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Crise da erva-mate atinge o Planalto Norte de SC: supersafra no Brasil, Paraguai e Argentina derruba mercado, pressiona indústrias e produtores, enquanto falta de mão de obra e concorrência mais barata ampliam o problema em uma das regiões mais tradicionais do país

Escrito por Carla Teles
Publicado em 27/04/2026 às 10:46
Atualizado em 27/04/2026 às 11:19
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Erva-mate no Planalto Norte sofre com supersafra, pressiona indústrias e expõe falta de mão de obra na cadeia regional.
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Erva-mate do Planalto Norte entra em alerta com supersafra, indústrias sob pressão e escassez de mão de obra, ampliando a crise em toda a cadeia regional.

A erva-mate vive um momento de forte pressão no Planalto Norte de Santa Catarina, região tradicionalmente reconhecida como uma das maiores produtoras do país. O avanço do cultivo, a alta produtividade e a dificuldade de escoar a produção para o mercado interno e para a exportação colocaram o setor em uma crise que já afeta produtores rurais, indústrias e o funcionamento de toda a cadeia.

O cenário chama atenção porque a região passou de um período em que ganhou espaço no mercado por conta da seca em outras áreas produtoras para uma realidade oposta, marcada por excesso de oferta. Agora, com supersafra nos quatro estados do Brasil citados na base, além de Paraguai e Argentina, a erva-mate sobra em vários mercados ao mesmo tempo, derruba a competitividade e amplia o peso de problemas antigos, como a falta de trabalhadores qualificados.

O que está por trás da crise da erva-mate no Planalto Norte

Erva-mate no Planalto Norte sofre com supersafra, pressiona indústrias e expõe falta de mão de obra na cadeia regional.

A crise atual tem ligação direta com a expansão do cultivo. Segundo a base, muitos produtores rurais passaram a optar cada vez mais pela erva-mate, deixando outras atividades de lado, como o gado de leite, o carneiro, a galinha e outras culturas. O resultado foi um aumento forte da produção em um momento em que o mercado já não consegue absorver tudo o que está sendo colhido.

Esse movimento mudou o equilíbrio da cadeia. A erva-mate que antes ganhava mais espaço por conta de dificuldades climáticas em outras regiões agora disputa mercado em um cenário de abundância. O que antes era vantagem para o Planalto Norte se transformou em excesso de oferta, com impacto direto sobre preços, comercialização e margem das indústrias.

Por que a supersafra no Brasil, Paraguai e Argentina agravou o problema

A base deixa claro que a atual crise não nasce apenas dentro de Santa Catarina. O problema cresce porque houve superprodução em diferentes áreas ao mesmo tempo. Com safra elevada no Brasil, no Paraguai e na Argentina, a erva-mate passou a sobrar em vários mercados, reduzindo espaço para escoamento e enfraquecendo a capacidade de reação do setor.

Esse ponto é decisivo porque, em anos anteriores, a seca em outras regiões produtoras abriu caminho para que o Planalto Norte tivesse mais consumo no mercado interno e maior força na exportação. Agora aconteceu o contrário. Como não faltou produto nos concorrentes, a região catarinense perdeu parte daquela vantagem e ficou mais exposta à disputa por preço.

O que muda na prática para indústrias e produtores

Na ponta industrial, a crise da erva-mate aparece na dificuldade de competir. Segundo o relato da base, as grandes indústrias não conseguem reduzir o preço na prateleira no mesmo ritmo em que pequenos agentes conseguem empacotar matéria-prima mais barata e colocar o produto no mercado com valores menores.

Isso afeta diretamente o mercado tradicional da erva-mate. As indústrias maiores ficam pressionadas comercialmente, perdem competitividade e enfrentam um ambiente mais duro para sustentar operação, margem e presença no mercado. Para o produtor, o efeito também pesa, porque a superprodução não encontra vazão suficiente e compromete o valor do que foi plantado.

A concorrência mais barata que pressiona o mercado interno

Erva-mate no Planalto Norte sofre com supersafra, pressiona indústrias e expõe falta de mão de obra na cadeia regional.

Outro fator importante citado na base é a entrada de erva-mate da Argentina com custo mais baixo para o beneficiamento de ervateiras brasileiras. Esse produto mais barato enfraquece ainda mais o mercado interno para as grandes indústrias, que já operam em um ambiente de excesso de oferta e forte pressão comercial.

Na prática, isso amplia a sensação de crise porque o problema deixa de ser apenas produzir muito. O setor passa a enfrentar também concorrência externa com preço mais agressivo, o que dificulta a reação das empresas locais e altera a dinâmica de formação de valor em uma cadeia histórica do Sul do país.

Falta de mão de obra vira outro gargalo para a erva-mate

Mesmo com alta produtividade, a base aponta que a crise da erva-mate não se resume ao excesso de produção. A falta de mão de obra especializada também pesa no setor. Faltam pessoas qualificadas para executar o trabalho no campo, faltam orientação e disponibilidade de trabalhadores para atender o ritmo da safra e isso prejudica o produtor e a indústria.

O impacto é amplo. Quando não há gente suficiente para a colheita, o produtor perde período de safra e volume retirado. Depois, a cadeia também sente a consequência, porque a quantidade necessária para abastecer a produção não chega como deveria. Ou seja, o setor convive ao mesmo tempo com sobra de produto no mercado e dificuldade operacional dentro da própria atividade.

Por que outros trabalhos estão atraindo mais trabalhadores

A base também mostra que a disputa por mão de obra está ligada à escolha dos trabalhadores. Segundo os relatos, muita gente tem preferido atuar em outras atividades, como o fumo, por oferecer rentabilidade um pouco maior e um período mais curto de trabalho.

Esse deslocamento ajuda a explicar por que faltam pessoas no campo para a colheita da erva-mate e por que a dificuldade não fica restrita a um elo da cadeia. Quando o trabalhador escolhe outra atividade, o campo perde força, o produtor sente o impacto e a indústria também passa a enfrentar falta de volume no momento em que precisa manter seu processo produtivo.

Os diferenciais que mantêm a confiança na erva-mate do Planalto Norte

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Apesar da crise, os produtores da região seguem apostando na qualidade do produto local como caminho para enfrentar a fase difícil. A base destaca que a erva-mate do Planalto Norte é sombreada, suave, produzida em terra considerada boa e sem o impacto da seca que atingiu outros locais em anos anteriores.

Esse conjunto de características sustenta a imagem de uma erva-mate de alto padrão, apreciada no Brasil e no exterior. Além disso, a produção ligada à Mata Atlântica é apresentada como um produto fortemente associado à sustentabilidade, fator que reforça valor, identidade regional e potencial de diferenciação em meio à concorrência mais barata.

O que essa crise revela sobre uma região tradicional do país

A crise da erva-mate no Planalto Norte mostra como uma região tradicional pode ser atingida ao mesmo tempo por excesso de oferta, pressão internacional, dificuldade de competir por preço e falta de mão de obra. Não se trata de um problema isolado de uma safra ou de uma indústria específica, mas de uma pressão que se espalha por todo o processo produtivo.

Ao mesmo tempo, o setor tenta reagir apoiado em um ativo que ainda pesa muito: a reputação do produto local. Em uma cadeia afetada por concorrência e mercado travado, a qualidade da erva-mate do Planalto Norte aparece como principal argumento para sustentar valor e tentar atravessar um momento que já mexe com uma das regiões mais tradicionais do país.

Você acredita que a qualidade da erva-mate do Planalto Norte será suficiente para ajudar produtores e indústrias a superar essa crise?

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Valdir Dal Bello
Valdir Dal Bello
05/05/2026 11:20

Claro que não faltam políticas públicas nunca teve os governos não conseguem nem evitar a entrada de erva estrangeira uma verdadeira **** de um ano sem qualidade enquanto isso a minha erva com 5 anos tá na roça

Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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