1. Início
  2. / Economia
  3. / Greve dos caminhoneiros vai paralisar o Brasil de novo e isso vai afetar seu bolso, diz Primo Rico: diesel sobe 19%, memória do colapso de 2018 com R$ 47,7 bilhões perdidos volta a assustar mercados e investidores
Tempo de leitura 5 min de leitura Comentários 0 comentários

Greve dos caminhoneiros vai paralisar o Brasil de novo e isso vai afetar seu bolso, diz Primo Rico: diesel sobe 19%, memória do colapso de 2018 com R$ 47,7 bilhões perdidos volta a assustar mercados e investidores

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 19/03/2026 às 00:03
Assista o vídeoGreve dos caminhoneiros e alta de 19% no diesel acendem alerta no mercado. Relembre impacto de 2018 e possíveis efeitos na economia.
Greve dos caminhoneiros e alta de 19% no diesel acendem alerta no mercado. Relembre impacto de 2018 e possíveis efeitos na economia.
  • Reação
1 pessoa reagiu a isso.
Reagir ao artigo

Alta recente do diesel e risco de paralisação reacendem temor no mercado financeiro, com reflexos imediatos na bolsa, nos juros e no custo de vida, enquanto histórico de crises expõe fragilidade estrutural do transporte no Brasil e amplia preocupação de investidores.

O avanço recente no preço do diesel e a possibilidade de uma nova paralisação de caminhoneiros voltaram a pressionar os mercados e acender alertas sobre impactos na economia brasileira.

Segundo Tiago Nigro, em vídeo publicado no canal Primo Rico na noite desta quarta-feira (18), apenas o rumor de uma greve já foi suficiente para provocar queda na bolsa, alta nos juros futuros e aumento da percepção de risco no país.

De acordo com o influenciador, o movimento dos caminhoneiros tem um peso desproporcional na economia por causa da dependência logística do Brasil.

Cerca de 60% de toda a carga transportada no país depende de rodovias, o que faz com que qualquer interrupção no setor tenha efeitos imediatos no abastecimento e nos preços.

Dependência do transporte rodoviário no Brasil

O funcionamento da economia brasileira está diretamente ligado ao transporte por caminhões.

Alimentos, combustíveis, medicamentos e insumos industriais percorrem longas distâncias pelas estradas.

Como destacou Tiago Nigro, quando os caminhões param, há uma reação em cadeia que afeta desde o consumo básico até a produção industrial.

Essa vulnerabilidade não é recente.

Conforme o histórico apresentado no vídeo, o Brasil já enfrentou paralisações relevantes da categoria nos últimos anos, com diferentes níveis de impacto, mas sempre com consequências econômicas significativas.

Histórico de greves e crise dos caminhoneiros

Em julho de 2013, durante um período de crescimento econômico, caminhoneiros realizaram uma paralisação de quatro dias com reivindicações ligadas à redução de custos, como diminuição do preço do diesel e isenção de pedágios.

O governo federal não cedeu às demandas naquele momento, e o movimento foi contido sem resolver as questões centrais.

Dois anos depois, em 2015, já em meio à recessão econômica, a categoria voltou a se mobilizar. Dessa vez, além de pautas econômicas, houve também reivindicações políticas.

A paralisação ocorreu em duas etapas, afetando diversos estados. O governo fez concessões parciais, incluindo mudanças na legislação, mas, como apontado por Nigro, o problema estrutural permaneceu.

Greve dos caminhoneiros em 2018 e impacto econômico

O episódio mais marcante ocorreu em maio de 2018.

Segundo Tiago Nigro, a crise foi agravada por uma mudança na política de preços da Petrobras, adotada em 2016, que passou a alinhar os valores dos combustíveis ao mercado internacional.

Entre agosto de 2017 e maio de 2018, o diesel acumulou uma alta expressiva.

Ao mesmo tempo, o país ainda se recuperava de uma recessão profunda, enquanto a frota de caminhões havia crescido nos anos anteriores.

Esse desequilíbrio entre oferta e demanda reduziu os fretes e pressionou a renda dos motoristas.

“O barril de pólvora estava cheio”, afirmou Nigro.

A paralisação começou em 21 de maio de 2018 e rapidamente se espalhou por todo o país.

Em poucos dias, o Brasil enfrentou escassez de combustíveis, desabastecimento de alimentos, interrupções na produção industrial e impactos no transporte público.

Queda do PIB, inflação e perdas bilionárias

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Os dados daquele período evidenciam a dimensão da crise. O Produto Interno Bruto (PIB) registrou retração em maio de 2018, enquanto setores como indústria, serviços e transporte sofreram quedas significativas.

Além disso, houve disparada nos preços de alimentos e combustíveis, pressionando a inflação.

O dólar também subiu, ultrapassando a marca de R$ 4 na época.

A estimativa de crescimento econômico para o ano foi revisada para baixo, gerando uma perda calculada em R$ 47,7 bilhões.

Conforme destacou o criador do Primo Rico, o agronegócio também foi fortemente afetado, com perdas bilionárias e até morte de animais por falta de insumos.

Diante da gravidade da situação, o governo federal adotou medidas emergenciais, incluindo subsídios ao diesel, com impacto fiscal relevante.

A crise também teve consequências institucionais. A presidência da Petrobras foi alterada, e a política de preços da estatal passou a ser alvo de questionamentos.

Alta do diesel e risco de nova greve

Agora, o cenário volta a gerar preocupação.

O diesel registrou alta próxima de 19% em poucas semanas, impulsionado pela valorização do petróleo no mercado internacional, em meio a tensões geopolíticas.

Segundo Tiago Nigro, mesmo com tentativas do governo de conter os preços, novos reajustes foram anunciados.

Representantes da categoria afirmam que os custos continuam elevados e discutem a possibilidade de uma nova paralisação.

Enquanto isso, o mercado financeiro já reage. Como ele explicou, investidores costumam antecipar riscos, o que se reflete na queda da bolsa, na elevação dos juros futuros e no aumento do chamado risco país.

Impactos econômicos esperados com paralisação

Caso a greve se concretize, os impactos podem ser amplos.

Entre os principais efeitos esperados estão:

  • Aumento da inflação
  • Valorização do dólar
  • Queda da atividade econômica
  • Aumento do risco fiscal

Ainda de acordo com Nigro, esse cenário exige cautela por parte dos investidores. Ele mencionou estratégias como proteção contra a inflação, exposição a ativos dolarizados e investimentos em commodities como formas de mitigar riscos.

Ao mesmo tempo, o influenciador ressaltou que momentos de crise também podem gerar oportunidades no mercado.

Ele lembrou que, após a queda das ações da Petrobras em 2018, houve recuperação e valorização posterior.

Problema estrutural segue sem solução

Apesar das respostas emergenciais ao longo dos anos, a questão central permanece.

O Brasil continua altamente dependente do transporte rodoviário, enquanto caminhoneiros enfrentam custos elevados e margens reduzidas.

Como observou Tiago Nigro, essa combinação mantém o país vulnerável a novas crises logísticas.

Sem mudanças estruturais, episódios semelhantes podem voltar a ocorrer, com impacto direto no cotidiano da população e no desempenho da economia.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

Compartilhar em aplicativos
Ir para o vídeo em destaque
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x