Dragagem bilionária na Baía da Babitonga abastece a recomposição costeira de Itapoá, enquanto milhões de metros cúbicos de areia retirados do fundo do mar mudam a faixa litorânea catarinense e ampliam a estrutura de acesso aos portos da região.
A orla de Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina, avançou para uma nova fase da recomposição costeira com a chegada das obras à praia Figueira do Pontal, trecho situado ao sul do município e próximo à região portuária.
Ligada à dragagem do canal externo da Baía da Babitonga, a intervenção já recebeu areia em 7,3 km dos 8,8 km previstos, marca que representa 82% da extensão planejada para o alargamento da faixa costeira.
De acordo com informações publicadas nesta segunda-feira (22) pelo portal NSC Total, com investimento total informado em R$ 333 milhões, a obra integra o aprofundamento do acesso marítimo ao reaproveitamento de sedimentos na praia, em um modelo que une ampliação portuária e recomposição da orla no mesmo projeto.
-
Empreendedor mirim de 8 anos de Piracicaba ganhou a primeira galinha aos 2, montou um negócio com 80 aves de 23 raças, vende ovos até para a diretora e quer ser agrônomo na Esalq
-
Sem experiência com reformas, Allison e Nick compram ônibus escolar por US$ 5 mil, aprendem tudo pelo YouTube, investem US$ 45 mil na transformação, criam banheiro completo com banheira e passou a viver na casa sobre rodas com dois cachorros
-
Apenas 3 pessoas na rua: o condado de Chester, nos EUA, atinge o “zero funcional” da situação de rua crônica em 2026 com Moradia Primeiro, após derrubar o uso de abrigos em 52%
-
Bosch revoluciona com motor de cubo para bicicletas elétricas de apenas 2,3 kg, 45 Nm de torque e 400 Watts de potência; novidade elimina resistência acima de 25 km/h e marca uma mudança histórica da fabricante alemã
Alargamento da praia avança em Itapoá
No fim de semana, a nova frente de trabalho foi comunicada com aviso sobre circulação de máquinas, operação da draga nas proximidades da costa e possíveis mudanças nos acessos usados por moradores e visitantes durante a execução dos serviços.

Para orientar a circulação e reduzir riscos durante a movimentação de equipamentos pesados, o trecho da Figueira do Pontal deve permanecer sinalizado enquanto as equipes fazem o depósito de sedimentos e reorganizam a faixa de areia.
Nessa etapa, a estimativa é aplicar 1,9 milhão de metros cúbicos de areia na praia, volume destinado a ampliar a faixa costeira em um dos trechos finais do projeto de recuperação da orla.
Antes da chegada à Figueira do Pontal, os trabalhos passaram pela praia Pontal do Norte, que recebeu o maior volume de sedimentos, e também pela região da Princesa do Mar, em ponto mais ao norte.
Conforme o planejamento informado para o projeto, a recomposição tem como meta recuperar a linha costeira de 1979, referência usada para orientar o alargamento e reorganizar a faixa de areia ao longo da orla.
Dragagem da Baía da Babitonga muda acesso portuário
A dragagem do canal externo da Baía da Babitonga busca ampliar a profundidade do acesso marítimo usado pelos portos da região, medida considerada necessária para permitir a operação de embarcações maiores no complexo portuário.
Com a intervenção, o canal passará de 14 metros para 16 metros de profundidade, condição que deve permitir a navegação de navios de até 366 metros de comprimento no acesso marítimo da baía.
Atualmente, o complexo portuário recebe embarcações de até 336 metros, limite que deverá ser ampliado com o aprofundamento do canal e a conclusão das etapas previstas para a dragagem.

Na prática, a obra deve favorecer a entrada de cargueiros maiores e reforçar a capacidade logística do Norte catarinense, região que concentra operações relevantes para o transporte marítimo de cargas.
O investimento de R$ 333 milhões foi informado pelo Governo de Santa Catarina ao tratar da dragagem na Baía da Babitonga, intervenção que envolve a modernização do acesso aquaviário e o alargamento de praias em Itapoá.
Areia retirada do fundo do mar recompõe a orla
O ponto central do projeto está no reaproveitamento dos sedimentos retirados durante a dragagem, já que parte da areia removida do fundo do mar é direcionada para a recomposição da praia de Itapoá.
Em vez de destinar todo o material a áreas oceânicas de descarte, a operação integra o aprofundamento portuário ao alargamento da orla, transformando a dragagem em fonte de sedimentos para a recuperação costeira.
Segundo dados divulgados para o projeto, a dragagem prevê a retirada de 12,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos, dos quais 6,5 milhões de metros cúbicos serão usados na recomposição da faixa de areia.
Pelo volume aplicado na orla, a intervenção é tratada como o maior alargamento de praias já realizado no Brasil, além de ser apontada como inédita pelo uso de sedimentos de dragagem portuária em larga escala.
Esse reaproveitamento dá à obra uma função dupla, pois atende à necessidade de aprofundar o canal usado pelos portos e, ao mesmo tempo, amplia a faixa de areia de uma área sujeita a processos de erosão costeira.
Restinga reforça a recuperação das dunas
Além do depósito de areia, o projeto prevê medidas para estabilizar as dunas formadas ao longo da orla, etapa necessária para reduzir a perda de sedimentos causada pela ação combinada do vento e do mar.
Entre as ações complementares está o replantio de vegetação de restinga, com estimativa de uso de 280 mil mudas em áreas planejadas para ajudar na fixação natural das dunas.
Ao recompor a vegetação nativa, o projeto busca reforçar a proteção da nova faixa de areia e criar uma barreira natural mais estável, especialmente nos pontos onde as dunas dependem de cobertura vegetal para se manter.
Esse trabalho acompanha o avanço da recomposição costeira e integra as medidas ambientais previstas para a recuperação da praia, mantendo a conexão entre a ampliação física da orla e a estabilização dos sedimentos depositados.
As obras começaram em outubro de 2025 e têm previsão contratual de conclusão em setembro de 2026, enquanto a dragagem segue associada à ampliação da capacidade operacional do complexo portuário da Baía da Babitonga.

