Venda de minério de ferro para a China faz mineral liderar o ranking de exportação do Brasil, deixando para trás a exportação de óleos brutos de petróleo
Embora o noticiário sempre dê maior destaque para as commodities agrícolas quando se trata de exportação, o minério de ferro segue firme na liderança dos produtos mais exportados pelo Brasil, considerando o valor transacionado. No período de janeiro a novembro de 2021, foram exportados US$ 37,092 bilhões do mineral. Os dados são de um estudo da Logcomex, startup que oferece soluções de big data e automação para o comércio exterior.
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A Ásia respondeu por mais de 70% do valor das vendas de minério de ferro proveniente do Brasil. Aproximadamente 64,5% das exportações foram destinadas à China, 7% para Malásia, 4% para Bahrein e 3% para Omã e Holanda cada.
A variação cambial favoreceu esse crescimento e também propiciou mais conhecimento geológico e elevou o potencial do País na representatividade internacional.
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Em segundo lugar vem a soja, com US$ 36,313 bilhões em exportações e, em terceiro lugar, os óleos brutos de petróleo, com US$ 23,822 bilhões.
“A soja, normalmente, é o produto mais exportado em volume, junto do petróleo e da carne bovina. Só que o minério de ferro tem um valor mais elevado e, por isso, ele acaba saindo na frente quando falamos de montante de dinheiro”, explica Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex.
China, o maior importador de petróleo do mundo, ‘dribla’ sanções dos EUA e compra mais de 324 milhões de barris da Venezuela e do Irã por preço baixo
A China, o gigante asiático, dobrou em 2021 as importações de petróleo iraniano e venezuelano. O país chinês aproveitou ao máximo os regimes sancionados pelos EUA em três anos, enquanto as refinarias do país evitavam o risco de penalidades para obter petróleo barato.
De acordo com os dados da empresa de inteligência de mercado Kpler, os processadores de petróleo da China, o maior importador do mundo, compraram 324 milhões de barris do Irã e da Venezuela em 2021, o que representa cerca de 53% a mais do que no ano anterior. Isso é o máximo desde 2018, quando a China levou 352 milhões de barris das duas nações.
China arrisca e compra petróleo do Irã e da Venezuela
As refinarias privadas chinesas se beneficiaram com a linha dura dos EUA em relação ao Irã e à Venezuela, continuando a comprar petróleo desses países muito depois que outros lugares da Ásia cessaram as compras.
O risco de que entidades não americanas percam o acesso ao sistema financeiro dos EUA, ou tenham seus ativos americanos congelados se forem consideradas culpadas de violar as sanções, não os impediu.
Um excesso de cargas não vendidas, o aumento dos preços internacionais que tornam o petróleo sancionado relativamente mais barato e a emissão de mais cotas de importação de petróleo da China incentivaram as refinarias privadas, conhecidas como bules, a comprar mais petróleo dos Estados párias. Essas remessas normalmente não aparecem nos dados oficiais da alfândega. Leia a matéria completa aqui.
