Com liderança em ônibus elétricos urbanos, a brasileira Eletra investe R$ 40 milhões na produção nacional de chassis, amplia capacidade de 1.800 para 3.000 veículos ao ano, domina a frota em São Paulo e mira fazer o Brasil superar Chile e México em frota eletrificada até o fim de 2026.
Entre 2022 e novembro de 2025, os ônibus elétricos da brasileira Eletra saíram de nicho para protagonismo nas frotas urbanas, concentrando a maioria dos veículos emplacados no país e transformando São Paulo no laboratório mais avançado dessa transição energética.
Em outubro de 2025, a empresa confirmou um novo aporte industrial de R$ 40 milhões em São Bernardo do Campo para ampliar a produção local de chassis, preparando o terreno para que o Brasil acelere a transição para ônibus urbanos de baixa emissão e dispute a liderança da frota elétrica na América Latina até o fim de 2026.
Eletra consolida liderança em ônibus elétricos no Brasil
Fundada em 1988, a Eletra se especializou em soluções de transporte público sustentável e hoje responde por mais de 60% do mercado nacional de veículos eletrificados, somando ônibus elétricos, híbridos e trólebus.
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Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, os modelos da marca representaram cerca de 63% dos ônibus elétricos emplacados no país entre 2022 e novembro de 2025, o que colocou a empresa em uma posição dominante nesse segmento.
O estado de São Paulo concentra o maior mercado de ônibus elétricos do país. Até novembro de 2025, eram mais de 655 veículos da Eletra entre os 960 elétricos em operação na frota regular paulista, o que garante à companhia mais de 68% de participação nesse universo.
Na prática, boa parte dos novos ônibus elétricos que o passageiro vê nas ruas da capital paulista hoje sai da linha da Eletra em São Bernardo do Campo.
Chassis elétricos 100% nacionais e fábrica turbinada em São Bernardo
A companhia opera um parque industrial em São Bernardo do Campo dedicado à produção de ônibus elétricos e híbridos, com capacidade atual de cerca de 1.800 unidades por ano, incluindo midiônibus e modelos articulados.
Com o novo ciclo de investimentos, essa capacidade pode chegar a 3.000 veículos anuais, reforçando o papel do ABC paulista como polo de tecnologia para mobilidade de baixa emissão.
O aporte de R$ 40 milhões anunciado em outubro de 2025 é direcionado à expansão de uma linha própria de montagem de chassis elétricos integralmente produzidos no Brasil.
Ao internalizar a produção dos chassis dos ônibus elétricos, a Eletra reduz dependência de fornecedores internacionais, ganha escala industrial e se posiciona para disputar contratos antes dominados por fabricantes estrangeiros.
Mercado de ônibus elétricos cresce 136% e Brasil mira liderança regional
A pressão por descarbonização e metas de transporte sustentável criou um ambiente favorável para os ônibus elétricos nas cidades brasileiras.
Em 2025, as vendas de modelos eletrificados cresceram 136% no país, puxadas principalmente pelas compras realizadas na cidade de São Paulo, que vem acelerando a substituição de veículos a diesel na frota municipal.
Mesmo com esse avanço, o Brasil ainda está atrás de vizinhos latino americanos em número absoluto de ônibus elétricos em operação.
Levantamento da plataforma E-Bus Radar indica que há cerca de 730 ônibus elétricos em frotas urbanas brasileiras, sendo 588 em São Paulo, cerca de 20 na região metropolitana de Salvador e menos de 20 unidades em estados como Pará, Paraná e Goiás.
O Chile soma aproximadamente 2.655 ônibus elétricos e a Colômbia, 1.590, mostrando o espaço que o Brasil ainda tem para crescer.
Meta é ultrapassar Chile e México em frota de ônibus elétricos até 2026
A Eletra projeta que, mantido o ritmo atual de investimentos públicos e privados, o Brasil deve ultrapassar Chile e México em número de ônibus elétricos até o fim de 2026, passando a concentrar a maior frota da América Latina.
A combinação de produção nacional de chassis, domínio do mercado paulista e novos financiamentos internacionais é vista pela empresa como a base para essa virada no ranking regional.
Nesse cenário, os ônibus elétricos fabricados em São Bernardo do Campo ganham peso estratégico, porque permitem atender contratos em grandes capitais e, ao mesmo tempo, abrir espaço para ofertas competitivas em outros países latino americanos.
A ideia é que a indústria local deixe de ser apenas fornecedora para a frota de São Paulo e passe a disputar corredores de transporte em diversas metrópoles da região.
São Paulo e Curitiba puxam novos investimentos em ônibus elétricos
São Paulo já recebeu cerca de R$ 1,4 bilhão do Banco Interamericano de Desenvolvimento para acelerar a transição dos transportes urbanos, com meta de incorporar aproximadamente 2,2 mil ônibus eletrificados entre 2025 e 2028.
Esse volume de compras tende a consolidar a capital paulista como vitrine mundial de sistemas de ônibus elétricos urbanos operando em larga escala.
Curitiba também avança em direção a uma frota mais limpa.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social deve liberar em torno de R$ 380 milhões para a compra de 54 ônibus elétricos já no próximo ano, dentro da renovação da frota do transporte coletivo da cidade.
Se esses projetos forem executados no cronograma previsto, o Brasil dará um salto relevante na adoção de ônibus elétricos nas principais capitais.
Você usaria mais o transporte público se sua cidade apostasse em uma frota robusta de ônibus elétricos como a de São Paulo?

Brasil não fábrica baterias, como pode ser 100% nacional?
Não atendem os 250 km com apenas uma carga de bateria solicitado pela SPTrans, como foi aprovado?
A MAMATA ACABOU!
Sem dúvida, muitos usariam
Aqui em SJC já existem alguns e nota-se que são ágeis e silenciosos
Sem poluição am ambiental tanto do ar quanto do som pois são silenciosos