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Etanol fica mais competitivo com avanço da cana-de-açúcar e dos grãos, mas queda de 23% ainda não chega igual às bombas em Minas Gerais

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 26/05/2026 às 15:40
Atualizado em 26/05/2026 às 15:44
Cana-de-açúcar e etanol de grãos elevam oferta, reduzem preço ao produtor e mudam paridade em Minas.
Cana-de-açúcar e etanol de grãos elevam oferta, reduzem preço ao produtor e mudam paridade em Minas.
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Com oferta maior de etanol, impulsionada pela cana-de-açúcar e pelo etanol de grãos, preço ao produtor recua 23% desde abril, melhora a paridade em Belo Horizonte e expõe diferenças no repasse ao consumidor em cidades mineiras.

A cana-de-açúcar abundante e o avanço do etanol de grãos ampliaram a oferta do biocombustível e derrubaram em 23% o preço ao produtor desde abril, com reflexo direto na competitividade frente à gasolina em Belo Horizonte.

Cana-de-açúcar amplia oferta e muda o preço do etanol

O movimento no mercado de etanol ocorre pela combinação de dois fatores: a alta na produção de cana-de-açúcar e a expansão do etanol de grãos. Com mais produto disponível, a pressão sobre os preços ao produtor aumentou, levando à queda acumulada desde abril.

Essa redução na origem da cadeia é relevante porque o etanol depende de repasses até chegar às bombas. Quando a oferta cresce, o produtor recebe menos pelo biocombustível, mas o consumidor só percebe o efeito quando distribuidoras e postos ajustam seus preços.

Em Minas Gerais, o tema ganhou força porque Belo Horizonte já apresenta uma relação vantajosa para quem compara etanol e gasolina. A paridade chegou a 62,5%, indicando que o biocombustível ficou mais competitivo na capital mineira.

Paridade em Belo Horizonte favorece o consumidor

A paridade entre etanol e gasolina é um dos principais indicadores usados por motoristas de veículos flex na hora de abastecer. Quando o preço do etanol fica proporcionalmente mais baixo, a economia no posto se torna mais visível.

Em Belo Horizonte, o percentual de 62,5% mostra que o etanol passou a oferecer vantagem direta frente à gasolina. O dado reflete o impacto da maior oferta e da queda de preço ao produtor sobre o custo.

A redução de 23% desde abril, porém, não significa automaticamente que todo o recuo chegará ao motorista. O preço nas bombas depende de repasses ao longo da cadeia, incluindo distribuição, margem dos postos e condições locais.

Mesmo assim, o cenário reforça o papel da cana-de-açúcar na formação de preços do etanol. Quando a produção cresce, o biocombustível ganha força como alternativa econômica, especialmente onde a queda é repassada com maior velocidade.

Repasse desigual limita efeito da queda nas bombas

O presidente da Siamig, Mário Campos, chamou atenção para diferenças entre cidades mineiras. Enquanto Belo Horizonte já registra paridade favorável, municípios como Uberlândia ainda resistem em repassar a queda de preços.

Essa diferença regional mostra que o mercado não reage de forma uniforme. Dois consumidores no mesmo estado podem enfrentar realidades distintas, mesmo diante da mesma queda no preço ao produtor.

Em locais onde o repasse demora, a vantagem gerada pela maior oferta de etanol não aparece com a mesma intensidade. O consumidor precisa observar os valores nos postos antes de decidir qual combustível compensa mais.

O caso de Uberlândia evidencia esse descompasso. A queda na origem existe, mas o preço final pode permanecer menos atrativo se a redução não avançar pelas etapas seguintes.

Etanol ganha força, mas depende do mercado local

O avanço do etanol de grãos também ajuda a explicar a ampliação da oferta. Ao lado da cana-de-açúcar, essa produção aumenta a disponibilidade do biocombustível e contribui para aliviar os preços ao produtor.

A disputa com a gasolina segue condicionada ao comportamento local dos preços. Em Belo Horizonte, a paridade de 62,5% indica economia direta. Em outras cidades, o benefício pode ser menor enquanto o repasse não ocorre.

Para o motorista, a principal orientação prática é comparar os preços no momento do abastecimento. A queda de 23% ao produtor melhora o ambiente para o etanol, mas a decisão final depende do valor encontrado em cada posto.

Com produção elevada de cana-de-açúcar, oferta ampliada e etanol de grãos em crescimento, o biocombustível ganhou competitividade. O impacto para o consumidor, porém, será maior onde a redução chegar às bombas.

Como é feito o etanol de cana-de-açúcar

Primeiro, a cana é colhida e levada para a usina. Lá, ela passa por moagem para extrair o caldo. Esse caldo contém açúcares naturais, que servem de alimento para microrganismos durante a fermentação.

Depois, o caldo é tratado e misturado com leveduras. As leveduras consomem o açúcar e transformam essa matéria em álcool e gás carbônico. Esse processo é chamado de fermentação.

Em seguida, o líquido fermentado passa pela destilação. Nessa etapa, o álcool é separado da água e de outras substâncias, formando o etanol. Para virar combustível, ele ainda pode passar por ajustes de concentração e qualidade.

Com informações de Itatiaia.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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