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Chuvarada de até 100 mm avança sobre o Brasil neste fim de semana empurrada por ciclone extratropical que ao mesmo tempo joga ar congelante sobre o Sul com risco real de geada

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 18/04/2026 às 22:58
Atualizado em 18/04/2026 às 23:00
Um ciclone extratropical traz chuva de até 100 mm ao Norte e Nordeste neste fim de semana e empurra ar polar para o Sul do Brasil com risco de geada nas serras.
Um ciclone extratropical traz chuva de até 100 mm ao Norte e Nordeste neste fim de semana e empurra ar polar para o Sul do Brasil com risco de geada nas serras.
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Um ciclone extratropical altera o clima em todo o Brasil neste fim de semana, trazendo chuva de até 100 mm sobre o Norte e Nordeste enquanto empurra ar polar para o Sul, derrubando a temperatura e elevando o risco de geada nas serras gaúchas e catarinenses.

A Meteored confirmou nesta sexta-feira (18) que um ciclone extratropical já em atuação sobre o Brasil vai intensificar seus efeitos no domingo (19), alterando a circulação de ventos no centro-sul do país e empurrando umidade concentrada para as regiões Norte e Nordeste. O ciclone migra rumo ao Atlântico, mas mesmo ao se afastar do território nacional continua influenciando o clima por meio dos padrões de vento que reorganiza. No Norte e Nordeste, o ciclone favorece o transporte de ar quente e úmido que alimenta a formação de nuvens carregadas, enquanto no Sul o efeito é oposto: um bolsão de ar polar penetra o continente e derruba as temperaturas, com possibilidade de geada nas regiões serranas.

O cenário preocupa porque a segunda metade de abril já havia começado com instabilidade no Norte, oscilações no Sul e Sudeste e temperaturas elevadas que não cedem no centro do país. As capitais do Nordeste estão em situação especialmente delicada, já que o solo se encontra saturado por chuvas que não param há vários dias seguidos, o que amplifica o risco de alagamentos caso novos episódios de precipitação forte se repitam. A Meteored orienta que populações em áreas de risco fiquem atentas aos comunicados oficiais e tomem precauções extras enquanto o ciclone mantiver influência sobre o tempo.

Como o ciclone extratropical muda a direção dos ventos no Brasil

Um ciclone extratropical traz chuva de até 100 mm ao Norte e Nordeste neste fim de semana e empurra ar polar para o Sul do Brasil com risco de geada nas serras.

O mecanismo por trás das mudanças climáticas deste fim de semana está na forma como o ciclone reorganiza os padrões de vento sobre o continente. Ao migrar para o Atlântico, o sistema muda a direção das correntes no centro-sul do país, direcionando ar seco para o interior e reduzindo a cobertura de nuvens nessas regiões. É por isso que estados como São Paulo e Minas Gerais podem experimentar céu mais aberto enquanto o Norte e o Nordeste enfrentam chuva pesada.

Na direção oposta, o ciclone puxa umidade tropical para cima, alimentando a instabilidade nas regiões mais ao norte. O contraste entre o ar seco que avança pelo interior e o ar úmido que se concentra no Norte e Nordeste é justamente o que produz os acumulados elevados previstos pela Meteored. Esse padrão de circulação é típico de ciclones extratropicais que se formam no sul do continente e migram para o oceano, deixando um rastro de alterações climáticas que se estende por milhares de quilômetros.

Chuvas de até 100 mm: onde o ciclone deve causar maior impacto

Os volumes mais expressivos de precipitação estão previstos para o Norte e o Nordeste, com acumulados que podem atingir ou superar 100 mm em pontos isolados ao longo do domingo. A Meteored divulgou projeções específicas para algumas capitais: Porto Velho pode receber 80 mm, São Luís 57 mm, Manaus 55 mm, Natal 46 mm e Belém 42 mm. São valores significativos, especialmente quando concentrados num intervalo curto de horas.

O agravante é que o solo em várias capitais nordestinas já está saturado. Dias seguidos de chuva reduziram a capacidade do terreno de absorver novos volumes de água, o que transforma qualquer precipitação adicional em potencial de alagamento. O ciclone, mesmo se afastando, mantém o fluxo de umidade que alimenta essas chuvas, e a tendência é que o risco de transtornos permaneça elevado até que o sistema perca força sobre os padrões de vento da região.

Ar congelante no Sul: o outro lado do ciclone

Enquanto o Norte e o Nordeste lidam com excesso de água, o Sul do Brasil enfrenta o efeito contrário do mesmo ciclone. A passagem do sistema abre caminho para que uma massa de ar frio de origem polar avance pelo continente, derrubando as temperaturas de forma significativa em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A queda é mais acentuada nas áreas serranas, onde as condições favorecem a formação de geada.

O risco de geada nas serras do Sul é concreto e merece atenção de produtores rurais e moradores de regiões de altitude. A combinação entre o ar frio trazido na esteira do ciclone e a redução da cobertura de nuvens no interior, que permite maior perda de calor durante a noite, cria as condições ideais para que a temperatura caia abaixo de zero nas madrugadas. Esse cenário é comum em passagens de ciclones extratropicais pelo sul do continente, mas nem por isso deixa de surpreender quem ainda espera temperaturas amenas em meados de abril.

O que o ciclone significa para o centro-sul do Brasil

As regiões Sudeste e Centro-Oeste ficam numa posição intermediária neste episódio. A mudança na circulação dos ventos provocada pelo ciclone tende a reduzir a umidade no interior dessas áreas, o que pode resultar em dias mais secos e com maior amplitude térmica. Isso significa manhãs frias e tardes quentes, com poucas chances de chuva relevante enquanto o sistema se mantiver ativo sobre o Atlântico.

As temperaturas elevadas que dominam o centro do país desde o início da segunda metade de abril podem se manter ou até subir com a chegada de ar seco. O ciclone extratropical, portanto, não afeta todas as regiões da mesma maneira: traz excesso de chuva para uns, frio para outros e secura para um terceiro grupo. É essa diversidade de impactos simultâneos que torna esse tipo de fenômeno relevante para todo o país, mesmo quando o centro do sistema já se encontra sobre o oceano.

Como se proteger dos efeitos do ciclone neste fim de semana

A orientação principal é acompanhar os alertas emitidos pelos serviços meteorológicos e evitar áreas de risco durante os períodos de chuva mais intensa. No Norte e no Nordeste, a prioridade é evitar deslocamentos desnecessários em zonas sujeitas a alagamento e monitorar o nível de rios e córregos nas proximidades. O solo encharcado torna qualquer volume adicional de água potencialmente perigoso.

No Sul, o cuidado é com a queda brusca de temperatura e o risco de geada. Produtores rurais devem proteger culturas sensíveis ao frio, e a população em geral precisa se preparar para madrugadas com temperaturas próximas ou abaixo de zero nas serras. O ciclone extratropical já está em fase de deslocamento para o Atlântico, mas seus efeitos sobre o clima brasileiro devem se estender até o início da próxima semana antes de se dissipar completamente.

E você, já sentiu a mudança de tempo na sua cidade? Está se preparando para a chuva ou para o frio? Conte nos comentários como o ciclone está afetando sua região.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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