A China revelou um drone hibrido de combate, com sistema de propulsão de 60 kilowatts. O teste foi feito em dezembro de 2025 e divulgado pela CCTV-7 em 29 de março de 2026. O design foca em reduzir ruído e assinatura térmica — duas características que dificultam a detecção em radar e imagem infravermelha.
Conforme reportagem do O Cafezinho, baseada na cobertura da CCTV-7, o drone hibrido combina motor a combustão e elétrico no mesmo aparelho.
De acordo com o canal estatal chinês, a potência declarada é de 60 quilowatts — equivalente a um sedan elétrico de médio porte aplicado num drone aéreo.
Por isso, o aparelho consegue voar em modo elétrico silencioso em fases críticas (aproximação a alvo) e usar o motor a combustão para alcance.
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Em consequência, o drone híbrido reduz a assinatura térmica detectável por sensores infravermelhos durante o trecho elétrico do voo.
Para efeito de comparação, a maior parte dos drones americanos de mesma classe (como o MQ-9 Reaper) opera com motor turbohélice — barulhento e com forte rastro térmico.
Como mostrou o portal recentemente em cobertura sobre Angra 3, a China combina velocidade de execução em projetos militares com presença forte em outras frentes — incluindo reatores nucleares de 4ª geração.

Como funciona o drone hibrido que muda a guerra aérea
O conceito de propulsão híbrida não é novo na aviação civil.
De fato, fabricantes como Pratt & Whitney e Rolls-Royce trabalham em modelos comerciais semelhantes desde a década de 2010.
Por outro lado, a aplicação militar em drones é inédita em escala operacional, segundo a CCTV-7.
Conforme o desenho técnico divulgado, o motor a combustão entra em ação em cruzeiro de longa distância.
Em seguida, o sistema elétrico assume na fase final, perto do alvo.
Como resultado, o drone hibrido pode chegar perto sem alertar sensores acústicos ou térmicos.
De acordo com a fonte chinesa, a autonomia combinada estimada supera a dos modelos puramente elétricos, que atingem no máximo 1 hora de voo.
A China e a EUA, lado a lado, na guerra dos drones
Os Estados Unidos lideram historicamente em drones militares operacionais.
De acordo com a Força Aérea americana, mais de 1.000 unidades do MQ-9 Reaper foram entregues desde 2007.
Por outro lado, a China vem fechando a distância com modelos como Wing Loong II e CH-5, exportados para mais de 10 países.
Conforme a Revista Oeste, autoridades americanas monitoram envios de armamentos chineses e russos ao Irã.
Da mesma forma, a evolução em propulsão silenciosa coloca pressão sobre a doutrina de defesa baseada em detecção térmica.

Por que a China escolheu mostrar o drone hibrido na TV agora
A CCTV-7 é o canal militar da televisão estatal chinesa.
De acordo com analistas militares, revelações no canal seguem padrão: tecnologia já testada com sucesso é divulgada para sinalizar capacidade.
Por isso, a aparição em 29 de março de 2026 não é apenas notícia.
Em consequência, é também mensagem geopolítica para Washington, Tóquio e Bruxelas.
Conforme registros do setor, a China multiplicou por 4 seu orçamento militar em 15 anos.
Da mesma forma, a Força Aérea chinesa pediu testes adicionais com diferentes configurações de carga útil até final de 2026.
A resposta da Europa e da Rússia: também trabalham em drones
Em fevereiro de 2026, a Europa testou o protótipo Hypersonica em Andøya, na Noruega.
De acordo com a Euronews, a velocidade do míssil chega a Mach 6 — 7.400 km/h.
Por outro lado, a Rússia tem o sistema Oreshnik, com alcance de até 5.500 km.
Conforme registros da Force Aeroespacial russa, esse sistema já foi enviado para a Bielorrússia e usado na guerra da Ucrânia.
Em seguida, o que diferencia o drone híbrido chinês dos sistemas concorrentes é justamente o foco em propulsão silenciosa.
Como o mercado de drones militares mudou nos últimos 5 anos
Os números atuais do setor mostram a transformação:
- EUA: mais de 1.000 unidades MQ-9 Reaper, principal sistema operacional
- China: Wing Loong II e CH-5 exportados para 10+ países, mais drone híbrido em testes
- Turquia: Bayraktar TB2, usado em conflitos no Cáucaso e Ucrânia
- Israel: Heron e Hermes, líderes em vigilância de longa duração
- Europa: Eurodrone em desenvolvimento conjunto, ainda sem operação
- Rússia: Orion-E e Lancet, em uso na guerra da Ucrânia
Em consequência, o mercado de drones militares passou dos US$ 14 bilhões anuais em 2020 para mais de US$ 22 bilhões em 2025, segundo dados da indústria.
Da mesma forma, a fração do mercado correspondente a drones elétricos ou híbridos cresceu de 4% para 12% no mesmo intervalo.

O drone híbrido pode forçar mudança na doutrina de defesa
Sensores infravermelhos detectam motores quentes a quilômetros de distância.
Por isso, redes de defesa antiaérea modernas são otimizadas para essa assinatura.
De acordo com analistas, a entrada em operação de aparelhos com baixa assinatura térmica força reposicionamento.
Em consequência, sensores acústicos e óticos passariam a ter peso maior nas redes de detecção.
Conforme cobertura recente sobre comunidades do Nordeste cobrando regulamentação dos parques eólicos, a velocidade de adaptação institucional varia muito por país — e em defesa militar, a China tem mostrado ritmo acelerado.

O que ainda não foi divulgado sobre o drone híbrido chinês
Por outro lado, vários detalhes seguem sob sigilo.
De acordo com analistas militares ocidentais, a CCTV-7 não divulgou alcance máximo, carga útil ou autonomia exata.
Além disso, não há informação pública sobre custo unitário ou cronograma de produção em série.
Conforme registros do setor, a China costuma divulgar capacidade em estágios — primeiro o teste, depois o uso em treinamento e por fim a operação real.
Ainda assim, depois de um teste com 60 kilowatts em propulsão híbrida e divulgação no principal canal militar do país, o drone híbrido marca um capítulo novo na disputa tecnológica entre China e Estados Unidos.

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