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9 comentários 3 min de leitura

Criança discriminada na área kids leva supermercado de Jundiaí a pagar indenização

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Escrito por Sara Aquino Publicado em 11/12/2025 às 15:31
Supermercado de Jundiaí é condenado a pagar indenização por danos morais após criança discriminada na área kids, segundo sentença judicial.
Foto: IA
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Supermercado de Jundiaí é condenado a pagar indenização por danos morais após criança discriminada na área kids, segundo sentença judicial.

Um supermercado de Jundiaí foi condenado a pagar indenização por danos morais à família de uma menina de quatro anos após um episódio de discriminação ocorrido na área kids do estabelecimento.

A sentença judicial, divulgada após ação apresentada em fevereiro deste ano, reconheceu que a abordagem de duas funcionárias terceirizadas causou constrangimento às crianças.

O caso aconteceu em 11 de dezembro de 2024, em Jundiaí, no interior de São Paulo.

A Justiça responsabilizou tanto o supermercado quanto a empresa terceirizada que administra o espaço infantil.

Segundo o processo, a forma como as funcionárias conduziram a situação motivou a penalização, aplicada porque a conduta configurou falha na prestação de serviço.

Sentença judicial aponta falha grave no atendimento

A sentença judicial determinou o pagamento de R$ 6 mil em indenização.

A Justiça analisou as evidências, incluindo os vídeos das câmeras internas, e definiu o valor ao concluir que as crianças passaram por constrangimento.

A mãe havia deixado a filha e o filho mais velho na área kids, que cobra R$ 60 pelo serviço.

O menino chorou e afirmou que não queria voltar ao local, dizendo que as funcionárias fizeram comentários discriminatórios sobre a irmã “porque ela possui pele parda e cabelo afrodescendente”.

Ele contou também ter ouvido as monitoras dizerem: “Essa neguinha está cheia de piolho”.

Vídeos mostram abordagem repetitiva e constrangedora

Nas imagens analisadas, as funcionárias perguntam mais de uma vez se a menina estaria com piolho. Em outro momento, uma delas aponta para outra criança e afirma: “Ela falou que você está”.

Os registros também mostram que as funcionárias se aproximam do irmão para questionar a higiene da menina.

Elas fazem gestos de esfregar a cabeça e perguntam se a mãe “tirou o piolho” e se “não mandou nem um elastiquinho para prender o cabelo”.

Além disso, um dos trechos indica que uma das monitoras teria tentado convencer o menino a não contar o ocorrido para a mãe, afirmando que isso poderia “dar problema”.

Para o juiz, esse conjunto de condutas demonstra que as crianças passaram por um constrangimento significativo, caracterizando uma falha na prestação do serviço.

Justiça descarta racismo, mas mantém indenização por danos morais

Embora a família tenha denunciado o caso inicialmente como racismo, a Justiça entendeu que não havia elementos suficientes para tipificar o ato como discriminação racial.

Segundo o magistrado, “não há como verificar se o questionamento sobre os piolhos teve ligação com preconceito racial”.

Supermercado de Jundiaí e GSK Kids se posicionam após repercussão

Em nota ao g1, a GSK empresa responsável pelas funcionárias afirmou que repudia qualquer forma de racismo e discriminação, e trabalha com foco no respeito, inclusão e segurança das crianças.

Assim, a companhia informou que lamenta o episódio e revisará processos internos para aprimorar o atendimento.

A empresa destacou que colaborou integralmente com o Judiciário, prestando esclarecimentos e conduzindo apuração interna sobre o caso.

Já o Assaí, responsável pelo supermercado de Jundiaí, declarou que não tolera atitudes discriminatórias.

Ademais, a rede afirmou que, ao tomar conhecimento da denúncia, cobrou explicações imediatas da GSK Kids e passou a acompanhar as medidas adotadas pela terceirizada.

Condição da área kids passa a ser questionada

O episódio reacende o debate sobre a qualidade do atendimento prestado por serviços terceirizados em área kids de supermercados e shoppings.

Para especialistas em defesa do consumidor, casos assim reforçam a necessidade de treinamento constante, supervisão e protocolos claros para lidar com crianças.

Ademais a condenação também coloca o foco sobre a responsabilidade solidária entre contratantes e terceirizadas, especialmente quando envolve menores de idade.

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Aurian
Aurian
15/12/2025 16:33

Como assim não foi preconceito? A expressão “essa negrinha” é o quê? Gente isso é um absurdo!

Sonia
Sonia
14/12/2025 06:35

Quero distância de crianças dos outros

Edilson Alvarenga
Edilson Alvarenga
13/12/2025 23:24

Acho que deveria ter uma lei proibindo entrada de menores de 10 anos em supermercado, lá não é local pra lazer!

Germice
Germice
Em resposta a  Edilson Alvarenga
14/12/2025 02:16

E a mae que nao tem com quem deixar o filho faz compras como… É cada comentario!

Rose Araujo
Rose Araujo
Em resposta a  Edilson Alvarenga
14/12/2025 07:35

A matéria é sobre a discriminação sofrida pelas crianças, independente do lugar onde estão. E além disso, todos temos o direito de ir e vir,e sermos respeitados, criança merece respeito, vc já foi criança.

Fonte
Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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