1. Início
  2. / Ciência e Tecnologia
  3. / Brasil entra em alerta com chuva torrencial que pode derrubar árvores, alagar cidades e destruir plantações nas próximas 72 horas, enquanto 21 estados enfrentam risco de tempestades com granizo e ventos fortes
Tempo de leitura 6 min de leitura Comentários 0 comentários

Brasil entra em alerta com chuva torrencial que pode derrubar árvores, alagar cidades e destruir plantações nas próximas 72 horas, enquanto 21 estados enfrentam risco de tempestades com granizo e ventos fortes

Publicado em 14/04/2026 às 10:40
Atualizado em 14/04/2026 às 23:41
O Brasil tem 21 estados sob alerta de chuva torrencial com risco de granizo e ventos fortes. Veja quais estados são mais afetados.
O Brasil tem 21 estados sob alerta de chuva torrencial com risco de granizo e ventos fortes. Veja quais estados são mais afetados.
  • Reação
  • Reação
3 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Vinte e um estados do Brasil estão sob alerta do INMET nesta terça-feira (14), com previsão de chuva torrencial que pode acumular até 100 mm na região Sul, ventos de até 100 km/h e risco de granizo. O cenário deve persistir por 72 horas com tempestades provocadas por uma depressão em níveis altos da atmosfera.

O Brasil acorda nesta terça-feira (14) sob um cenário meteorológico que exige atenção redobrada de norte a sul do país. Vinte e um estados estão com alertas emitidos pelo INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), e a previsão para as próximas 72 horas é de chuva torrencial capaz de provocar alagamentos, queda de árvores, cortes de energia elétrica e estragos em plantações. O sudoeste e noroeste do Rio Grande do Sul entram em alerta laranja de perigo a partir das 18h, com acumulados que podem chegar a 100 mm, ventos de até 100 km/h e risco de queda de granizo. O cenário é provocado por uma depressão em níveis altos da atmosfera que mantém instabilidade por longos períodos.

A preocupação vai além do Sul. No Norte e Nordeste do Brasil, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém chuvas frequentes com risco de temporais, enquanto o Sudeste e parte do Centro-Oeste vivem situação oposta, com tempo firme, calor intenso e baixa umidade associados a um sistema de alta pressão. Meteorologistas da Conexão GeoClima explicam que “não estamos falando de um evento isolado, mas de um padrão persistente, onde a chuva se mantém por várias horas ou até dias”, um cenário que exige monitoramento constante em áreas mais vulneráveis de todo o Brasil.

Quais regiões do Brasil enfrentam o maior risco nas próximas 72 horas

Segundo informações do portal ndmais, a área de maior perigo está concentrada no oeste do Rio Grande do Sul, que recebe o alerta mais severo emitido pelo INMET nesta terça-feira. O alerta laranja indica risco de chuva intensa com acumulados de até 100 mm, ventos que podem alcançar 100 km/h e possibilidade de queda de granizo, uma combinação capaz de causar danos significativos a propriedades rurais e urbanas. Projeções da Conexão GeoClima indicam que os acumulados podem ultrapassar 180 mm em um intervalo de 72 a 84 horas na Argentina, país vizinho que compartilha o mesmo sistema atmosférico.

Além do Rio Grande do Sul, o INMET emite alerta amarelo de tempestade para regiões de fronteira de Santa Catarina e Paraná com a Argentina, além do sul de Mato Grosso do Sul. Nesses estados, a previsão inclui ventos de até 60 km/h, chuva de até 50 mm por dia e risco de granizo. Para o Norte e Nordeste do Brasil, a ZCIT mantém chuvas persistentes que afetam estados como Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará e Pernambuco, vários deles sob alerta laranja. A extensão geográfica do fenômeno é o que torna esta semana particularmente preocupante.

Os 21 estados do Brasil que estão sob alerta do INMET

A lista de estados sob alerta revela a dimensão continental do evento meteorológico. No Brasil, as regiões afetadas incluem desde o extremo sul até a fronteira norte do país. O INMET emitiu alertas para Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Desses, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Roraima têm áreas sob alerta laranja, o nível mais alto entre os emitidos.

A distinção entre os tipos de alerta importa para quem mora nessas regiões. O alerta amarelo indica perigo potencial, com chuvas entre 20 e 50 mm por dia e ventos de até 60 km/h. O alerta laranja representa perigo real, com acumulados acima de 50 mm, ventos superiores a 60 km/h e risco concreto de granizo, alagamentos e danos estruturais. Para moradores do Brasil que vivem em áreas de encosta, próximos a rios ou em regiões com histórico de alagamento, o alerta laranja exige medidas preventivas imediatas.

O que está causando o padrão persistente de chuva no Brasil

O principal fator por trás da instabilidade que atinge o Brasil é uma depressão em níveis altos da atmosfera, um sistema que gera movimento ascendente do ar e favorece a formação de nuvens carregadas por períodos prolongados. Diferentemente de uma frente fria convencional que passa em um ou dois dias, essa configuração mantém a chuva por várias horas ou até dias consecutivos, o que aumenta significativamente o risco de acumulados elevados e de enchentes em áreas onde o solo já está saturado.

No Norte e Nordeste do Brasil, o mecanismo é diferente mas o resultado é similar. A ZCIT, uma faixa de convergência de ventos próxima ao equador, mantém chuvas frequentes e intensas que afetam estados costeiros e do interior. A combinação desses dois sistemas, a depressão em altitude no Sul e a ZCIT no Norte, cria um cenário em que praticamente todo o Brasil está sob algum nível de instabilidade, com exceção do Sudeste e de parte do Centro-Oeste, onde uma massa de ar seco mantém o tempo firme, o calor intenso e a umidade relativa baixa.

Os riscos concretos para quem mora nas áreas de alerta no Brasil

Quando meteorologistas falam em acumulados de 100 mm ou ventos de 100 km/h, os números podem parecer abstratos. Na prática, os efeitos são tangíveis e potencialmente perigosos. Chuva acumulada de 100 mm em poucas horas pode transformar ruas em rios, arrastar veículos, invadir residências em áreas baixas e provocar deslizamentos de terra em encostas. Ventos de 100 km/h são capazes de derrubar árvores de grande porte, arrancar telhados e destruir estruturas metálicas como placas e coberturas de postos de gasolina.

Para o agronegócio, que movimenta a economia de grande parte do interior do Brasil, as tempestades com granizo representam o risco mais temido: uma chuva de granizo de poucos minutos pode destruir uma lavoura inteira que levou meses para crescer. Cortes prolongados de energia elétrica também são esperados em áreas rurais, onde as linhas de transmissão são mais vulneráveis a quedas de galhos e poeira. A recomendação do INMET é que moradores das áreas afetadas evitem transitar por locais alagados, se afastem de árvores e estruturas metálicas durante as tempestades e acompanhem as atualizações dos alertas.

O que esperar para o restante da semana no Brasil

O padrão persistente de chuva deve se manter até pelo menos quinta-feira (16), quando a depressão em níveis altos começará a perder força sobre o Sul do Brasil. No entanto, a ZCIT continuará atuante sobre o Norte e Nordeste, o que significa que estados como Amazonas, Pará, Maranhão e Ceará podem enfrentar chuvas intensas durante toda a semana. O Sudeste permanece sob influência da massa de ar seco, com temperaturas elevadas e umidade relativa que pode cair abaixo de 30% em algumas cidades de São Paulo e Minas Gerais.

Para quem vive nas áreas sob alerta, a próxima decisão prática é preparar-se para o pior e esperar o melhor. Em caso de emergência, os números da Defesa Civil (199) e do Corpo de Bombeiros (193) devem ser acionados imediatamente. Retirar objetos soltos de quintais, desligar aparelhos da tomada durante trovoadas e ter uma mochila de emergência com documentos e medicamentos são medidas simples que podem fazer diferença quando o temporal chega. O Brasil está sob alerta, e a melhor resposta a um alerta é a preparação.

Vinte e um estados do Brasil estão sob alerta de chuva torrencial, granizo e ventos fortes nas próximas 72 horas. Você mora em alguma das regiões afetadas? Já sentiu os efeitos das chuvas? Conte nos comentários como está o tempo na sua cidade.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

Compartilhar em aplicativos
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x