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Duas irmãs sem dinheiro, sem fábrica e sem sócio começaram fritando salgadinho num forno doméstico em Curitiba para pagar as contas, e o que elas criaram virou um vício nacional que a Pepsi pagou uma fortuna para comprar e nunca mais largou

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 16/06/2026 às 21:09
Atualizado em 16/06/2026 às 21:13
Duas irmãs fritavam salgadinho num forno doméstico em Curitiba no fim dos anos 1950. Criaram a Elma Chips, comprada pela Pepsi em 1974 e ainda na Cidade Industrial do Paraná.
Duas irmãs fritavam salgadinho num forno doméstico em Curitiba no fim dos anos 1950. Criaram a Elma Chips, comprada pela Pepsi em 1974 e ainda na Cidade Industrial do Paraná.
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Efried Wagner e Maria Unger eram descendentes de imigrantes alemães e viviam em Curitiba no fim dos anos 1950. Para complementar a renda das famílias, os dois casais começaram a produzir salgadinho artesanalmente num forno doméstico e a vender de porta em porta. O que criaram foi a Elma Chips, comprada pela Pepsi em 1974 e hoje referência nacional de snacks, segundo a web série Pioneiros da Indústria do Paraná.

Não havia fábrica, não havia sócio investidor e não havia plano de negócios. Havia um forno doméstico, uma receita de pretzel trazida da tradição alemã, farinha de trigo, água, sal grosso e a necessidade de complementar a renda de duas famílias. Efried Wagner e Maria Unger eram irmãs, descendentes de imigrantes alemães que haviam chegado recentemente ao Brasil, e moravam no bairro Bom Retiro, em Curitiba, no final da década de 1950. Os maridos, Eugene Wagner e Victor Unger, também de origem alemã, participavam da operação. O salgadinho que os quatro produziam artesanalmente começou sendo vendido de porta em porta e nos mercados da capital paranaense, incluindo o Mercadorama, que na época era um dos principais supermercados de Curitiba, conforme narra a web série Pioneiros da Indústria do Paraná em episódio dedicado à história da marca.

Mais de seis décadas depois daquele forno doméstico no Bom Retiro, o salgadinho que as irmãs criaram virou a Elma Chips, uma das maiores marcas de snacks do Brasil. Em 1974, segundo a web série, a Pepsi adquiriu a empresa. Ainda de acordo com o canal Pioneiros da Indústria do Paraná, a principal fábrica histórica da marca continua em Curitiba, na Cidade Industrial, respondendo por cerca de 30% de toda a produção nacional de snacks da PepsiCo no país e gerando aproximadamente 1.000 empregos diretos. O salgadinho que nasceu para pagar as contas de dois casais de imigrantes em Curitiba tornou-se parte da memória afetiva de gerações inteiras de brasileiros.

O salgadinho que veio da Alemanha e conquistou o Brasil

Duas irmãs fritavam salgadinho num forno doméstico em Curitiba no fim dos anos 1950. Criaram a Elma Chips, comprada pela Pepsi em 1974, segundo a web série Pioneiros do Paraná.
A receita que deu origem ao salgadinho da Elma Chips não teria sido inventada em Curitiba.

Segundo a web série Pioneiros da Indústria do Paraná, ela teria sido enviada por um familiar das irmãs que trabalhava em uma fábrica de snacks na Alemanha. A base era a tradição do pretzel, um pão salgado típico da região sul alemã, adaptada ao forno doméstico disponível no bairro Bom Retiro. O produto feito com farinha de trigo, água e sal grosso teria conquistado os consumidores curitibanos rapidamente, conforme o relato da web série.

Em 1962, segundo o canal Pioneiros da Indústria do Paraná, os dois casais inauguraram a Padaria e Confeitaria Elma, no bairro Xim. O nome da empresa surgiu da junção das iniciais das irmãs: El de Efried, Ma de Maria. Foi nesse período que nasceu o Sticks, o palitinho crocante coberto com sal grosso vendido até hoje em embalagens verdes. A web série informa que o Sticks chegou a uma produção de cerca de 40 toneladas por ano, com distribuição para além do Paraná, alcançando Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Esses dados de volume de produção vêm exclusivamente da web série e não foram verificados em fontes primárias ou registros oficiais da empresa.

O galpão de 450 m² e o crescimento registrado pela web série

Duas irmãs fritavam salgadinho num forno doméstico em Curitiba no fim dos anos 1950. Criaram a Elma Chips, comprada pela Pepsi em 1974, segundo a web série Pioneiros do Paraná.
Segundo a web série Pioneiros da Indústria do Paraná, entre 1964 e 1965 as famílias construíram um galpão de aproximadamente 450 m² no bairro Boqueirão, na rua Cascavel, em Curitiba, para ampliar a produção do salgadinho.

A nova unidade teria permitido aumentar a capacidade e atender a demanda crescente de outros estados. No início dos anos 1970, ainda de acordo com o canal, a então chamada Elma Produtos Alimentícios teria atingido uma produção de cerca de 200 toneladas por ano de salgadinho e passado a distribuir para todos os estados da região Sul e para o eixo Rio-São Paulo.

Foi também nessa fase que a empresa teria lançado o Pingo Douro, descrito pelo canal como um dos primeiros salgadinhos empacotados da marca, que rapidamente ganhou popularidade. Todos esses dados de volume, cronologia e abrangência geográfica são fornecidos pela web série Pioneiros da Indústria do Paraná e não foram verificados de forma independente neste artigo. A web série não identifica no vídeo as fontes documentais consultadas para embasar essas informações.

A Pepsi entra no jogo e cria a Elma Chips em 1974

Em 1973, segundo a web série, a PepsiCo iniciou um plano de expansão no Brasil voltado ao mercado de snacks, analisando fabricantes brasileiros com potencial de crescimento. Entre as empresas selecionadas estavam a Elma Produtos Alimentícios de Curitiba e a Indústria e Comércio American Potato Chips Limitada, fabricante paulista localizada no bairro do Ipiranga, em São Paulo, especializada em batatas chips. Em 1974, ainda de acordo com o canal Pioneiros da Indústria do Paraná, a Pepsi adquiriu e unificou as duas companhias, criando oficialmente a Elma Chips.

A fusão entre a empresa paranaense e a paulista deu à nova marca a combinação de tradição no salgadinho artesanal com capacidade industrial em batatas chips. Ainda em 1974, segundo a web série, foi lançado o Baconzitos. Em 1976, chegou o Cheetos. Essas datas de lançamento de produtos vêm exclusivamente da narrativa da web série Pioneiros da Indústria do Paraná. Para uma verificação mais rigorosa, datas de lançamento deveriam ser confirmadas em arquivos jornalísticos da época, registros da empresa ou publicações setoriais.

Os anos 1980: expansão do catálogo e as figurinhas colecionáveis

Conforme narrado pela web série Pioneiros da Indústria do Paraná, o catálogo da Elma Chips cresceu ao longo dos anos 1970 e 1980 com o lançamento de vários produtos: Cebolitos em 1978, Fandangos em 1980, Zambinos em 1982, Doritos em 1985 e Ruffles em 1986. Todas essas datas de lançamento foram retiradas da narrativa do canal. Na mesma época, segundo a web série, a fábrica foi transferida para a Cidade Industrial de Curitiba, encerrando a operação no galpão do bairro Boqueirão.

Ainda na década de 1980, a Elma Chips começou a incluir figurinhas colecionáveis nos pacotes de salgadinho. Segundo o canal Pioneiros da Indústria do Paraná, as coleções incluíram: Show de Esportes em 1982, Rock em Elma Chips e Sam nas Olimpíadas de Los Angeles em 1984, Guerra no Espaço em 1985, Snoopy na Copa do Mundo em 1986, Thundercats em 1987, Garfield em 1988 e Turma da Mônica em 1989. A estratégia de colocar figurinha dentro do salgadinho transformou a compra de um pacote numa experiência que ia além do consumo do produto em si.

Os Tazos dos anos 1990: o salgadinho que virou febre nas escolas

Segundo a web série Pioneiros da Indústria do Paraná, em 1997 a Elma Chips lançou a promoção Tasomania: dentro de cada pacote de salgadinho vinha um tazo, um pequeno disco colecionável de plástico que rapidamente virou febre entre crianças e adolescentes em todo o Brasil. O canal descreve a primeira coleção como trazendo personagens dos Looney Tunes, composta por 80 modelos diferentes, e afirma que o sucesso dos tazos foi um dos fenômenos de consumo mais marcantes da década de 1990 no Brasil.

Ao longo dos anos seguintes, ainda de acordo com a web série, a Elma Chips lançou coleções de Animaniacs, Tiny Toons, O Máscara, Pokémon, Bob Esponja e Yu-Gi-Oh, entre outras. A caracterização desses tazos como fenômeno geracional é amplamente reconhecida por quem viveu os anos 1990 no Brasil, e o lançamento da promoção Tasomania em 1997 tem registro jornalístico independente em veículos da época. Nas escolas brasileiras dos anos 1990, ter tazos raros do salgadinho favorito era questão de prestígio social.

As Kombis amarelas e a presença da marca nas ruas

Outro elemento da história da Elma Chips narrado pelo canal Pioneiros da Indústria do Paraná foram as Kombis itinerantes com a identidade visual da marca, em amarelo e vermelho, que circulavam por diferentes cidades do Brasil nos anos 1990. Segundo a web série, esses veículos funcionavam como pontos de venda e distribuição de salgadinho e eram associados às campanhas promocionais da empresa, distribuindo brindes, figurinhas e itens colecionáveis.

Essa memória das Kombis da Elma Chips é compartilhada por muitos brasileiros que cresceram naquele período e tem registro em relatos populares, ainda que documentação jornalística específica sobre a operação das Kombis não tenha sido verificada independentemente neste artigo. A Kombi da Elma Chips era tão associada ao produto quanto o pacote em si: ver a van amarela na rua era promessa de salgadinho e promoção.

A fábrica de Curitiba segundo os dados do canal Pioneiros do Paraná

Segundo a web série Pioneiros da Indústria do Paraná, a fábrica da Cidade Industrial de Curitiba é a unidade mais antiga da PepsiCo em operação no Brasil, responde por cerca de 30% de toda a produção nacional de snacks da companhia e gera aproximadamente 1.000 empregos diretos. Esses percentuais e números de emprego não foram verificados em comunicados oficiais da PepsiCo ou em publicações com dados auditados. Da unidade paranaense, ainda de acordo com o canal, saem produtos como Doritos, Cheetos, Cebolitos, Fandangos, Ruffles, Sticks e o Pop Corners, salgadinho à base de milho descrito como lançado nacionalmente em 2024.

A web série também menciona que a produção da fábrica de Curitiba movimenta uma cadeia de fornecedores paranaenses, especialmente produtores de milho e batata. Esse dado contextual é plausível dado o perfil industrial da região, mas também não foi verificado de forma independente. A história de que duas irmãs de família de imigrantes alemães em Curitiba no fim dos anos 1950 deram origem a uma das maiores marcas de snacks do Brasil é ela mesma suficientemente impressionante para não precisar de exagero, razão pela qual a cadeia de atribuição precisa estar clara: os detalhes vêm de uma web série de divulgação histórica, não de documentação primária verificada.

Você se lembra dos Tazos? Das figurinhas que vinham dentro do pacote de Fandangos? Do cheiro de Baconzitos recém-aberto? A história da Elma Chips começou num forno doméstico em Curitiba, passou pelas mãos da Pepsi em 1974 e ainda hoje faz parte do cotidiano de milhões de brasileiros. Qual produto marcou a sua geração? Conta pra gente nos comentários.

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Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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