1. Início
  2. Economia
  3. Brasil convoca reunião urgente do BRICS para reagir ao tarifaço de Trump, países discutem resposta conjunta aos EUA
Faça um comentário 4 min de leitura

Brasil convoca reunião urgente do BRICS para reagir ao tarifaço de Trump, países discutem resposta conjunta aos EUA

Imagem de perfil do autor Valdemar Medeiros
Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 08/09/2025 às 08:52
Assista o vídeoBrasil convoca reunião urgente do BRICS para reagir ao tarifaço de Trump, países discutem resposta conjunta contra a política protecionista dos EUA que ameaça bilhões em comércio global
Foto: Brasil convoca reunião urgente do BRICS para reagir ao tarifaço de Trump, países discutem resposta conjunta contra a política protecionista dos EUA que ameaça bilhões em comércio global
  • Reação
1 pessoa reagiu a isso.
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Lula convoca países do BRICS para reagir ao tarifaço de Trump, que pode gerar perdas bilionárias no comércio global e acende alerta contra o protecionismo dos EUA.

O governo brasileiro entrou em modo de alerta máximo após o anúncio de Donald Trump de aplicar tarifas de 50% sobre exportações brasileiras. A medida, oficializada em julho por ordem executiva da Casa Branca, atinge setores estratégicos e aprofunda a crise comercial entre os dois países.

A decisão de Trump, justificada de forma polêmica como resposta ao que chamou de “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro, provocou uma reação imediata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Brasil convocou para a próxima segunda-feira (8/9) uma reunião virtual de emergência com os países do BRICS, com o objetivo de discutir uma resposta conjunta contra as medidas protecionistas norte-americanas.

O papel do BRICS na crise

A convocação acontece em um momento de fortalecimento do bloco, que hoje reúne 11 países: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia. Juntos, esses países concentram mais de 40% da população mundial e grande parte das reservas globais de petróleo e gás.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Na última cúpula, realizada no Rio de Janeiro em julho, os líderes já haviam divulgado uma declaração criticando o “aumento indiscriminado de tarifas” no comércio global. Sem citar diretamente os EUA, o documento reforçou o compromisso com o multilateralismo e defendeu o fortalecimento do Sul Global.

Com a escalada tarifária de Trump, a expectativa é de que a reunião convocada por Lula resulte em uma carta conjunta mais dura, condenando o protecionismo americano e discutindo medidas de retaliação coordenada.

O impacto para o Brasil

As tarifas de 50% impostas pelos EUA têm potencial de causar perdas bilionárias. Produtos como aço, alumínio, calçados e carnes estão entre os mais afetados, setores que empregam centenas de milhares de brasileiros.

Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o tarifaço pode representar perda de até 0,2 ponto percentual no PIB e risco de 100 mil empregos. Essa previsão acendeu um debate interno sobre a necessidade de ampliar parcerias comerciais fora da órbita americana.

Lula tem intensificado contatos diplomáticos não apenas dentro do BRICS, mas também com líderes como Emmanuel Macron (França) e chefes de Estado da Nigéria, Equador e Panamá, em busca de apoio político e novas rotas comerciais.

A escalada entre Lula e Trump

O clima entre os dois presidentes nunca foi de aproximação, mas a situação piorou com os últimos episódios. Além da imposição de tarifas, Trump chegou a ameaçar taxar em 10% países que se alinhassem a políticas “antiamericanas” do BRICS.

Lula, por sua vez, reforçou em diversos eventos internacionais que “o Brasil não se humilha” e que o país defenderá seus interesses comerciais em conjunto com seus parceiros estratégicos.

O discurso tem ecoado entre as economias emergentes, que veem no BRICS uma alternativa ao sistema dominado pelo dólar e pelas instituições financeiras tradicionais.

O que está em jogo

A convocação da reunião não é apenas uma resposta emergencial. Para o Brasil, trata-se de uma oportunidade de reafirmar seu papel de liderança no Sul Global e ampliar a relevância diplomática no cenário internacional.

Se houver consenso, o BRICS pode adotar medidas coordenadas que vão desde retaliações tarifárias até o fortalecimento de novos mecanismos de comércio em moedas locais, reduzindo a dependência do dólar.

O tarifaço de Trump abre um novo capítulo nas tensões comerciais entre os EUA e o bloco emergente liderado por Brasil, China, Índia e Rússia. Se por um lado o impacto imediato preocupa a indústria brasileira, por outro, a crise pode acelerar a busca por novos mercados e alianças estratégicas.

A reunião de segunda-feira será decisiva para medir o grau de coesão do BRICS diante da pressão americana. Mais do que tarifas, o que está em disputa é o papel do bloco no redesenho da ordem econômica mundial.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x