Brasileiros acima de 60 anos passam a receber benefícios reajustados, com novo teto do INSS, pagamento do 13º proporcional e exigência de biometria em vigor em todo o país.
Com novas regras, brasileiros com mais de 60 anos podem garantir reajuste no INSS e receber até R$ 8.157,41 de teto em benefícios previdenciários
Brasileiros com 60 anos ou mais que recebem aposentadoria, pensão por morte ou auxílios do INSS já estão recebendo os valores corrigidos de 2025.
O reajuste foi definido pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 6, que elevou o teto dos benefícios previdenciários para R$ 8.157,41 e fixou o piso em R$ 1.518,00, acompanhando o salário mínimo em vigor desde janeiro.
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A correção geral de 4,77% vale para benefícios acima do mínimo e passou a ser aplicada na folha da competência janeiro, paga a partir de fevereiro.
Ao mesmo tempo, começou nesta segunda-feira (24) o pagamento do 13º salário proporcional para segurados que não receberam a antecipação de abril e maio.
O abono está sendo creditado em parcela única junto com a folha de novembro, seguindo o calendário regular do INSS de acordo com o número final do benefício, entre 24 de novembro e 5 de dezembro.
Reajuste de 4,77% e impacto no valor dos benefícios
A portaria conjunta dos ministérios da Previdência e da Fazenda determinou que os benefícios do INSS sejam atualizados em 4,77%, índice correspondente ao INPC acumulado em 2024 para benefícios acima do salário mínimo.
Com isso, o teto previdenciário subiu de R$ 7.786,02 para R$ 8.157,41, limite máximo pago a quem contribuiu por longos períodos com base próxima ao valor máximo de contribuição.
O piso dos benefícios, que inclui aposentadorias, auxílios e pensões atrelados ao salário mínimo, passou para R$ 1.518,00.
Isso vale também para o piso previdenciário em geral e para benefícios especiais vinculados ao mínimo, como o BPC e a renda mensal vitalícia.
Os segurados que já tinham benefício em manutenção em janeiro de 2025 tiveram o valor atualizado automaticamente.
Para quem começou a receber ao longo de 2024, o reajuste foi aplicado de maneira proporcional, seguindo a tabela de índices detalhada na portaria.
Aposentadorias por idade, por tempo de contribuição e aposentadorias especiais que já atingiam o teto antes da reforma de 2019 continuam preservando o direito ao valor máximo, agora corrigido para R$ 8.157,41.
Quem consegue alcançar o teto do INSS
O valor máximo pago pelo INSS não é automático.
Só se aproxima do teto quem contribuiu, por muitos anos, com base em salários próximos ao limite máximo de contribuição.
Na prática, conseguem chegar ao teto segurados com histórico de remunerações altas e contribuições contínuas, sem grandes interrupções.
Quem preencheu os requisitos para aposentadoria ou pensão a partir de 2025 também pode ter benefício calculado com base no novo teto, desde que o pedido siga as regras vigentes.
Nesses casos, o valor é definido pela média das contribuições e pelos fatores de cálculo da modalidade de benefício, sempre respeitando o limite de R$ 8.157,41.
BPC e mudanças para idosos de baixa renda
Entre os idosos impactados pelas mudanças está o grupo de pessoas com 65 anos ou mais de baixa renda que recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas).
O benefício assistencial não exige contribuição ao INSS e continua pagando um salário mínimo, ou seja, R$ 1.518,00 em 2025.
Para manter o direito, é necessário que a renda familiar per capita permaneça inferior a R$ 379,50, além da manutenção do cadastro ativo no CadÚnico.
Com a entrada em vigor do Decreto nº 12.561/2025, o governo passou a exigir cadastro biométrico obrigatório para concessão, manutenção e renovação de benefícios.
A biometria está sendo coletada em agências do INSS e nos CRAS, com implementação gradual.
Quem não regularizar o procedimento dentro do prazo poderá ter o benefício suspenso temporariamente até a confirmação da identidade.
Biometria obrigatória e combate a fraudes
A adoção da biometria tem como objetivo reduzir fraudes e aprimorar o controle sobre a identificação dos beneficiários.
O governo espera diminuir irregularidades nos benefícios assistenciais e previdenciários nos próximos anos.
O decreto determina o uso prioritário da biometria da Carteira de Identidade Nacional (CIN), admitindo outros registros biométricos durante a fase de transição.
Tabelas de contribuição e valores para quem paga o teto
Além do reajuste dos benefícios, a portaria atualizou as faixas de contribuição ao INSS.
Para contribuintes individuais e segurados facultativos que escolhem contribuir sobre o valor máximo, a base de cálculo passou a ser o novo teto de R$ 8.157,41.
Com alíquota de 20%, a contribuição mensal chega a R$ 1.631,48.
Para empregados, domésticos e avulsos, as alíquotas são progressivas, variando de 7,5% a 14% conforme a faixa salarial.
Pagamento do 13º proporcional começa nesta segunda-feira
O 13º salário do INSS teve a maior parte antecipada em abril e maio para quem já recebia benefício até março.
Os segurados que começaram a receber a partir de maio ou junho de 2025, e que não foram contemplados na antecipação, estão recebendo agora o 13º proporcional em parcela única.
O pagamento começou nesta segunda-feira (24) para benefícios com final 1 e segue até 5 de dezembro, conforme o número final e o valor do benefício.
O cálculo é proporcional aos meses em que o segurado recebeu em 2025.
Benefícios de dezembro já virão corrigidos
Os benefícios referentes à competência dezembro de 2025 serão pagos com todos os reajustes incorporados.
Para quem recebe até um salário mínimo, os depósitos começam em 22 de dezembro e seguem até 8 de janeiro de 2026.
Para quem recebe acima do piso, o calendário também avança para os primeiros dias de janeiro.
A consulta dos valores pode ser feita pelo Meu INSS, no aplicativo, no site ou pela central telefônica 135.

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