Instabilidade persiste no Norte com chuva frequente e calor úmido, enquanto frente fria muda o padrão no Sul com temporais e queda acentuada de temperatura, formando contraste climático marcante na virada de abril para maio em diferentes regiões do Brasil.
Rio Branco e Porto Velho devem atravessar a virada de abril para maio sob tempo instável, com céu carregado, chuva em vários momentos e possibilidade de trovoadas isoladas, enquanto o Sul do Brasil enfrenta temporais e queda mais acentuada nas temperaturas.
A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia para a semana de 27 de abril a 4 de maio indica maior concentração de chuva nas regiões Norte e Nordeste, ao mesmo tempo em que uma frente fria reorganiza o tempo no Sul e favorece a entrada de ar frio.
Previsão do tempo na Amazônia Ocidental
Na Amazônia Ocidental, o destaque recai sobre as capitais do Acre e de Rondônia, que aparecem em uma faixa de umidade persistente, ainda que não estejam no núcleo dos maiores acumulados previstos para o país durante o período.
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Em Rio Branco, a terça-feira, 28 de abril, tem previsão de tempo encoberto, chuvisco e mínima de 24 °C, cenário típico de atmosfera úmida e baixa variação térmica ao longo do dia.
A tendência se mantém nos dias seguintes, com muitas nuvens, possibilidade de chuva isolada e mínima de 23 °C na quinta-feira, 30 de abril, conforme a projeção divulgada pelo Inmet para a capital acreana.
Porto Velho também entra na semana sob condição semelhante, com previsão de muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas, além de mínima de 24 °C em um dos dias analisados pelo órgão federal.
Para 1º de maio, a capital de Rondônia deve seguir com muitas nuvens e pancadas isoladas, com mínima de 25 °C e máxima de 29 °C, sem indicação de chuva contínua durante todo o dia.
O comportamento previsto para as duas capitais mostra uma sequência de dias abafados, com umidade elevada, nebulosidade frequente e precipitação recorrente, característica comum em áreas amazônicas durante períodos de transição.
Como a chuva se distribui na Região Norte
O boletim semanal do Inmet aponta que os maiores volumes de chuva devem ocorrer em áreas do Amazonas e do Pará, especialmente nas proximidades dos rios Negro e Amazonas, onde os acumulados podem superar 100 milímetros em sete dias.
Nas demais áreas da Região Norte, a chuva aparece de forma mais irregular, com volumes geralmente abaixo de 50 milímetros, mas ainda suficiente para manter bolsões de instabilidade em diferentes pontos da faixa amazônica.
Esse padrão ajuda a explicar por que Rio Branco e Porto Velho chamam atenção mesmo fora das áreas mais chuvosas do mapa nacional, já que as duas cidades permanecem sob influência de calor, umidade e vapor d’água disponível.
Para a rotina urbana, o cenário exige atenção a deslocamentos, atividades ao ar livre e mudanças rápidas no céu, pois a previsão indica pancadas e trovoadas isoladas, não um episódio uniforme de chuva durante vários dias.
Frente fria provoca temporais e frio no Sul
Enquanto a Amazônia Ocidental segue sob calor úmido, o Sul do país passa por uma mudança mais brusca, provocada pela atuação de uma frente fria e pela entrada posterior de uma massa de ar frio.
Segundo o Inmet, o sistema frontal favorece tempo severo nos primeiros dias da semana, com temporais, chuva intensa, rajadas de vento, raios e possibilidade de granizo em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Os acumulados podem chegar a 80 milímetros em sete dias no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, enquanto o Paraná deve registrar volumes de até 70 milímetros no mesmo intervalo, de acordo com a previsão semanal.
A diferença em relação ao Norte está no tipo de mudança atmosférica, já que no Sul a chuva vem acompanhada de queda mais perceptível da temperatura e de uma sensação mais próxima do inverno.
O Inmet também indicou mínimas em torno de 6 °C no centro-sul gaúcho a partir de segunda-feira, 27 de abril, além de condições favoráveis à formação de geada em áreas mais suscetíveis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Centro do Brasil com tempo seco e baixa umidade
Entre a umidade amazônica e o avanço do frio no Sul, a faixa central do Brasil deve registrar predomínio de tempo seco, baixa nebulosidade e pouca perspectiva de chuva ao longo da semana.
No Centro-Oeste, a previsão aponta pancadas irregulares apenas no noroeste de Mato Grosso e no sul de Mato Grosso do Sul, com acumulados que podem chegar a 40 milímetros em sete dias.
No Distrito Federal, em Goiás e em boa parte de Mato Grosso do Sul, a tendência é de estabilidade, com chances reduzidas de chuva fraca e isolada, conforme o boletim meteorológico do Inmet.
A virada entre abril e maio, portanto, reúne três cenários distintos no país: instabilidade úmida na Amazônia Ocidental, ar seco no Brasil central e avanço de frio com temporais na Região Sul.
Nesse recorte, Rio Branco e Porto Velho ganham relevância por representarem a permanência da chuva e do abafamento no oeste amazônico, enquanto municípios do Sul já sentem os primeiros sinais de um padrão mais frio.
A combinação reforça o contraste típico do outono brasileiro, quando diferentes massas de ar atuam ao mesmo tempo e produzem condições muito distintas entre regiões distantes do território nacional.

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