Um ataque de abelhas, um resgate em minutos e um relato que voltou a circular nas redes reacenderam a curiosidade sobre um caso ocorrido no Arizona. A história envolve um menino, socorristas e uma referência ao anime “Dragon Ball Z”.
Ataque de abelhas no Arizona: o que se sabe sobre o caso
Um garoto de 11 anos sobreviveu depois de ser atacado por um enxame de abelhas africanizadas no interior do Arizona, nos Estados Unidos, após receber cerca de 400 ferroadas, segundo relatos divulgados por familiares e por autoridades locais à imprensa na época.
O caso ocorreu em 2017 e voltou a circular nas redes sociais nos últimos dias, impulsionado por republicações de reportagens e trechos de entrevistas.
O menino é Andrew Kunz.
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Na ocasião, ele foi socorrido na região de Safford, no estado americano do Arizona, e levado para atendimento médico no Phoenix Children’s Hospital, hospital infantil de referência no estado.
De acordo com o que foi publicado à época, ele recebeu tratamento e teve recuperação completa.
A história voltou a repercutir por um detalhe relatado pelo próprio garoto: ao descrever como lidou com a dor e com o medo durante o ataque, ele afirmou que tentou se inspirar em um personagem do anime “Dragon Ball Z”.
Brincadeira com espingarda de chumbinho e colmeia escondida
O episódio aconteceu quando Andrew brincava ao ar livre com um amigo perto de onde morava.
Conforme relatos publicados em veículos locais, os dois usavam uma arma de pressão, do tipo espingarda de chumbinho, e atiravam em carros antigos e enferrujados que estavam na área.
Em determinado momento, um disparo atingiu uma colmeia que estaria escondida em um dos veículos.
A partir daí, as abelhas saíram em grande número e cercaram o menino.
Em relatos divulgados após o resgate, autoridades descreveram que o enxame cobriu Andrew da cabeça aos pés.

As informações mencionam ferroadas em várias partes do corpo, inclusive no rosto, nos braços e nas mãos.
Com a sequência de picadas, ele começou a perder a consciência, segundo o que foi relatado pelos socorristas.
Diante da gravidade, adultos que estavam próximos acionaram o serviço de emergência.
Equipes foram enviadas ao local para retirar o garoto da área e levá-lo ao atendimento médico.
Resgate relatado por bombeiros em Safford
O chefe do Corpo de Bombeiros local, Clark Bingham, foi citado como um dos primeiros a chegar.
Em entrevista na época, ele descreveu o estado em que encontrou o garoto: “Ele estava coberto de abelhas, no rosto, nos braços e nas mãos. Foi bem feio”, afirmou.
Ainda segundo Bingham, ele decidiu retirar Andrew imediatamente.
O bombeiro também declarou ser alérgico a picadas de abelha, o que aumenta os cuidados necessários em ocorrências desse tipo.
Mesmo assim, ele afirmou que puxou o menino para fora da área tomada pelas abelhas e correu até um ponto mais afastado.
“Eu o agarrei pelo braço e pelo cinto e corremos para o sul, descendo o leito do rio”, relatou.
A partir desse deslocamento, o garoto foi entregue a outras equipes e encaminhado ao atendimento médico, conforme o que foi divulgado.
Atendimento no Phoenix Children’s Hospital e recuperação
Após ser retirado do local, Andrew recebeu os primeiros cuidados e foi encaminhado a um hospital infantil em Phoenix.
Informações relatadas por equipes e familiares apontam que o deslocamento até a capital durou cerca de três horas.
No hospital, ele passou por atendimento voltado para estabilização e tratamento das ferroadas, segundo o que foi noticiado na época.

Familiares relataram que o menino apresentava inchaço e sinais visíveis das picadas, e que permaneceu sob observação médica até evoluir bem.
Dias depois, de acordo com os relatos divulgados, a família informou que ele se recuperava e poderia retomar a rotina gradualmente.
Menos de duas semanas após o ataque, Andrew já estava de volta à cidade, ainda em fase de recuperação, segundo a mãe.
Christina Kunz organizou um churrasco para agradecer às equipes envolvidas no resgate e no atendimento.
Ao comentar o episódio, ela afirmou que o desfecho poderia ter sido diferente.
“Tudo seria diferente. Não estaríamos fazendo um churrasco, estaríamos fazendo um funeral”, disse à imprensa local na época.
‘Dragon Ball Z’, Vegeta e a frase que viralizou novamente
Com a melhora, um trecho das entrevistas concedidas pelo garoto ajudou a ampliar a repercussão do caso.
Fã de “Dragon Ball Z”, Andrew disse que pensou em Vegeta, personagem conhecido por cenas em que grita e “aumenta o poder” antes de enfrentar adversários.
No anime, esse tipo de transformação é representado como uma forma de concentração e liberação de energia.
Ao recontar o que viveu, Andrew afirmou que tentou reproduzir esse comportamento durante o ataque, como forma de se manter consciente e suportar a dor, segundo o que foi registrado nas reportagens de 2017.
Ao acordar no hospital, ele resumiu a experiência em uma frase que voltou a circular com força agora: “Meu nome é Andrew, mas podem me chamar de Vegeta. Eu sobrevivi a 400 picadas”.
O trecho foi repetido em entrevistas e reaparece com frequência quando o episódio é compartilhado novamente.
Nos republicações atuais, muitas postagens retomam apenas a fala do garoto e imagens do atendimento, sem retomar o contexto do resgate e do encaminhamento ao hospital.
Já as reportagens publicadas à época descrevem a sequência do incidente, a retirada do menino do local e a recuperação após o tratamento.

