Brasileiros estão cada vez mais apertados com as contas do dia a dia. Um novo levantamento mostra que grande parte da renda mensal vai direto para dívidas, boletos e despesas básicas como luz, gás e internet. Mesmo quem ganha salários mais altos sente o peso, embora em menor intensidade.
Brasileiros têm, em média, 70,5% da renda comprometida com dividas a pagar. As despesas incluem cartão de crédito, energia, gás, internet e outras dívidas.
Com isso, sobram R$ 968 para atravessar o mês.
Os dados fazem parte de levantamento da Serasa Experian, que analisou a capacidade de pagamento dos consumidores em 2025.
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Diferenças por faixa salarial
Quando o recorte considera a renda, os números ficam ainda mais pesados.
Quem recebe até um salário mínimo (R$ 1.804) gasta 90,1% com dividas e sobra apenas R$ 120.
Já quem recebe dois salários mínimos compromete 79,4%, ficando com R$ 410 livres.
No caso de três salários, o peso cai para 71,1%, deixando R$ 1.056 disponíveis.
O mais importante é que, quanto maior a renda, menor o impacto no orçamento.
Queda lenta nos últimos anos
Apesar da pressão financeira, os índices vêm caindo levemente. Em 2022, 72,3% da renda dos brasileiros estava comprometida. Em 2023, caiu para 72%.
No ano seguinte, 70,9%. Agora, em janeiro de 2025, o índice ficou em 70,5%.
Inadimplência continua em alta
O alívio, porém, não freou o aumento da inadimplência.
Hoje, 77,8 milhões de brasileiros estão nessa situação, o que representa quatro em cada dez pessoas. O número avançou 1% em apenas um mês, de acordo com o levantamento.
Além disso, a Serasa reforça que o aumento da renda não tem sido suficiente para reduzir esse cenário.
Origem dos dados
O estudo foi realizado com base em informações das soluções Renda e Renda+, que trazem estimativas de renda da população brasileira. Os números são referentes a janeiro de 2025.
