Uma auditoria da CGE escancarou cargos comissionados sem atividade comprovada em 20 órgãos do governo fluminense e levou a uma onda de exonerações que já derruba a folha em milhões por mês.
Uma auditoria da Controladoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, feita em conjunto com o Gabinete de Segurança Institucional, encontrou um cenário de forte irregularidade em secretarias do governo fluminense: em algumas pastas, até 80% dos comissionados foram classificados como servidores fantasmas. Os ocupantes desses cargos foram exonerados após o cruzamento de dados de acesso aos sistemas eletrônicos com registros de entrada e saída dos prédios públicos.
O impacto já aparece na conta do estado. As exonerações decorrentes do levantamento representam uma economia estimada em R$ 16,7 milhões por mês, segundo o governo. Desde o início da gestão interina de Ricardo Couto, mais de quatro mil servidores comissionados foram desligados, em uma ofensiva que ainda deve avançar sobre outros órgãos da administração estadual.
O levantamento foi divulgado pelo ConJur e aponta que a auditoria começou por 20 órgãos da administração pública. A identificação dos servidores sem indícios de atividade funcional ocorreu a partir da ausência de registros que mostrassem presença ou uso dos sistemas do governo.
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Auditoria no governo do Rio de Janeiro encontra funcionários fantasmas em todos os 77 órgãos estaduais, aponta até 80% de comissionados sem trabalhar em algumas secretarias e leva à exoneração de mais de 4 mil pessoas com economia milionária
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Ele perdeu o emprego numa fábrica de calçados no início dos anos 1990, vendeu ferramenta na porta de banco e padaria em Franca para sustentar a família e fundou a Loja do Mecânico, que hoje tem 19 lojas, projeta faturamento de R$ 1,2 bilhão e acaba de abrir a primeira unidade na capital paulista
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O pai fundou a Arezzo numa garagem de Belo Horizonte em 1972 e amargou dois anos de prejuízo, o filho criou a própria marca de sapatos aos 18 e, como CEO, levou o negócio à fusão que criou a gigante “Azzas 2154”, com mais de 30 marcas, 2 mil lojas e um IPO que levantou R$ 565 milhões
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Aos 21 anos, ele pegou um aporte de R$ 200 mil do pai e do tio e fundou uma papelaria “fofa” no Paraná, hoje a BRW fatura R$ 242 milhões, chega a 20 mil pontos de venda e patenteou 11 invenções como o marca-texto com gloss labial para conquistar as adolescentes
Trabalho e Renda teve o maior índice de irregularidades

Entre as secretarias analisadas, Trabalho e Renda apareceu no topo da lista, com 78% dos comissionados sem sinais de exercício funcional. Na sequência, vieram Esporte e Lazer, com 75%, e Turismo, com 73%.
O relatório também encontrou índices acima da metade do quadro em Ciência e Tecnologia e Agricultura, ambas com 65%, além de Assistência Social, com 59%, e Casa Civil, com 58%. Na Secretaria de Saúde, o percentual identificado foi de 46%.
Economia mensal já chega a R$ 16,7 milhões
Com as exonerações, o governo estadual afirma que a redução da folha já gera uma economia mensal de R$ 16,7 milhões aos cofres públicos. A projeção oficial é de que o corte chegue a cerca de R$ 230 milhões até o fim do ano.
O número ajuda a dimensionar a dimensão financeira da auditoria: não se trata apenas de uma varredura interna, mas de uma mudança que mexe diretamente com a despesa de pessoal no estado.
Auditoria deve avançar para outros órgãos nas próximas semanas
O governo informou que a fiscalização continua e será ampliada para os demais órgãos da administração estadual nas próximas semanas. A nova etapa deve contar com apoio técnico de servidores cedidos pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro e pelo Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro.
A intenção é ampliar o controle sobre cargos comissionados e identificar novas irregularidades, enquanto o estado tenta fechar a porta para nomeações sem comprovação de trabalho efetivo. Com os primeiros resultados já expostos, a auditoria passa a ser uma das medidas mais duras da atual gestão sobre a máquina pública fluminense.
Agora, a pressão está sobre os próximos órgãos que serão auditados. Se quiser, compartilhe esta matéria e conte nos comentários o que achou do tamanho do rombo encontrado no governo do Rio.
