A segunda etapa do Leilão de Transmissão nº 1/2026 fechou com todos os lotes contratados, R$ 1,8 bilhão em investimentos e deságio médio de 53,21%, em uma disputa que reforça a rede elétrica em pontos estratégicos do país.
O Leilão de Transmissão nº 1/2026 terminou nesta sexta-feira, 3 de julho, com todos os lotes da segunda etapa contratados e um pacote que reforça a malha elétrica em áreas estratégicas do país. A disputa, realizada na B3, em São Paulo, fechou com deságio médio de 53,21% nesta fase e consolidou um movimento importante para ampliar a capacidade de escoamento de energia e aliviar gargalos do sistema.
Segundo megawhat uol, a etapa desta sexta-feira envolveu os lotes 7 a 10, com investimentos estimados em R$ 1,8 bilhão, 61 quilômetros de linhas de transmissão e 2.400 MVA em capacidade de transformação. No fim, a Axia Energia Sul levou três dos quatro lotes, enquanto o lote 7 ficou com o Consórcio Olympus XX, da Alupar.
Com a soma das duas sessões do certame, o leilão já contratou R$ 4,654 bilhões em investimentos e atingiu deságio médio consolidado de 51,58%. Na prática, o resultado fecha uma rodada que estava dividida desde março e destrava obras importantes para a infraestrutura elétrica brasileira.
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Axia leva três lotes e Alupar fica com o maior da rodada

A grande vencedora da segunda etapa foi a Axia Energia Sul, que arrematou os lotes 8, 9 e 10. O lote 8 foi contratado com RAP de R$ 10,836 milhões e deságio de 59,04%. No lote 9, a oferta ficou em R$ 16,213 milhões, com deságio de 57,24%. Já o lote 10 teve RAP de R$ 23,7 milhões e deságio de 51,84%.
O lote 7, o maior entre os ofertados nesta fase, ficou com o Consórcio Olympus XX, da Alupar, com RAP de R$ 96,72 milhões e deságio de 52%. Esse lote reúne ativos em São Paulo e concentra parte relevante da disputa da rodada.
Ao todo, a RAP somada da segunda etapa chegou a R$ 147,469 milhões, frente a uma RAP máxima de R$ 315,186 milhões. O desconto médio de 53,21% mostra uma competição forte pelos ativos colocados na mesa.
Os ativos contratados somam linhas, subestações e reforços em SP, MS e MT
Os lotes licitados nesta segunda sessão reúnem intervenções em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Entre os itens estão linhas subterrâneas, novas subestações e trechos de transmissão em 230 kV e 500 kV, além de estruturas voltadas para ampliar a capacidade de transformação em pontos onde a rede já opera sob pressão.
No lote 7, em São Paulo, entram as linhas subterrâneas 345 kV Norte-São Miguel e São Miguel-Ramon, além da subestação 345/88 kV São Miguel. O lote 8 prevê a subestação 230/138 kV Iguatemi 2 e trechos de linha entre a nova subestação e a LT Guaíra-Dourados C1, em Mato Grosso do Sul.
O lote 9 contempla a subestação 230/88 kV Dom Pedro I e trechos ligados às linhas São José dos Campos-Mogi das Cruzes e Mairiporã-Jaguari. Já o lote 10 inclui a subestação 500/138 kV Cuiabá Norte e trechos de LT 500 kV entre a nova subestação e a LT Jauru-Cuiabá C2, em Mato Grosso.
Divisão em duas sessões só saiu depois da liberação do TCU
O leilão de transmissão foi desenhado em duas etapas no próprio edital. A primeira sessão ocorreu em 27 de março, quando foram contratados os lotes 1 a 5, com R$ 3,354 bilhões em investimentos e deságio médio de 50,69%. A segunda só foi marcada depois da liberação do Tribunal de Contas da União, que permitiu à comissão permanente de leilões abrir a disputa desta sexta-feira.
A divisão aconteceu por causa dos lotes 7 a 10, ligados a ativos da MEZ. Antes da autorização, a avaliação da Aneel era de que essas estruturas não poderiam ir a leilão junto com os demais ativos sem a definição sobre o acordo relacionado à empresa, porque as instalações ainda estavam formalmente vinculadas às concessionárias originais.
Com o leilão fechado, o sistema elétrico ganha previsibilidade para tocar os reforços que precisam sair do papel. Para o setor, o resultado não é só um número de desconto: é a base para ampliar a rede onde a energia já existe, mas ainda encontra barreiras para chegar aonde precisa. Se você acompanha o setor elétrico, vale ficar de olho nos próximos passos das concessionárias vencedoras.
