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Durante reunião do Conselho da Paz de Gaza, Trump dá prazo de 10 dias para que o Irã decida se vai aceitar ou não o acordo nuclear proposto pelos Estados Unidos; Lula foi convidado a participar do Conselho, mas ainda não confirmou presença e criticou ausência de representantes palestinos

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Escrito por Rannyson Moura Publicado em 19/02/2026 às 15:16 Atualizado em 19/02/2026 às 15:19
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Trump dá prazo de dez dias ao Irã para acordo nuclear, anuncia bilhões para Gaza e lança Conselho da Paz sob críticas da França, Vaticano e Lula. Entenda os bastidores.
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Trump dá prazo de dez dias ao Irã para acordo nuclear, anuncia bilhões para Gaza e lança Conselho da Paz sob críticas da França, Vaticano e Lula. Entenda os bastidores.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que decidirá em até dez dias quais medidas adotará contra o Irã caso não seja fechado um acordo sobre o programa nuclear do país. A declaração ocorreu durante a primeira reunião do chamado Conselho da Paz de Gaza, criado por seu governo.

Além do novo prazo, Trump voltou a ameaçar Teerã com “coisas ruins” se não houver avanços nas negociações. A fala ocorre em meio à escalada de tensão entre os dois países e poucos dias após reuniões diplomáticas realizadas em Genebra, na Suíça.

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Enquanto o Irã avaliou que o encontro de três horas teve progresso e indicou novas rodadas de diálogo, os Estados Unidos demonstraram insatisfação com a falta de um acordo concreto. Paralelamente, o governo americano acelera preparativos militares, mesmo mantendo oficialmente a via diplomática aberta.

Bilhões para Gaza e poder ampliado no novo conselho

Durante a cerimônia, Trump anunciou o envio de US$ 7 bilhões, provenientes de contribuições de países aliados, para a reconstrução da Faixa de Gaza. O valor, no entanto, está longe das estimativas apresentadas pela Organização das Nações Unidas, que calculou em cerca de US$ 70 bilhões o custo total para reconstruir a região devastada por dois anos de conflito com Israel.

Além disso, Trump informou que os Estados Unidos enviarão mais US$ 10 bilhões ao Conselho da Paz, mas não detalhou como os recursos serão utilizados.

Segundo as regras estabelecidas pela Casa Branca, o presidente americano terá poder de veto dentro do conselho e poderá continuar na liderança mesmo após deixar o cargo. Para se tornar membro permanente, os países precisam desembolsar US$ 1 bilhão.

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Apesar de o discurso oficial apontar para a reconstrução de Gaza, especialistas levantam preocupações sobre possíveis interesses políticos mais amplos. Há temor de que o conselho funcione como uma alternativa à ONU, instituição frequentemente criticada por Trump.

“O Conselho da Paz vai praticamente supervisionar a ONU”, afirmou o presidente. Em seguida, porém, declarou que pretende fortalecer a organização internacional e ajudá-la financeiramente.

Quem participou — e quem ficou de fora

O encontro reuniu 20 líderes mundiais. No entanto, não contou com a presença de representantes de países como Reino Unido, França e Alemanha. A Comissão Europeia enviou um representante, decisão que gerou críticas do governo francês.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França, Pascal Confavreux, declarou surpresa com a participação do órgão europeu. Segundo ele, a Comissão não possui mandato para representar os Estados-membros nesse tipo de iniciativa.

O Instituto V-Dem, que monitora a qualidade democrática no mundo, apontou que muitos países participantes são classificados como autocracias ou regimes autoritários, incluindo Hungria, Qatar e Arábia Saudita.

O Vaticano também anunciou que não participará. O cardeal Pietro Parolin afirmou que a Santa Sé não integrará o conselho “devido à sua natureza particular” e reforçou que a gestão de crises internacionais deve permanecer sob responsabilidade da ONU.

Lula critica iniciativa e questiona ausência palestina

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foi convidado, mas ainda não confirmou participação. Entre suas críticas, destacou a ausência de representantes palestinos.

Lula afirmou que, com a criação do conselho, “a carta da ONU está sendo rasgada, e em vez de corrigir a ONU, com a entrada de novos países, o presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova, em que ele sozinho é o dono”.

Ele também declarou: “Já falei com muitos outros presidentes tentando ver se é possível a gente encontrar uma forma de se reunir e não permitir que o multilateralismo seja jogado ao chão ou que predomine a força da arma, da intolerância de qualquer país do mundo”.

A expectativa é que o tema seja discutido em um encontro entre Lula e Trump previsto para março.

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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