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A fascinante vila grega chamada de “cidade pintada” que encanta o mundo, onde as casas têm pinturas geométricas milenares feitas com a técnica xysta que transformou o vilarejo

Publicado em 07/03/2026 às 09:40
Atualizado em 07/03/2026 às 09:42
Vila, Cidade pintada, pinturas
Em Pyrgi, o padrão geométrico aplicado sobre o reboco preserva uma tradição de design que atravessa séculos — Foto: Petille/WikimediaCommons
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Pyrgi, na ilha de Chios, preserva tradição secular da técnica xysta com fachadas geométricas em preto e branco em vila histórica de cerca de mil habitantes no sul da Grécia

A vila de Pyrgi, localizada no sul da ilha de Chios, na Grécia, tornou-se conhecida pelas fachadas decoradas com a técnica xysta, padrão de pinturas geométricas aplicadas sobre reboco que define a paisagem urbana. O método atravessa séculos, permanece ativo e reforça a identidade arquitetônica local.

Pinturas milenares: Origem da vila conhecida como “cidade pintada”

No sul da ilha de Chios, na Grécia, a pequena vila de Pyrgi ganhou o apelido de “cidade pintada” devido às fachadas cobertas pela técnica xysta.

O padrão geométrico em preto e branco cobre grande parte das casas e cria um cenário arquitetônico singular.

O efeito visual é resultado da aplicação direta do xysta sobre o reboco das construções. A técnica consiste em aplicar uma camada escura na parede e, depois, raspar partes da superfície para revelar o tom claro inferior.

Com esse processo, surgem formas como losangos, espirais e outros padrões gráficos. A repetição desses desenhos ao longo das fachadas cria uma identidade visual contínua que caracteriza toda a vila.

Técnica xysta define identidade arquitetônica da vila com pinturas milenares

Em Pyrgi, o xysta não aparece de forma isolada em algumas construções. O padrão está distribuído por grande parte das casas, formando um conjunto urbano visualmente homogêneo.

As construções são geminadas e organizadas em ruas estreitas, configuração típica das vilas medievais do Mediterrâneo.

Nesse ambiente compacto, o revestimento decorativo passou a funcionar como elemento distintivo da arquitetura local.

A repetição dos padrões reforça a unidade estética da vila e contribui para a preservação de sua paisagem urbana histórica.

Debate histórico sobre a origem da tradição

Historiadores apresentam diferentes interpretações sobre a origem dos desenhos aplicados pelo xysta em Pyrgi.

Uma das hipóteses sugere influência otomana. Nesse caso, os padrões teriam sido inspirados nos tapetes kilim trazidos de Constantinopla no século 19.

Outra interpretação aponta uma origem ainda mais antiga. Segundo essa visão, os padrões poderiam ter surgido durante o período em que a ilha esteve sob domínio genovês, entre o século 14 e o século 16.

Tradição mantida por cerca de mil moradores

A vila de Pyrgi possui cerca de mil habitantes e mantém a prática do xysta ao longo das gerações. A técnica continua sendo aplicada e restaurada periodicamente nas fachadas das casas.

Esse trabalho garante a preservação da tradição decorativa que atravessa séculos e mantém a aparência característica do vilarejo.

Pyrgi também faz parte do grupo das Mastihohoria, aldeias localizadas no sul de Chios associadas à produção de mástique.

A resina é extraída da árvore Pistacia lentiscus e teve papel importante na formação cultural da região.

Produção de mástique reconhecida pela UNESCO

A produção de mástique moldou a vida econômica e cultural dessas aldeias ao longo dos séculos.

Esse sistema tradicional de cultivo e extração foi reconhecido em 2014 como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Assim, em Pyrgi, o xysta permanece como elemento marcante da paisagem urbana, integrando arquitetura, história e tradição local ao longo do tempo, mantnedo viva uma prática decorativa que define a identidade da vila.

Com informações de Casa e Jardim.

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Romário Pereira de Carvalho

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