Em 2025, o México tornou-se pela primeira vez o maior destino de carros exportados pela China, superando Rússia e Emirados Árabes Unidos. O país asiático enviou 8,32 milhões de veículos, alta de 30%, incluindo 3,43 milhões de novas energias, alta de 70%, enquanto gasolina caiu para 43% no total anual.
O México virou o principal destino de carros exportados pela China e, pela primeira vez, ficou à frente de Rússia e Emirados Árabes Unidos. A virada coincide com um salto nas exportações chinesas, que chegaram a 8,32 milhões de veículos, crescimento de 30% em relação ao ano anterior, segundo números divulgados pelo Car News China.
Dentro desse volume, os carros de novas energias ganharam ainda mais tração: foram 3,43 milhões, alta de 70% na comparação anual, um ritmo de crescimento bem acima dos 16% registrados em 2024, de acordo com a Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros. O resultado já aparece nas ruas mexicanas, com mais modelos chineses circulando e reposicionando o mercado.
México assume a liderança nas exportações chinesas de carros
Em 2025, os três principais países para os quais a China exportou veículos foram México, Rússia e Emirados Árabes Unidos, com o México na primeira posição. Nem a Rússia, nem os Emirados Árabes Unidos ficaram no topo desta vez, marcando uma mudança relevante na hierarquia dos destinos.
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O movimento não foi um detalhe estatístico. Ele sinaliza que o México passou a absorver mais carros chineses do que qualquer outro país no acumulado do ano, abrindo um novo centro de gravidade para a estratégia de exportação da China.
O salto de 8,32 milhões e a arrancada dos carros de novas energias
Os dados apontam 8,32 milhões de veículos exportados pela China, com avanço de 30% em relação ao ano anterior. Dentro desse total, 3,43 milhões foram veículos de novas energias, com alta de 70%, indicando que a expansão não está concentrada apenas em carros a gasolina.
Esse desempenho reforça que o crescimento do segmento de novas energias vem puxando o ritmo geral das exportações. Ao mesmo tempo, a comparação com 2024 chama atenção: a taxa de 70% supera com folga os 16% citados para o ano anterior, mostrando aceleração.
Como a lista de destinos mudou de 2023 a 2025
Ao olhar para trás, de 2023 a 2024, os principais mercados de exportação de veículos da China foram Rússia, México, Bélgica, Austrália, Arábia Saudita e Reino Unido. Mais recentemente, Austrália, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido apresentaram melhor desempenho dentro desse tabuleiro de destinos.
Em 2025, porém, o México ascendeu à primeira posição e ampliou suas importações, ultrapassando os Emirados Árabes Unidos. O detalhe que ajuda a entender a disputa é que os Emirados Árabes Unidos recuperaram o primeiro lugar em dezembro, enquanto o México liderou o ano, mostrando que a ponta pode oscilar mês a mês.
Elétricos sobem, híbridos ganham espaço e gasolina perde força
Na composição das exportações chinesas de veículos de novas energias, os carros elétricos representaram 28% do total das exportações, alta de 2% em relação ao ano anterior. Já os veículos híbridos plug-in ficaram com 13%, com aumento de 8%, e os híbridos convencionais representaram 6%, também com alta de 2%.
Do outro lado, os veículos convencionais movidos a gasolina representaram 43% do total, queda de 11% em relação ao ano anterior. Na prática, isso mostra um deslocamento gradual da força dos carros a gasolina, enquanto elétricos e híbridos avançam na fatia exportada.
Quem mais compra veículos de novas energias da China
A Bélgica foi o maior importador de veículos de novas energias da China, seguida pelo Reino Unido e pelo México. Além deles, Tailândia, Indonésia e Índia também apareceram entre os 10 maiores importadores desses veículos para a China, embora não tenham figurado entre os 10 maiores importadores de veículos no recorte geral.
Esse recorte separa duas dinâmicas: uma coisa é quem compra mais carros no total, outra é quem puxa a demanda por novas energias. E o México aparece nas duas conversas, tanto como líder em veículos no geral quanto como presença relevante entre importadores de novas energias.
O efeito das tarifas americanas no ritmo de exportação ao longo de 2025
O comportamento do ano não foi linear. Em janeiro de 2025, o crescimento das exportações foi relativamente forte, mas de fevereiro a abril houve desempenho lento, atribuído ao impacto das tarifas americanas.
Depois, as exportações se recuperaram de maio a novembro e registraram um forte aumento em dezembro. Esse vai e vem ajuda a explicar como o México lidera o ano, enquanto a ponta mensal pode mudar, como ocorreu quando os Emirados Árabes Unidos retomaram a primeira posição em dezembro.
Na sua opinião, a enxurrada de carros chineses no México tende a acelerar ainda mais a troca da gasolina por elétricos ou o mercado mexicano ainda vai segurar essa virada por mais tempo?

Não dá para enxergar que multinacionais em sua maioria europeia estão demandando essa exportação. Pois hoje a china se assemelha a europa de séculos atraz. Falta mais qualidade nas notícias em sua maioria geradas pelos mesmos de sempre.
É ISSO AÍ. QUE CONTINUE ASSIM.