“O toma lá da cá” entre a UTC e a Petrobras mandou embora uma horda de trabalhadores e mais 2000 devem ser demitidos até o fim de semana
Insurgências entre a BR e a UTC Engenharia resultou na demissão coletiva de cerca de 2000 funcionários diretos da prestadoras de serviços. “Este estupro coletivo”( não consegui achar expressão melhor para definir essa situação unilateral) já era uma conversa que estava rolando por ai nas redes sociais e em rodas de conversas entre funcionários da empresa já algum tempo, mas como ninguém do alto escalão da empresa não soltou qualquer comunicado, ninguém sabia ao certo o que estava acontecendo.
Ontem(10) os funcionários foram na empresa já temendo o pior após uma convocação coletiva, vejam na foto abaixo o “Telegrama Legal do Gugu” que os funcionários receberam. Cliquem para ampliar a foto:
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Imediatamente os funcionários começaram a se revoltar e a protestar, inclusive fechando a rua e formando barricadas para impedir ao acesso até que a situação fosse esclarecida. Logo em seguida, o sindicato da categoria chegou e teve início a uma séria de intermediações para saber o que estava acontecendo. Aproveitando também para parabenizar o sindicato por levar lanche e cafezinho de graça para os ex-funcionários que estavam desde de cedo na frente da empresa.
Algum tempo depois, quando nada poderia ser feito por lá, foi organizado uma passeata e manifestação em frente a Petrobras de Macaé, mas para a BR isso também não valeu de nada, já que isso é uma questão complexa e pode se delongar por bastante tempo.
As razões para esta demissão em massa
Segundo a nota oficial da Petrobras ontem, os valores que deixaram de ser repassados para a UTC são referentes a improbidades administrativas e operacionais do ano de 2011, na Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), sitiada no estado do RS.
Já a UTC afirma que esses valores não compactuam com os contratos atuais e nada têm haver com as operações na Bacia de Campos. Sem recursos financeiros, a empresa foi obrigada a demitir os funcionários em massa.



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