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92 caminhões betoneira despejam mais de 730 m³ de concreto, 60 mil kg de aço e 50 mil kg de gelo na maior fundação já executada em Passo Fundo para erguer torre de 33 andares.

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 08/07/2026 às 21:03 Atualizado em 08/07/2026 às 21:11
Maior fundação já executada em Passo Fundo mobiliza 92 caminhões betoneira e mais de 730 m³ de concreto em obra de 33 andares.
Maior fundação já executada em Passo Fundo mobiliza 92 caminhões betoneira e mais de 730 m³ de concreto em obra de 33 andares.
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Operação no centro de Passo Fundo reuniu caminhões, bombas-lança, aço e gelo para executar uma fundação de grande escala em uma obra vertical. A concretagem chamou atenção pelo volume aplicado, pela logística urbana e pelo controle técnico exigido em uma estrutura desse porte.

Uma operação de concretagem mobilizou 92 caminhões betoneira na segunda-feira (06), no centro de Passo Fundo, para executar o bloco central de fundação do Edifício Ícone, torre de 33 andares da Point Construções e Incorporações.

Segundo O Nacional, o bloco ultrapassou 730 m³ de concreto e passou a ser tratado como o maior em volume já executado no município.

Iniciada ainda de madrugada, a concretagem começou às 5h30 e exigiu a interrupção do trânsito na Rua Capitão Eleutério, no trecho entre a Avenida Brasil e a Rua Paissandu.

Para manter o abastecimento constante, a logística organizou o deslocamento cronometrado dos caminhões entre a Concreteira Andreetta, na RS-324, em São João da Bela Vista, e o canteiro da Point no centro da cidade.

Fundação do Edifício Ícone movimenta o centro de Passo Fundo

Erguido na área onde ficava o antigo Edifício Giongo, o Edifício Ícone ocupa uma das regiões mais movimentadas de Passo Fundo e integra o avanço de obras verticais de grande porte no município.

De acordo com Sérgio Panizzon, CEO da Point, o empreendimento terá 33 andares “no coração da cidade”, em uma fase de execução que também recebeu estudantes de engenharia durante a preparação e o estaqueamento.

Durante a concretagem contínua, as 92 betoneiras abasteceram duas bombas-lança, equipamento usado para transportar o concreto até o ponto de aplicação com maior alcance, precisão e agilidade no canteiro.

Até as 9h30, conforme o relato da operação, 32 caminhões já haviam descarregado o material, o que indicava avanço dentro do cronograma previsto para aquela manhã de trabalho.

Pelo porte da intervenção, equipes da construtora e da concreteira precisaram coordenar o fluxo de caminhões, a operação das bombas e a circulação em uma área central da cidade.

Ao todo, cerca de 30 profissionais participaram diretamente da etapa, incluindo trabalhadores responsáveis por distribuir o concreto dentro do bloco de fundação preparado para receber o volume projetado.

Bloco central tem 68 estacas e sustenta 14 pilares

Maior fundação já executada em Passo Fundo mobiliza 92 caminhões betoneira e mais de 730 m³ de concreto em obra de 33 andares.
Maior fundação já executada em Passo Fundo mobiliza 92 caminhões betoneira e mais de 730 m³ de concreto em obra de 33 andares. ( Foto: LC Schneider- Portal ON)

Responsável pela obra, o engenheiro civil Isaac Canali explicou que a etapa corresponde ao bloco central de fundação, estrutura que concentra parte essencial da sustentação do edifício.

Segundo ele, o bloco reúne 68 estacas com 70 centímetros de diâmetro, das quais partem 14 pilares responsáveis por compor a base estrutural da torre.

“A gente está executando um bloco que chamamos de bloco central de fundação. Ele é um bloco que engloba 68 estacas de diâmetro de 70 centímetros. Nesse bloco nascem 14 pilares que vão dar a estrutura da nossa torre”, afirmou Canali, ao detalhar a função do conjunto dentro do projeto.

Além do volume expressivo de concreto, a fundação recebeu aproximadamente 60 mil quilos de aço, material usado na armadura do bloco central executado pela Point Construções e Incorporações.

Combinados, concreto, aço e estacas formam a base preparada para suportar a torre de 33 pavimentos prevista para o empreendimento em construção no centro de Passo Fundo.

Gelo no concreto ajuda a controlar a temperatura interna

Entre os aspectos técnicos da operação, o uso de 50 mil quilos de gelo incorporados ao traço do concreto chamou atenção pela função direta no controle térmico do bloco.

A medida buscou reduzir a temperatura do núcleo durante a hidratação do cimento, reação que libera calor e exige acompanhamento especial em estruturas de concreto de grande volume.

Canali explicou que, por se tratar de um bloco robusto, o resfriamento ajuda a impedir que a temperatura interna ultrapasse 65 °C durante o processo de cura.

Na avaliação do engenheiro, o excesso de calor poderia provocar fissuras no concreto e, com o passar do tempo, comprometer a armadura metálica por causa da corrosão.

Também fez parte da etapa o controle de qualidade do material aplicado, com coleta de amostras cilíndricas manuais para verificar consistência e resistência do concreto.

Esse acompanhamento técnico permite avaliar se o material colocado no bloco atende às exigências previstas para a fundação, especialmente em uma estrutura com alto volume de concreto.

A tecnologia apareceu ainda no uso das bombas-lança operadas por controle remoto, solução que auxiliou o abastecimento do bloco durante a movimentação contínua dos caminhões.

Mesmo com equipamentos de apoio, parte importante da execução dependeu da atuação direta dos profissionais no canteiro, sobretudo na distribuição do concreto dentro da área preparada.

Cura do concreto deve levar cerca de 28 dias

Depois da concretagem, o bloco passa pelo período de cura, etapa necessária para que o concreto desenvolva resistência de acordo com as condições previstas no projeto estrutural.

De acordo com Isaac Canali, o prazo estimado para esse processo é de aproximadamente 28 dias, considerando o grande bloco executado no centro de Passo Fundo.

A operação se destacou não apenas pelo número de caminhões envolvidos, mas também pela escala dos insumos aplicados em uma única etapa da fundação.

Em poucas horas, a obra concentrou mais de 730 m³ de concreto, cerca de 60 toneladas de aço e 50 toneladas de gelo em uma estrutura preparada para sustentar a futura torre.

Com a fundação central encaminhada, o Edifício Ícone avança em uma fase decisiva da construção, enquanto o bloco segue o período necessário para desenvolvimento da resistência.

Para Passo Fundo, a execução mostra como obras verticais de grande porte podem alterar a rotina de áreas centrais, exigindo integração entre engenharia, logística, trânsito e operação urbana.

Uma concretagem desse porte muda a forma como Passo Fundo acompanha suas grandes obras no centro da cidade?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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