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A maior rede de varejo do mundo já apostou alto no Brasil com 438 lojas em 18 estados, fracassou, mas segue no topo mundial com US$ 681 bilhões de receita no ano

Publicado em 12/12/2025 às 15:29
Atualizado em 12/12/2025 às 15:35
Walmart, Lojas, Varejo
Imagem: Ilustração artística
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Após encerrar operação brasileira com 438 lojas em 18 estados, Walmart preserva escala internacional, receita recorde no ano fiscal 2025 e posição número um no varejo mundial

A maior rede de varejo do mundo apostou no Brasil por 22 anos, vendeu 80% da operação em 2018 após atingir 438 lojas em 18 estados, mas mantém US$ 681,0 bilhões de receita no ano fiscal 2025 e presença ativa em 19 países.

O Walmart tentou consolidar o varejo no Brasil por 22 anos, vendeu 80% da operação em 2018 após operar 438 lojas em 18 estados, mas segue como maior varejista global, com receita de US$ 681,0 bilhões no ano fiscal 2025, mantendo liderança internacional.

O porte atual do grupo aparece no relatório anual do ano fiscal de 2025, que registra receita total de US$ 681,0 bilhões, formada majoritariamente por vendas líquidas de US$ 674,5 bilhões, evidenciando a centralidade do varejo tradicional em sua estrutura.

Segundo o relatório corporativo, o Walmart emprega cerca de 2,1 milhões de pessoas em todo o mundo, atende aproximadamente 270 milhões de clientes e membros por semana e opera mais de 10.750 lojas físicas e plataformas digitais.

A atuação em 19 países, combinando lojas e e-commerce, ajuda a explicar por que a companhia segue liderando rankings globais de varejo, mesmo após uma retirada considerada relevante do mercado brasileiro.

Esse contraste entre desempenho local e escala global tornou o caso brasileiro uma referência recorrente em análises do setor, especialmente por envolver um grupo líder em receita mundial.

Do auge de aquisições à venda do controle no Brasil em 2018

A saída do Walmart do Brasil foi formalizada em 2018, quando o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, aprovou sem restrições a venda de 80% do Walmart Brasil para o fundo Advent International.

Na operação aprovada pelo Cade, o grupo manteve 20% de participação, enquanto o controle passou ao investidor financeiro, encerrando uma estratégia de presença direta no varejo nacional de supermercados e hipermercados.

Naquele momento, o Walmart estava no Brasil havia 22 anos, operava 438 lojas em 18 estados e já acumulava dificuldades operacionais e prejuízos sucessivos, conforme registros da imprensa à época.

A decisão regulatória do Cade detalhou empresas e estruturas incluídas na transação, sem impor remédios concorrenciais, indicando que não houve obstáculos formais à mudança de controle societário.

Na prática, a operação marcou o fim de uma aposta de longo prazo do Walmart no país, após uma trajetória marcada por aquisições, padronização de processos e desafios de execução logística.

Em 2019, a empresa resultante adotou a marca corporativa Grupo BIG e anunciou um plano de investimentos de cerca de R$ 1,2 bilhão ao longo de 18 meses, já sob nova governança.

O episódio passou a ser citado no varejo brasileiro como exemplo de que escala internacional não garante adaptação automática a mercados locais altamente competitivos.

Por que a liderança global seguiu mesmo com o revés brasileiro

A escala global do Walmart funciona como principal amortecedor contra fracassos locais, sustentada por uma base de receita de US$ 681,0 bilhões no ano fiscal 2025, conforme o relatório anual da companhia.

Além do volume financeiro, a presença em 19 países e mais de 10.750 lojas permite diluir riscos e compensar desempenhos fracos em determinados mercados com resultados positivos em outros.

Rankings internacionais seguem posicionando o grupo no topo do setor. Segundo a Deloitte, o Walmart lidera novamente o estudo Global Powers of Retailing, que compara grandes redes globais por receita.

A National Retail Federation, a NRF, em parceria com a Kantar, também classifica o Walmart como número 1 no relatório Top 50 Global Retailers 2025, atribuindo US$ 676 bilhões em receitas globais.

A diferença entre os US$ 681,0 bilhões do relatório anual e os US$ 676 bilhões citados pela NRF e Kantar decorre de metodologias, recortes e períodos de referência distintos, mas sem alterar a liderança.

O relatório anual do grupo destaca ainda a estratégia omnichannel, integrando lojas físicas, aplicativos e operação online, ampliando frequência de compra e criando novos fluxos de receita recorrente.

Em 2025, o documento reforça que a maior parte da receita continua vindo de vendas líquidas, indicando que o coração do negócio segue sendo varejo em grande escala, e não atividades paralelas.

Walmart no Brasil

No contexto do Brasil, a experiência demonstrou que liderança global não assegura tração local, mas também evidenciou a capacidade do grupo de reconfigurar portfólio quando resultados não aparecem.

Para o setor, o caso funciona como alerta sobre execução, já que 22 anos de presença e 438 lojas não impediram perdas e a decisão de vender o controle da operação.

A lógica financeira permanece mensurável: a mesma empresa que encerra um ciclo nacional preserva a dianteira global ao sustentar caixa, escala e demanda recorrente em múltiplos países.

No Brasil, o marco regulatório foi a autorização do Cade em 22/06/2018; no plano internacional, o dado mais recente é o ano fiscal 2025, com receita reportada de US$ 681,0 bilhões.

Como antecedente complementar, a reestruturação pós-venda, com mudança para Grupo BIG e anúncio de investimentos, indica que a operação brasileira seguiu seu próprio caminho sob outra estratégia e gestão.

Fontes consultadas para este artigo: Agência Brasil, Correio Braziliense, Veja, Central do Varejo, e outras fontes confiáveis.

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Romário Pereira de Carvalho

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