Com investimento milionário, a principal rodovia de acesso a um dos destinos turísticos mais procurados do país passa por mudanças estruturais que envolvem duplicação, viadutos, marginais e adequações ambientais em um trecho estratégico de Foz do Iguaçu.
A duplicação da Rodovia das Cataratas (BR-469), em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, alcançou 78,24% de execução na medição mais recente, referente ao mês de dezembro.
O trecho em obras liga o portal de entrada do Parque Nacional do Iguaçu ao acesso para a Argentina e integra um conjunto de intervenções voltadas à ampliação da capacidade viária em uma das principais portas de entrada do turismo brasileiro.
O investimento total previsto é de R$ 165.824.427,46.
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O projeto reúne duplicação da pista, construção de viadutos, implantação de vias marginais e adequações de drenagem, além de estruturas voltadas à travessia de animais.
A rodovia concentra o deslocamento de visitantes, trabalhadores e moradores que acessam o parque nacional, o aeroporto e áreas hoteleiras da cidade.
Atualmente, os trabalhos se concentram na execução da pista central duplicada e na finalização do viaduto de acesso ao Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, apontado pelos responsáveis técnicos como a única obra de arte especial ainda em andamento.
Paralelamente, outras frentes avançam em etapas de pavimentação, sinalização e ajustes operacionais ao longo do corredor.
Avanço das obras e frentes de trabalho na BR-469

O segmento contemplado pela duplicação possui cerca de 8,7 quilômetros de extensão.
Trata-se de um trecho com alto volume de tráfego, sobretudo em períodos de maior fluxo turístico, o que exige intervenções realizadas de forma escalonada para manter a circulação de veículos durante as obras.
De acordo com informações do governo estadual, equipes atuam simultaneamente na pavimentação das vias marginais, na implantação de dispositivos de segurança viária e na sinalização horizontal e vertical.
Essas etapas ocorrem de forma integrada ao avanço das estruturas principais, como viadutos e acessos elevados.
Em alguns pontos, alterações temporárias no tráfego foram necessárias para permitir a continuidade dos serviços.
No entorno do acesso ao aeroporto, por exemplo, o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná informou mudanças operacionais com uso de desvios provisórios, medida adotada para viabilizar a execução do viaduto sem interrupção total da rodovia.
Como ficará a nova Rodovia das Cataratas após a duplicação
Com a conclusão das obras, a Rodovia das Cataratas passará a contar com duas faixas por sentido, cada uma com 3,60 metros de largura, separadas por barreira dupla de concreto.
O projeto também prevê acostamentos internos e externos, dimensionados conforme normas técnicas de segurança viária.
As vias marginais fazem parte da reconfiguração do corredor.
Segundo o planejamento divulgado, essas pistas terão cerca de 7 metros de largura e serão destinadas ao tráfego local, com o objetivo de separar fluxos de curta distância do tráfego principal.
Em determinados trechos, estão previstos passeios para pedestres e ciclovias bidirecionais, implantados no mesmo nível das marginais ou em passeios compartilhados, conforme as características do local.
A organização do sistema viário busca ordenar acessos a empreendimentos, bairros e atrativos turísticos, reduzindo cruzamentos diretos com a pista principal.
Técnicos envolvidos no projeto indicam que essa separação de fluxos é um dos pontos centrais do redesenho da rodovia.
Viadutos e obras de arte ao longo do traçado
A duplicação inclui a construção de viadutos em pontos considerados críticos pela concentração de acessos e cruzamentos.
Um deles está localizado no km 2+260, em frente ao Condomínio Ritz Cataratas.
Outro aparece no km 3+970, no acesso ao bairro Remanso.
Mais adiante, o projeto contempla um viaduto no km 7+600, nas proximidades do museu Movie Cars.
Já o viaduto do km 6+760, responsável pelo acesso ao aeroporto, permanece em fase de conclusão e concentra parte significativa do cronograma atual da obra.
Além dessas estruturas, o pacote de intervenções prevê a construção de uma nova ponte sobre o Rio Tamanduá.
A travessia integra o conjunto de adequações estruturais necessárias para a ampliação da capacidade da rodovia e para a redistribuição dos fluxos ao longo do trecho duplicado.
Drenagem, passa-faunas e exigências ambientais
Por atravessar uma área próxima ao Parque Nacional do Iguaçu, a duplicação da BR-469 inclui medidas específicas relacionadas ao meio ambiente.
Entre elas estão a implantação de sistemas de drenagem, galerias pluviais e passa-faunas, estruturas utilizadas para permitir a travessia segura de animais silvestres sob a rodovia.
Esses dispositivos fazem parte das exigências ambientais aplicadas a obras em regiões de sensibilidade ecológica.
Conforme informado pelo governo estadual, a execução ocorre de forma integrada às demais etapas, acompanhando o avanço da pavimentação e das estruturas de concreto.
Enquanto alguns trechos entram em fase de acabamento, outros ainda recebem serviços de base e drenagem.
Esse tipo de sobreposição de etapas é comum em obras lineares de grande porte, especialmente quando há viadutos, pontes e sistemas subterrâneos distribuídos ao longo do traçado.
Quem executa e fiscaliza a duplicação da BR-469
A duplicação da Rodovia das Cataratas é resultado de uma parceria entre o Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística, e a Itaipu Binacional.
A execução e a fiscalização dos serviços estão sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), que também coordena a comunicação sobre mudanças no tráfego durante o andamento das obras.
Com a obra em fase avançada, a liberação completa da nova configuração depende da conclusão do viaduto de acesso ao aeroporto e da finalização da pista central duplicada.
Até que todas as etapas sejam entregues, os órgãos responsáveis recomendam atenção à sinalização temporária e às orientações nos trechos em intervenção, especialmente em períodos de maior movimento.


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