Benefício federal garante transporte interestadual gratuito, descontos em passagens e meia-entrada em eventos culturais para jovens de baixa renda, com regras claras, critérios de renda definidos e acesso ampliado mesmo sem exigência de vínculo estudantil ativo.
Jovens brasileiros de baixa renda entre 15 e 29 anos poderão usar, em 2026, os benefícios da Identidade Jovem, a ID Jovem, documento digital gratuito que garante duas vagas gratuitas em viagens interestaduais e, quando essas vagas já estiverem ocupadas, duas passagens com 50% de desconto no transporte convencional.
Além disso, a carteira dá direito à meia-entrada em eventos artístico-culturais e esportivos, como cinemas, shows, teatros e partidas.
O programa, previsto no Estatuto da Juventude e regulamentado por decreto federal, completou dez anos em 2025 com recorde de 1,4 milhão de beneficiários ativos e quase 7 milhões de identidades geradas desde a criação, segundo a Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência.
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O que é a ID Jovem e quais benefícios ela garante
A ID Jovem é um documento de emissão virtual que comprova a condição de jovem de baixa renda para acesso a direitos previstos em lei.
Na prática, ela permite solicitar bilhetes com gratuidade ou desconto em viagens interestaduais e comprar ingressos de meia-entrada em eventos culturais e esportivos.
No transporte coletivo interestadual, a regra é por veículo, embarcação ou comboio ferroviário, na categoria convencional.
Primeiro, as empresas devem disponibilizar duas vagas gratuitas.
Caso elas já estejam preenchidas, passa a valer o segundo direito: outras duas vagas com desconto mínimo de 50% no valor da tarifa.
Já na meia-entrada, o benefício se aplica a espetáculos artístico-culturais e esportivos, com cobrança de metade do preço do ingresso para o público que atende aos critérios do programa.

Quem tem direito à ID Jovem em 2026
O acesso à ID Jovem depende de critérios cumulativos.
É preciso ter entre 15 e 29 anos, pertencer a família com renda mensal de até dois salários mínimos e estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com dados atualizados nos últimos 24 meses, conforme orientação do governo federal.
Um ponto que costuma gerar dúvida é a exigência de vínculo estudantil.
O governo informa que não é necessário estar estudando para emitir e usar a ID Jovem, o que amplia o público atendido para jovens trabalhadores ou desempregados que se enquadram nos critérios de renda e cadastro.
Na emissão, a ID Jovem pode ser gerada com dados como NIS ou CPF, nome completo e data de nascimento, desde que o cadastro no CadÚnico esteja regular.
Quando houver pendência ou desatualização, a orientação é procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) para cadastrar ou atualizar as informações.
Como emitir a ID Jovem e usar nas viagens
O caminho mais comum começa fora do aplicativo.
Quem ainda não está no CadÚnico, ou está com dados desatualizados, precisa procurar um CRAS para regularizar a situação.
Após a atualização da base, a carteira pode ser emitida pelo site oficial do programa ou pelo aplicativo, de forma gratuita.
Na hora de viajar, o jovem deve apresentar a ID Jovem válida e um documento oficial com foto, conforme práticas informadas por empresas do setor e orientações de uso do benefício.
Como a oferta de vagas é limitada por viagem, o pedido do bilhete pode depender da disponibilidade no momento da solicitação.
Dez anos da ID Jovem e mudanças recentes no programa
Criada em 2015, a ID Jovem chegou a 2025 com marca recorde de beneficiários ativos e volume acumulado de identidades emitidas, de acordo com balanço divulgado pela Secretaria-Geral.
Na publicação, o secretário nacional de Juventude, Ronald Sorriso, descreveu a ID Jovem como “um passaporte”, ao falar do papel do programa no acesso à cultura e na possibilidade de circular pelo país.
Além do crescimento, o governo aponta uma etapa de modernização.
Entre as mudanças anunciadas em 2025 está a ampliação da validade do documento para 12 meses, quando antes era de seis meses.
Outra alteração descrita no balanço foi a redução do tempo de espera para atualização da base de dados, que teria caído de 45 dias para até dois dias úteis.

O governo também destacou a possibilidade de emissão online de passagens por integração tecnológica.
Segundo dados oficiais, uma empresa que consome a API do serviço emitiu mais de 80 mil passagens online entre janeiro e julho de 2025.
Por que o benefício é cada vez mais procurado
A combinação de gratuidade no transporte e meia-entrada em eventos faz com que a ID Jovem seja usada tanto para deslocamentos longos quanto para acesso a lazer e cultura.
O próprio balanço do governo cita situações relatadas por beneficiários, como viagens para participar de eventos, resolver demandas pessoais e visitar familiares.
Com a regra de vagas por viagem, o acesso à gratuidade depende de planejamento e da disponibilidade no momento da solicitação.
Ainda assim, mesmo quando as vagas gratuitas acabam, o desconto de 50% previsto para mais duas passagens por veículo mantém a possibilidade de reduzir custos na rota escolhida.
A expectativa para 2026, segundo as regras atuais do programa, é de continuidade do benefício para quem cumpre os requisitos de renda e inscrição no CadÚnico, sem necessidade de comprovar matrícula em escola ou faculdade.
Com o aumento do número de beneficiários e a ampliação do prazo de validade anunciada pelo governo, a procura tende a seguir alta: em um cenário em que muitos jovens dependem de transporte interestadual para estudar, trabalhar ou manter vínculos familiares, até que ponto a informação sobre o programa está chegando a quem tem direito?
