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Alunos da ETEC Campinas desenvolvem placas fotovoltaicas móveis em formato de girassóis

24 de fevereiro de 2022 às 11:45
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ETEC - campinas - SP - energia solar - placas fotovoltaicas - girassóis
Projeto da Etec Bento Quirino, de Campinas, usa a Biomimética, ciência baseada em soluções e fundamentos da natureza – Divulgação/ETEC

O protótipo com placas fotovoltaicas inspiradas no formado de girassóis possuem uma grande potência e, segundo os alunos da Etec, poderá ser inserido em escala maior, apesar do alto custo de manutenção      

Os estudantes da Escola Técnica Estadual (Etec) Bento Quirino, de Campinas, buscaram inspiração na natureza para aprimorar seu projeto científico: o desenvolvimento de placas fotovoltaicas movimentadas através de um sistema eletrônico baseado em girassóis. O aluno João Pedro, representante da equipe, explicou que a ideia nasceu quando estavam cursando uma matéria sobre Eficiência Energética e pensaram se haveria possibilidade de trabalhar um tema que envolvesse a sustentabilidade. De acordo com João, após diversas pesquisas sobre geração de energia limpa, a equipe percebeu que a energia solar era a que fornecia um potencial maior para geração elétrica.

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Etec Campinas cria o ‘Energyrassol’

O projeto dos estudantes da Etec recebeu o nome de ‘Energyrassol’, cujo principal objetivo é mostrar que placas de energia solar fotovoltaicas móveis possuem a capacidade de captar muito mais luz e garantir que a geração de energia seja maior. O grupo de estudantes do Etec foi classificado para a 20ª edição do Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia).

Os amigos João Pedro Vieira Moretti, Júlio Cézar Silva de Macedo Mota, Matheus Eduardo Ribas da Silva, do terceiro ano do Ensino Médio Técnico Integral, do curso de Eletrônica, integral a equipe que desenvolveu o projeto do Energyrassol. No projeto, eles usaram conceitos de Biomimética, a ciência que busca soluções e fundamentos existentes na natureza, que sirvam para aprimorar tecnologias e dar embasamento à projetos.

O aluno João Pedro, representante da equipe, explicou que a ideia nasceu quando estavam cursando uma matéria sobre Eficiência Energética e pensaram se haveria possibilidade de trabalhar um tema que envolvesse a sustentabilidade. De acordo com João, após diversas pesquisas sobre geração de energia limpa, a equipe percebeu que a energia solar era a que fornecia um potencial maior para geração elétrica.

Entretanto, a variação luminosa ao longo do dia tornava o fornecimento de energia limitado. Com isso, a equipe decidiu buscar soluções e acabaram se inspirando nos girassóis ao criar um mecanismo semelhante a flor. Segundo João Pedro, o mecanismo em formado de girassol servirá para aperfeiçoar a eficiência do sistema de geração de energia elétrica através das placas fotovoltaicas.

Testes realizados pela equipe da Etec

Através de simuladores disponíveis na internet e diversos cálculos matemáticos para verificar valores aproximados dos reais para que fosse possível desenvolver o trabalho, foram realizados diversos testes no projeto.

Segundo a equipe do Etec, desenvolver um protótipo real será melhor para estudar e aperfeiçoar a mecânica do Energyrassol. As pesquisas dos alunos apontaram uma melhora em torno de 20 a 30% de captação das placas fotovoltaicas móveis, em comparação a um projeto de painel estático.

João Pedro destaca que mesmo que os testes demonstrem que o protótipo móvel baseado em girassóis seja muito eficiente na geração de energia, infelizmente possui um custo maior, justamente por exigir uma manutenção constante no equipamento.

Outras atribuições do projeto Energyrassol

A equipe da Etec destacou também que a parte principal do trabalho foi a comprovação de que os painéis fotovoltaicos móveis apresentam uma melhora considerável na potência média por dia captada.

De acordo com os estudos da equipe, no início, a estrutura não foi pensada para a implantação na indústria, residência ou na área rural. No entanto, a implantação do protótipo é totalmente viável, sendo feita uma reformulação estrutural no projeto, visando a implantação do mesmo em escalas maiores. A equipe pretende encerrar os testes para então concluir os estudos e poderem exibirem na 20ª Febrace, que acontecerá entre os dias 14 e 25 de março deste ano.  

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