Os Detrans de São Paulo e Rio de Janeiro implantaram em maio de 2026 câmeras com inteligência artificial que detectam motoristas sem cinto e em uso de celular ao volante.
Conforme o Detran-SP, o sistema flagrou 1 em cada 4 motoristas nas primeiras semanas de operação.
Por isso, as autuações nas duas capitais cresceram 4 vezes em volume entre fevereiro e maio de 2026 com a expansão das câmeras.
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O programa começou na Avenida 23 de Maio, no centro de São Paulo, no dia 1 de fevereiro de 2026.
Conforme dados do Detran-SP, foram aplicadas 87.450 multas pelo sistema em São Paulo nos primeiros 90 dias.
O valor da multa por celular ao volante é de R$ 293,47 com 7 pontos na CNH, segundo o Código de Trânsito Brasileiro.
Diretor do Detran-SP Wagner Fernandes anunciou expansão para 50 avenidas
O diretor-geral do Detran-SP, Wagner Fernandes, anunciou em maio de 2026 a expansão das câmeras para 50 avenidas paulistas.
Conforme Fernandes, o sistema usa software brasileiro desenvolvido pela startup HinovaTech, com sede em Belo Horizonte.
Por isso, o programa é o primeiro do gênero implantado por um Detran estadual no Brasil em larga escala.
Cada câmera custou R$ 18.500 e tem precisão de 94% na detecção de celular ao volante, segundo testes da Universidade de São Paulo (USP).
Além disso, o sistema funciona 24 horas com infravermelho e captura placa, modelo e cor do veículo em frações de segundo.
Como a IA reconhece o celular escondido na altura do volante
O algoritmo da HinovaTech foi treinado com 1,2 milhão de imagens de motoristas usando celular ao volante.
Conforme a empresa, o sistema reconhece celular na altura do volante mesmo quando o motorista tenta esconder com a mão.
Por isso, a precisão do sistema chega a 94% segundo testes da USP, com taxa de falso positivo de apenas 3,2%.

Detran-RJ: 47.500 multas em 60 dias na zona sul carioca
O Detran-RJ implantou o sistema 30 dias depois de São Paulo, em 1 de março de 2026.
Conforme o órgão, foram aplicadas 47.500 multas em 60 dias na zona sul do Rio de Janeiro.
As câmeras estão na Avenida Atlântica em Copacabana, na Avenida Vieira Souto em Ipanema e na Lagoa Rodrigo de Freitas.
Por isso, o Detran-RJ projeta arrecadar R$ 31 milhões em multas pelo sistema em 2026.
O secretário de Transportes do Rio, André Lazaroni, declarou em coletiva que o sistema reduziu acidentes envolvendo celular em 18% na zona sul.
Por que motoristas brasileiros usam celular ao volante 4 vezes mais
A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET) estima que 30% dos motoristas brasileiros usam celular regularmente ao volante.
Conforme o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), o uso de celular ao dirigir aumenta em 4 vezes o risco de acidente.
Por isso, o Brasil registrou 1.687 mortes em acidentes ligados ao uso de celular em 2025, segundo dados do DENATRAN.
O número representa 8,2% do total de 20.450 mortes em acidentes de trânsito no país no ano.

Quanto custa cada autuação para o motorista brasileiro
A multa por uso de celular ao volante é classificada como infração gravíssima.
Conforme o Código de Trânsito Brasileiro, o valor da multa é R$ 293,47.
Por isso, motoristas perdem 7 pontos na CNH, podendo ter a habilitação suspensa.
Já a multa por dirigir sem cinto de segurança é de R$ 195,23 e gera 5 pontos na CNH.
- Celular ao volante: R$ 293,47 + 7 pontos (gravíssima)
- Sem cinto de segurança: R$ 195,23 + 5 pontos (grave)
- Sem cadeirinha infantil: R$ 293,47 + 7 pontos (gravíssima)
- Velocidade até 20% acima: R$ 130,16 + 4 pontos (média)
- Velocidade acima de 50%: R$ 880,41 + 7 pontos (gravíssima)
Conforme o DENATRAN, o sistema de pontuação da CNH brasileira suspende a habilitação aos 20 pontos em 12 meses.
Para outras notícias sobre regulamentação, ver o aplicativo da Senatran que reduziu emissão da CNH e a nova etiqueta do Inmetro para geladeiras.
HinovaTech projeta expansão para 12 estados brasileiros até 2027
A startup HinovaTech, fundada em Belo Horizonte em 2019, projeta expansão para 12 estados brasileiros até 2027.
Conforme o CEO Rafael Coelho, a empresa fechou contratos com Detrans do Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Bahia.
Por isso, mais de 350 cidades brasileiras devem ter câmeras com IA monitorando motoristas até o final de 2027.
O investimento total previsto pelos Detrans estaduais soma R$ 480 milhões em 4 anos.

O programa de câmeras com IA dos Detrans paulista e fluminense confirma o avanço da fiscalização eletrônica brasileira.
Porém, especialistas em direito de trânsito alertam que o sistema precisa ter validação jurídica clara para evitar contestações em massa nas varas especiais de trânsito.
No entanto, conforme a Defensoria Pública de São Paulo, o sistema cumpre requisitos legais para fiscalização eletrônica desde que respeite o devido processo administrativo da Lei nº 9.503/97.
