribui £1 milhão para soluções ambientais capazes de combater poluição, crise climática, lixo e degradação dos oceanos antes de 2030.
Em meio à pressão crescente de mudanças climáticas, poluição, perda de biodiversidade e degradação dos oceanos, o Earthshot Prize passou a ocupar um lugar estratégico no debate global sobre soluções ambientais com impacto real. Lançada em 2020 pelo príncipe William, a premiação oferece £1 milhão a cada um dos cinco vencedores anuais para ampliar projetos capazes de enfrentar grandes problemas ambientais ainda nesta década, segundo a Reuters, em 3 de abril de 2025, e a página oficial do prêmio.
A iniciativa é organizada em cinco categorias chamadas de Earthshots: proteger e restaurar a natureza, limpar o ar, reviver os oceanos, construir um mundo sem resíduos e combater a crise climática. De acordo com o próprio Earthshot Prize, cada ano seleciona 15 finalistas, coloca todos em um programa de apoio global e premia cinco soluções com £1 milhão cada, uma por categoria, com a meta de acelerar tecnologias, projetos urbanos, iniciativas científicas e modelos ambientais capazes de gerar escala até 2030.
Earthshot Prize quer encontrar soluções ambientais capazes de mudar o planeta antes de 2030
O Earthshot Prize nasceu inspirado no conceito de “Moonshot”, usado para descrever os programas espaciais extremamente ambiciosos do século XX.
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A proposta do prêmio é criar uma corrida global por soluções ambientais que consigam produzir resultados mensuráveis ainda nesta década. Segundo a organização, o foco não está apenas em ideias futuristas, mas em projetos que já demonstraram funcionamento real e possuem potencial de escala internacional.
A competição aceita inscrições e indicações de indivíduos, startups, universidades, governos, organizações sociais e empresas privadas de qualquer lugar do mundo.
O diferencial do programa é que ele tenta transformar soluções ambientais em iniciativas globais de grande impacto econômico e tecnológico. O prêmio busca tecnologias que consigam sair do laboratório e alcançar aplicação prática em cidades, indústrias, agricultura e sistemas ambientais vulneráveis.
A iniciativa tenta criar uma espécie de “corrida tecnológica ambiental” global, usando dinheiro, visibilidade internacional e apoio financeiro para acelerar soluções que normalmente levariam muitos anos para alcançar escala mundial. O projeto prevê distribuição de £50 milhões até 2030 para um total de 50 vencedores ao longo da década.
Prêmio ambiental distribui £1 milhão para soluções contra lixo, poluição e crise climática
O Earthshot Prize foi dividido em cinco categorias consideradas críticas para o futuro ambiental do planeta. A primeira envolve projetos de proteção e restauração da natureza. A segunda busca soluções para limpar o ar e reduzir poluição atmosférica.
A terceira é voltada à recuperação dos oceanos e combate à degradação marinha. A quarta categoria tenta criar um mundo com menos resíduos e desperdício. A quinta concentra projetos relacionados ao combate às mudanças climáticas.
Cada vencedor recebe £1 milhão para ampliar sua solução ambiental e acelerar implementação prática. Segundo a organização, o dinheiro funciona como capital de expansão para projetos que já demonstraram resultados concretos.
Além disso, todos os finalistas passam a integrar o Earthshot Fellowship Programme, rede internacional de mentoria, financiamento e conexões empresariais.
O prêmio tenta resolver um problema recorrente da inovação ambiental: muitas tecnologias promissoras nunca conseguem sair da fase experimental por falta de financiamento e estrutura global de crescimento. O Earthshot busca justamente acelerar essas soluções antes que problemas ambientais se agravem ainda mais nas próximas décadas.
Soluções vencedoras já incluem reflorestamento, microplásticos e recuperação dos oceanos
Desde o lançamento da premiação, o Earthshot já selecionou projetos extremamente variados. Entre os vencedores e finalistas recentes aparecem iniciativas de reflorestamento em larga escala, filtros para microplásticos em máquinas de lavar, acordos internacionais de proteção oceânica, sistemas de reciclagem e projetos urbanos voltados à redução de poluição atmosférica.
Entre os vencedores de 2025, por exemplo, apareceu a empresa brasileira re.green, focada em restauração florestal com uso de inteligência artificial e monitoramento por satélite.
A solução chamou atenção por tratar florestas como infraestrutura estratégica capaz de gerar benefícios ambientais e econômicos ao mesmo tempo. Também foram premiados projetos ligados à proteção oceânica, sustentabilidade na moda e soluções climáticas em Bangladesh.
O prêmio passou a funcionar como vitrine global para tecnologias ambientais que normalmente ficariam restritas a nichos científicos ou mercados locais, transformando pequenas iniciativas em projetos com visibilidade internacional e acesso a investidores, governos e grandes empresas.
Earthshot tenta acelerar tecnologias ambientais antes de uma década considerada crítica
A escolha do prazo até 2030 não aconteceu por acaso. Diversos relatórios climáticos e ambientais vêm apontando a atual década como decisiva para limitar impactos mais severos ligados ao aquecimento global, degradação dos oceanos e perda acelerada de biodiversidade. O Earthshot foi estruturado justamente dentro dessa janela considerada crítica por cientistas e organismos internacionais.
A lógica da premiação é relativamente simples: em vez de esperar décadas até que governos implementem soluções em larga escala, a competição tenta acelerar projetos capazes de gerar impacto ambiental imediato.

O modelo utiliza premiações milionárias para criar competição global entre tecnologias ambientais consideradas promissoras. Isso inclui desde novas formas de reciclagem até sistemas de captura de carbono, reflorestamento e purificação ambiental.
A organização aposta que algumas das soluções mais importantes para enfrentar a crise ambiental talvez ainda estejam escondidas em pequenos laboratórios, startups ou equipes independentes espalhadas pelo mundo.
O prêmio tenta justamente encontrar essas iniciativas antes que o agravamento dos problemas ambientais torne adaptações ainda mais difíceis e caras globalmente.

