ADM encerra operações na China devido à guerra comercial e busca reduzir custos; Brasil ganha destaque como possível novo centro do comércio agrícola
A Archer Daniels Midland (ADM), terceira maior comercializadora de commodities agrícolas do mundo, decidiu encerrar suas atividades na China. A empresa americana operava no país asiático desde 1995. Segundo o CEO da companhia, a medida faz parte de um plano para cortar entre US$ 500 milhões e US$ 750 milhões em custos nos próximos cinco anos.
Guerra comercial acelerou a decisão
Além da necessidade de reduzir despesas, a ADM foi impactada pela intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China. As tarifas e incertezas regulatórias dificultaram a permanência da empresa no mercado chinês.
A companhia já demitiu dezenas de funcionários em Xangai e os desligamentos restantes devem ocorrer nos próximos dias.
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Brasil pode ganhar protagonismo no setor
Para Isan Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Mato Grosso (FEAGRO MT), a saída da ADM representa uma transformação na geopolítica do comércio agrícola.
Ele afirma que o movimento pode provocar efeitos em cadeia, com o reposicionamento de grandes tradings e reconfiguração de fluxos logísticos. “Já demitiram dezenas de funcionários sediados em Xangai, e nos próximos dias está previsto a demissão dos remanescentes. Em curso as mudanças na geopolítica mundial na comercialização das commodities agrícolas após declarada a guerra tarifária”, comenta.
Nesse novo cenário, Rezende acredita que o Brasil pode ganhar ainda mais relevância como fornecedor confiável de alimentos.
Com informações de AgroLink.
