Com investimento previsto de R$ 39,6 milhões, o DER-SP lançou edital para readequar 174 rotatórias vazadas em 73 rodovias estaduais não concedidas, alcançando 107 municípios paulistas com ilhas centrais físicas, retornos controlados e melhorias na sinalização.
O DER-SP lançou edital para readequar 174 rotatórias vazadas em rodovias estaduais não concedidas, com investimento previsto de R$ 39,6 milhões. A medida alcança 107 municípios e tem obras programadas para começar em 2026.
A intervenção mira dispositivos críticos por apresentarem maior risco de colisões transversais e laterais. A proposta é substituir cruzamentos diretos por ilhas centrais físicas, retornos controlados e soluções de engenharia viária voltadas à segurança.
As rotatórias vazadas foram criadas para permitir retornos e acessos em pontos estratégicos, especialmente perto de áreas urbanas. Com o aumento do fluxo de veículos, porém, esse modelo passou a ser desaconselhado em projetos.
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Rotatórias vazadas serão fechadas para reduzir conflitos
Nas estruturas atuais, veículos que seguem em sentidos opostos podem cruzar a pista. Esse movimento amplia o risco quando há diferença de velocidade entre os fluxos e quando veículos longos precisam de mais tempo para concluir a manobra.
O diretor de Engenharia do DER-SP, Thiago Moreira Ferreira, afirma que essas interseções não possuem separação física entre pistas opostas. Com tráfego maior e velocidades médias mais altas, o dispositivo passou a ter alto potencial de sinistros.
A readequação prevê ilhas centrais físicas, canalização dos movimentos, melhoria da sinalização horizontal e vertical e criação de retornos controlados. O objetivo é aumentar a visibilidade, organizar as manobras e reduzir conflitos graves.
Investimento de R$ 39,6 milhões prioriza pontos críticos
O edital foi lançado em 11 de maio e deve ter propostas abertas em julho. Parte das readequações deve ser entregue ainda em 2026, dentro do programa de modernização da malha rodoviária paulista.
A escolha das 174 rotatórias foi baseada em indicadores técnicos, incluindo a Unidade Padrão de Severidade, usada para priorizar locais com maior necessidade de intervenção. O levantamento classificou os pontos como críticos.
Entre as 73 rodovias contempladas, 11 têm cinco ou mais rotatórias no programa. SP-225, SP-322, SP-463 e SP-563 aparecem com oito cada uma. SP-249 e SP-425 têm sete; SP-250 e SP-306 têm seis.
Também entram na lista SP-381, SP-379 e SP-421, com cinco dispositivos cada. Entre os municípios mais atendidos estão Lins, com seis pontos, além de Pirassununga e Capela do Alto, com cinco cada.
Aguaí, Piracicaba, Capão Bonito, Pereira Barreto, Paulo de Faria e Santa Bárbara d’Oeste aparecem com quatro intervenções cada. Quando a readequação não for possível, a orientação é reforçar a sinalização e adotar medidas para redução de velocidade.
Por que a mudança nas rotatórias importa
Em rodovias, a segurança depende da forma como os fluxos de veículos se encontram. Interseções sem separação física podem exigir decisões rápidas, principalmente quando há diferença de velocidade entre quem cruza e quem segue pela pista.
Por isso, soluções como ilhas centrais, canalização de movimentos, retornos controlados e sinalização mais clara ajudam a organizar o tráfego. A função dessas mudanças é reduzir pontos de conflito, melhorar a leitura da via e dar mais tempo de reação aos motoristas, especialmente em trechos próximos a áreas urbanas.
Com informações de agenciasp
