A crise de chips semicondutores fez com que a produção de diversas fábricas fossem paralisadas e mais de 130 mil veículos, só no Brasil, deixassem de ser vendidos no mercado automotivo
A crise dos chips semicondutores, que está assolando o mundo inteiro, está criando um mercado automotivo diferente no Brasil. Falta de carros novos, fábricas com a produção de veículos totalmente paralisadas, longas filas de espera e modelos que antes não tinham uma forte atuação nas vendas e agora são bastante requisitados. Além disso, os preços, tanto dos novos quanto dos usados, estão subindo.
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O impacto dos semicondutores no mercado automotivo
Nas fábricas, a falta de chips semicondutores decide qual modelo será fabricado e qual será deixado de lado, isso tudo para que as montadoras não tenham muitos prejuízos. Sendo assim, até mesmo o carro que é campeão de vendas pode ficar “no banco de reservas”.
Então, os modelos com maior valor agregado vão para a linha de produção da fábrica, pois o prejuízo é menor com eles, mas mesmo com pensamentos estratégicos como esse, nada impede que os fabricantes do mercado automotivo percam volumes enormes nas vendas em 2021.
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Estudo da BCG sobre a crise de semicondutores
Nos países de fora, existem marcas com centenas de milhar perdidos e isso apenas em uma região. Já o Brasil poderá perder até 260 mil carros este ano devido à falta de semicondutores nas fábricas. Isso é o que mostra o estudo da Boston Consulting Group (BCG), que utilizou dados da consultoria IHS Markit.
Um mês de vendas perdido no Brasil, não chega nem perto da projeção da BCG para o mundo inteiro. De acordo com o estudo 5 a 7 milhões de carros irão desaparecer em 2021 e até o momento, 3,6 milhões deixaram de ser produzidos.
Grandes potências do mercado automotivo sofrem com a crise
Na América do Norte, os países perderam 1,2 milhão de vendas no mercado automotivo, pois se não há chips semicondutores, não há produção nas fábricas. A Europa perdeu 875 mil e os países asiáticos, Japão e Coreia, já somam mais de 770 mil, ou seja, são muitos carros que deixaram de circular.
No Brasil, foram perdidos 130 mil carros só no primeiro semestre e no restante da América do Sul, foram outros 30 mil. A estimativa é que as vendas no mercado automotivo venham melhorar no segundo trimestre do próximo ano. Com o setor eletrônico entregando somente 4% acima dos pedidos pré-pandemia, a indústria está perdendo, pois precisa de pelo menos 15% de posse de chips para ganhar vantagem.

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