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Vietnã amplia importações e impulsiona a exportação de carne bovina brasileira

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 14/01/2026 às 08:50
Novas habilitações no Vietnã fortalecem a carne brasileira e ampliam a presença do Brasil no mercado asiático de carnes.
FOTO: IA
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Novas habilitações no Vietnã fortalecem a carne brasileira e ampliam a presença do Brasil no mercado asiático de carnes.

A exportação de carne bovina brasileira deu um novo passo estratégico nesta terça-feira (13/1), quando o Vietnã autorizou mais quatro unidades industriais do país a venderem carne ao seu mercado.

A decisão envolve frigoríficos da Minerva, amplia a presença do Brasil no mercado asiático de carnes

E reforça a estratégia do setor para reduzir a dependência das vendas à China, principal destino do produto brasileiro.

A habilitação ocorreu menos de um ano após a abertura oficial do mercado vietnamita à carne brasileira, em março de 2025.

O movimento é visto como essencial para diversificar exportações, garantir maior estabilidade ao setor e criar alternativas comerciais diante das salvaguardas aplicadas por Pequim às importações do produto.

Minerva lidera novas autorizações para o Vietnã

As quatro plantas agora autorizadas pertencem à Minerva e estão localizadas em Araguaína (TO), Rolim de Moura (RO), Chupinguaia (RO) e Bataguassu (MS).

Duas dessas unidades eram da Fortunceres, empresa recentemente incorporada ao grupo, o que fortalece ainda mais a posição da companhia nas Minerva exportações.

Com essa decisão, o Brasil passa a contar com oito estabelecimentos aptos a vender carne bovina com osso e desossada ao país asiático.

Ademais, as outras quatro plantas já habilitadas pertencem à JBS e estão localizadas nos estados de Goiás e Mato Grosso.

Vietnã e a importância do mercado asiático de carnes

O avanço da Vietnã carne brasileira ocorre em um momento sensível para o setor. A China, maior compradora da proteína nacional, adotou mecanismos de salvaguarda que pressionam preços e volumes exportados.

Nesse cenário, o Vietnã surge como um mercado estratégico, com consumo crescente, população superior a 100 milhões de habitantes e demanda contínua por proteína animal.

Além disso, o país tem ampliado acordos sanitários e comerciais com grandes produtores globais, o que aumenta a competitividade entre exportadores e exige rapidez nas negociações diplomáticas.

Frigoríficos brasileiros habilitados ainda aguardam aval

Apesar do avanço recente, dezenas de empresas seguem na fila por autorização.

Ademais, Em ofício enviado ao Ministério da Agricultura, a Abrafrigo e a Abiec reforçaram a necessidade de acelerar o processo de habilitação.

“Embora o governo e toda a pecuária brasileira tenha comemorado a abertura, em março de 2025, do mercado do Vietnã para a carne bovina brasileira, muitas empresas ainda aguardam habilitação para exportar para aquele mercado”, afirmaram as entidades.


“É fundamental uma efetiva negociação do governo brasileiro com o Vietnã com vistas à habilitação das empresas que tiveram questionários aprovados e encaminhados para aquele país”, completaram.

Governo aposta em diversificação e transparência sanitária

Ademais, Em resposta, o Ministério da Agricultura informou que seguirá trabalhando para ampliar o número de frigoríficos brasileiros habilitados.

Segundo a pasta, a estratégia passa pela diversificação de mercados, pelo diálogo técnico com autoridades estrangeiras e pelo fortalecimento do sistema sanitário nacional.

Em nota oficial, o ministério afirmou que

“seguirá atuando para ampliar o número de estabelecimentos habilitados e diversificar mercados, sempre com base na transparência, no robusto sistema oficial de inspeção e controle sanitário e na qualidade dos produtos brasileiros”.

Exportação de carne bovina ganha fôlego em 2026

A ampliação das vendas ao Vietnã reforça a percepção de que a exportação de carne bovina brasileira deve ganhar novo fôlego em 2026

Especialmente com a consolidação de mercados alternativos no Sudeste Asiático.

Para a indústria, cada nova habilitação representa não apenas aumento de receita, mas também maior previsibilidade e segurança comercial.

Assim, Enquanto isso, frigoríficos brasileiros habilitados continuam pressionando por avanços diplomáticos, apostando que o mercado asiático de carnes será cada vez mais decisivo para o futuro do setor.

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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