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Crosta terrestre está se rasgando lentamente no fundo do Oceano Pacífico perto do Canadá e cientistas descobrem que esse fenômeno raro pode desligar uma zona de subducção inteira e reconfigurar as placas tectônicas da região

Publicado em 24/03/2026 às 23:09
A crosta terrestre está se rasgando no Pacífico perto do Canadá. Cientistas dizem que placas tectônicas podem se reconfigurar na zona de subducção de Cascádia.
A crosta terrestre está se rasgando no Pacífico perto do Canadá. Cientistas dizem que placas tectônicas podem se reconfigurar na zona de subducção de Cascádia.
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Estudo publicado na Science Advances revela que a crosta terrestre está se fragmentando no fundo do Pacífico, na região de Cascádia. A falha de Nootka marca onde as placas tectônicas se rompem em segmentos, podendo desativar a zona de subducção ao longo de milhões de anos.

Cientistas identificaram que a crosta terrestre está se rasgando lentamente no fundo do Oceano Pacífico, próximo à costa do Canadá, em um fenômeno raro que pode reconfigurar os limites entre placas tectônicas na região. O estudo, publicado na revista Science Advances, mostra que uma placa tectônica está passando por um processo de fragmentação progressiva em uma zona de subducção na região de Cascádia, com separações que ocorrem ao longo de milhões de anos.

O rasgo na crosta terrestre não acontece de forma repentina. Na prática, trata-se de uma quebra gradual da placa que está sendo empurrada para o interior da Terra. À medida que a placa se rompe, partes dela passam a se comportar de forma independente, formando blocos menores chamados de microplacas. Esse processo pode explicar como algumas zonas de subducção deixam de existir ao longo do tempo geológico.

O que está acontecendo com a crosta terrestre no fundo do Pacífico

A crosta terrestre na região de Cascádia, no nordeste do Oceano Pacífico, está passando por um processo que os cientistas descrevem como um rasgo progressivo. Diferente de um terremoto ou de uma ruptura súbita, esse fenômeno ocorre em escala de milhões de anos.

A placa tectônica que mergulha sob o continente norte-americano está se fragmentando em segmentos, com diferentes estágios de rompimento ao longo da região.

Os pesquisadores utilizaram dados sísmicos de alta resolução para mapear o interior da placa em profundidade. Os resultados revelaram que o rasgo na crosta terrestre não acontece de maneira uniforme, mas em blocos, formando microplacas que passam a se mover de forma independente umas das outras.

Esse comportamento sugere que a zona de subducção de Cascádia pode estar em processo de enfraquecimento gradual.

A falha de Nootka e o rasgo na crosta terrestre

No centro desse fenômeno está a chamada falha de Nootka, uma zona de fratura submarina que marca o limite entre diferentes placas tectônicas na região. Essa estrutura funciona como uma espécie de linha de fraqueza na crosta terrestre, facilitando o rompimento da placa que está sendo submergida sob o continente.

A falha de Nootka já era conhecida pelos geólogos, mas o estudo publicado na Science Advances traz detalhes inéditos sobre como ela interage com o processo de rasgo da crosta terrestre.

Os dados sísmicos mostram que a fratura se aprofunda de forma segmentada, criando separações cada vez mais definidas entre os blocos da placa. Isso indica que a falha não é apenas uma fronteira estática, mas uma estrutura ativa que está contribuindo para a fragmentação progressiva do fundo oceânico.

O que é uma zona de subducção e por que ela pode ser desativada

Zonas de subducção são regiões onde uma placa tectônica mergulha sob outra, sendo empurrada para o interior da Terra. A zona de subducção de Cascádia é uma das mais conhecidas do planeta, responsável por terremotos históricos de grande magnitude e monitorada constantemente por cientistas. É nessa região que a placa oceânica mergulha sob a placa norte-americana.

O que a pesquisa revela é que o rasgo na crosta terrestre pode estar enfraquecendo essa zona de subducção. Com a fragmentação da placa em microplacas menores, o processo de mergulho perde coesão e pode, ao longo do tempo geológico, deixar de funcionar naquele trecho.

Na prática, isso significaria uma reconfiguração dos limites entre placas tectônicas na região, um evento raro na história geológica do planeta, mas que os cientistas agora conseguem observar em andamento.

O que essa descoberta significa para a atividade sísmica na região

A região de Cascádia é monitorada com atenção especial por causa do risco de terremotos de grande magnitude. A zona de subducção local já produziu o chamado megaterremoto de Cascádia em 1700, estimado em magnitude 9, e cientistas avaliam que um novo evento desse porte é possível no futuro. A descoberta de que a crosta terrestre está se fragmentando na região adiciona uma camada de complexidade a essas projeções.

Os pesquisadores destacam que o processo de rasgo é extremamente lento e não representa uma mudança imediata na superfície ou um aumento repentino do risco sísmico.

Ainda assim, compreender como a crosta terrestre evolui nessas regiões é fundamental para refinar modelos de previsão sísmica e entender a dinâmica de longo prazo do planeta. A descoberta ajuda a explicar por que algumas zonas de subducção perdem atividade ao longo de milhões de anos.

Como os cientistas mapearam o rasgo no fundo do oceano

A pesquisa utilizou tomografia sísmica de alta resolução para criar imagens detalhadas do interior da crosta terrestre e das camadas mais profundas da placa tectônica. Essa técnica funciona de forma semelhante a uma tomografia médica, mas em escala geológica: ondas sísmicas geradas por terremotos naturais são captadas por redes de sensores e convertidas em imagens tridimensionais do subsolo.

Os dados permitiram aos cientistas identificar com precisão onde a placa está intacta e onde já ocorreu fragmentação.

A análise revelou que o rasgo na crosta terrestre segue um padrão segmentado, com blocos em diferentes estágios de separação, o que reforça a hipótese de que a zona de subducção de Cascádia está em processo de transformação. O estudo foi conduzido com colaboração internacional e publicado na revista Science Advances.

A descoberta de que a crosta terrestre está se rasgando no fundo do Pacífico, perto do Canadá, revela um fenômeno raro que pode desativar a zona de subducção de Cascádia ao longo de milhões de anos.

A fragmentação progressiva mapeada com dados sísmicos de alta resolução mostra que os limites entre as placas tectônicas não são permanentes e podem se reconfigurar em escalas de tempo geológico.

Com informações do portal R7.

O que você acha dessa descoberta? A ideia de que a crosta terrestre pode se reconfigurar lentamente muda sua percepção sobre o planeta? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe com quem se interessa por geologia e ciência.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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