Pesquisa revela previsões sobre o futuro da humanidade até 2035, destacando preocupações com geopolítica, inteligência artificial e transformações econômicas.
Uma pesquisa realizada pelo Atlantic Council revelou um panorama preocupante para a próxima década. Dos 357 especialistas consultados, cerca de 40% preveem uma guerra mundial até 2035. O conflito pode envolver grandes potências como Estados Unidos, China e Rússia, com possibilidade de uso de armas nucleares e batalhas no espaço.
A pesquisa, intitulada Global Foresight 2025, também abordou outras questões globais. O levantamento indicou que a mudança climática é vista como a segunda maior ameaça até 2035. Outros fatores, como o avanço da inteligência artificial e mudanças geopolíticas, também foram analisados.
O risco de um conflito global
A previsão de uma guerra mundial surge como a principal preocupação entre os entrevistados. Quatro em cada dez especialistas acreditam que um confronto entre grandes potências ocorrerá na próxima década.
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A escalada militar e avanços tecnológicos são fatores que contribuem para essa perspectiva. O aumento dos investimentos militares e a corrida armamentista são indícios que sustentam essa possibilidade.
Um dos exemplos citados pelos especialistas é a criação da Força Espacial dos EUA em 2019, durante o governo Donald Trump. Esse novo ramo militar tem o objetivo de proteger os interesses americanos no espaço, reforçando a possibilidade de um conflito que se estenda além do planeta Terra.
Além disso, outras nações, como China e Rússia, também vêm investindo no desenvolvimento de tecnologias espaciais para fins militares.
Outro fator apontado é a crescente tensão entre Rússia e Ucrânia. Segundo os especialistas, a guerra em curso pode se transformar em um estopim para um confronto mais amplo.
A pesquisa também sugere que os Estados Unidos podem perder influência econômica e diplomática nos próximos anos. Esse enfraquecimento pode abrir caminho para outras potências assumirem um papel de destaque no cenário global.
Além disso, a possível participação de países menores em alianças militares pode alterar o equilíbrio de forças. Algumas nações já estão reforçando seus exércitos e buscando apoio estratégico para se protegerem de eventuais ameaças.
Mudanças climáticas
A crise climática foi apontada como a segunda maior ameaça global para os próximos anos. Três em cada dez especialistas classificaram as mudanças climáticas como o maior desafio entre 2025 e 2035.
O impacto ambiental pode comprometer a segurança alimentar e gerar crises hídricas em diversas partes do mundo.
Os cientistas apontam que os desastres naturais têm se tornado mais intensos nos últimos anos. Furacões mais fortes, incêndios florestais e enchentes devastadoras são atribuídos ao aquecimento global.
Eventos climáticos extremos podem afetar economias inteiras, aumentando o risco de deslocamento forçado de populações.
Apesar das previsões preocupantes, a pesquisa revelou que 51% dos especialistas acreditam que haverá mais cooperação internacional para enfrentar a crise climática até 2035.
A criação de novas políticas ambientais pode ser determinante para reduzir os impactos negativos no planeta.
Inteligência artificial e o futuro do trabalho
Outro ponto debatido na pesquisa foi o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho. Apesar dos temores de perda de empregos, a maioria dos especialistas vê a IA de forma positiva. Novas tecnologias podem impulsionar a produtividade e transformar setores inteiros da economia.
Cerca de 58% dos entrevistados acreditam que a inteligência artificial trará mais benefícios do que prejuízos nos próximos anos.
No entanto, há preocupação com o declínio dos Estados Unidos como líder em inovação tecnológica. A concorrência com China e outros países asiáticos pode acelerar essa transição.
Na pesquisa Global Foresight 2024, 52% dos especialistas acreditavam que os EUA continuariam sendo a maior potência econômica.
No estudo mais recente, esse número caiu para 49%. Esse declínio pode afetar a capacidade do país de ditar tendências globais.
Além disso, a automação pode substituir milhões de empregos tradicionais, exigindo que trabalhadores se adaptem a novas realidades. Políticas de requalificação profissional podem ser fundamentais para evitar crises sociais decorrentes dessa transformação.
Novas alianças globais e o papel da China
Nos próximos 10 anos, especialistas apontam que novas alianças geopolíticas poderão impactar o equilíbrio global. Quase metade dos entrevistados (47,4%) acredita que a China liderará uma nova coalizão formada por Rússia, Irã e Coreia do Norte. Essa aliança pode desafiar diretamente o Ocidente e seus parceiros estratégicos.
Atualmente, China, Rússia e Irã já fazem parte do BRICS, grupo de 10 nações que inclui o Brasil. Segundo a pesquisa, essa aliança pode se tornar um bloco rival ao G7, grupo formado por Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Japão, Reino Unido e Itália. A ascensão desse grupo pode alterar significativamente o comércio internacional e as relações diplomáticas.
A pesquisa também aponta um aumento na possibilidade de uma invasão chinesa a Taiwan. Cerca de 65% dos especialistas acreditam que Pequim tentará tomar a ilha na próxima década. Esse número é 15% maior do que na pesquisa do ano anterior. O aumento da presença militar chinesa na região reforça essas previsões.
Possibilidades de Guerra entre Rússia e OTAN
Outro fator de preocupação é a tensão entre Rússia e OTAN. Cerca de 45% dos especialistas acreditam que a Rússia se envolverá em um conflito direto com a aliança militar liderada pelos EUA. O avanço da OTAN na Europa Oriental tem sido visto como uma ameaça pelo governo russo.
Entre aqueles que preveem uma nova guerra mundial, 69% acreditam que o confronto envolveria a Rússia e a OTAN.
O estudo também alerta que nove países terão acesso a armas nucleares. Isso inclui EUA, Rússia, França, China, Reino Unido, Paquistão, Índia, Israel e Coreia do Norte. O risco de um conflito nuclear continua sendo uma das maiores ameaças globais.
O Oriente Médio e o conflito Israel-Palestina
O estudo também analisou o cenário do Oriente Médio. A maioria dos especialistas (62,5%) acredita que a situação entre Israel e Palestina continuará inalterada nos próximos 10 anos. O conflito entre os dois povos tem sido um dos mais duradouros da história moderna.
Mais da metade dos entrevistados (56%) preveem que Israel estabelecerá relações diplomáticas com a Arábia Saudita até 2035. No entanto, apenas 17% acreditam que um estado palestino soberano será criado até lá.
A pesquisa também mostra que menos de 10% dos especialistas acreditam que Israel normalizará relações com o Irã nos próximos anos. O Oriente Médio continua sendo uma região marcada por tensões e incertezas.
A pesquisa Global Foresight 2025 traça um cenário de desafios globais para a próxima década. Com a previsão de guerras, crises climáticas e mudanças geopolíticas, o mundo pode enfrentar um período de instabilidade.
Ainda assim, alguns especialistas acreditam em soluções coletivas para problemas como a mudança climática e o avanço tecnológico. O que realmente acontecerá até 2035, no entanto, ainda permanece incerto.
Estudo disponível em Global Foresight.

Tenho o mesmo sentimento de que em dez anos teremos questões e desafios gigantescos; soluções para gastos com as guerras, aumento, de mortes por má distribuição de alimentos e isso está diretamente ligado com a concentração da renda nas mãos de poucos…
Quanto as guerras nucleares não acredito que uma só ogiva será acionada…
Um outro fator que é central são as atitudes e motivação de todos nós, se os governos e nós cidadãos continuarmos com as mesmas atitudes de agora, que estão só piorando; ganância pelo poder, não querer entender e colaborar com outros, certamente veremos um mundo anarquista. Todo mundo fala de ajudar o próximo, mas nada se é feito ou dito sobre as qualidades que nós humanos temos.
Dito isso, todos os governos teriam que passar por uma requalificação e depois fazer o mesmo com os seus súditos.
Mas infelizmente isso não irá acontecer, já dizia um livro muito antigo,”não é do homem guiar os seus passos.”
Teremos um rest, mas nem todos serão mortos. Aí, sim virá a paz, mas não por nossa causa…
Até lá não devemos desistir de fazer a nossa parte.
Eu não tenho mais fé na humanidade, cada vez que eu vejo uma guerra estourando em outra parte do mundo em dias atuais, mais eu me convenço disso, espero mesmo que a probabilidade de autodestruição dos seres humanos seja alta, não merecemos esse planeta. Nós desmatamos, poluímos, estamos acabando com a fauna e com a flora, causamos a extinção de inúmeras espécies de animais e vegetais, por ganância e corrupção, os próximos animais a ficarem extintos são os elefantes, leões, tigres, gorilas e rinocerontes, igualmente já está extinto o tigre branco da Sibéria, estamos acabando com o nosso oxigênio, e o pior matamos uns aos outros por religião ou política, ou simplesmente para testarmos o nosso armamento bélico, faça a pergunta a si mesmos, merecemos mesmo esse planeta?
Trombetas apocalípticas!
Sendo realista, é difícil vislumbrar um futuro otimista na próxima década já que hoje não há esforços pela paz e nem pelo meio ambiente. O amanhã depende do que fazemos hoje. No momento, EUA e Rússia parecem estar se alinhando quanto à Ucrânia, mas os conflitos no Médio Oriente deverão continuar. A Europa agora não pode contar mais com a ajuda dos EUA, porém deve se armar diante da ameaça expansionista da Rússia. O Ártico parece se4 outra região de interesses geopolítico.