Casal fundou academia terapêutica em Itabuna, na Bahia, com dinheiro que seria usado no casamento e hoje atende mais de mil alunos.
Marcos Jader, de 51 anos, e Marília Portugal, de 43, decidiram investir o valor que seria usado na celebração do casamento na criação de uma academia com foco terapêutico para idosos e pessoas com doenças crônicas. O empreendimento do casal, chamado Reativare, foi inaugurado em 2017 em Itabuna, na Bahia, e registrou faturamento aproximado de R$ 2 milhões em 2025.
A rede possui quatro unidades, mais de mil alunos ativos e projeta alcançar R$ 3,5 milhões em receita em 2026. O negócio foi criado a partir da experiência profissional de Jader, fisioterapeuta que atendia pacientes em clínicas de ortopedia e traumatologia.
A proposta da empresa é oferecer exercícios e acompanhamento para um público que, segundo os fundadores, não encontrava estrutura adequada nas academias convencionais. Entre os alunos atendidos estão idosos e pessoas com fibromialgia, hipertensão e diabetes.
-
Orca de Free Willy foi arrancada do oceano ainda filhote, virou estrela mundial em um tanque no México e protagonizou a tentativa mais polêmica de devolução à natureza já feita com uma baleia em cativeiro
-
Menina palestina de 15 anos fugiu da guerra em Gaza, aprendeu português no Brasil e conquistou ouro em Olimpíada de Matemática em São Paulo, transformando a sala de aula em símbolo de recomeço e agora emociona professores, colegas e brasileiros nas redes sociais
-
Cervo com “presas de vampiro” reaparece em floresta remota do Afeganistão após quase 60 anos desaparecido e revela uma corrida contra a extinção
-
Cerca viva histórica o tem mais de 300 anos, passa dos 13 metros de altura, mede 155 metros de comprimento e ganhou registro no Guinness
Casal usou dinheiro do casamento para comprar equipamentos
O começo da Reativare foi viabilizado com capital próprio dos fundadores. O aporte inicial variou entre R$ 200 mil e R$ 250 mil, sendo que uma parcela significativa desse montante teve origem em uma ação trabalhista de Marcos Jader, concluída após sete anos de tramitação.
O dinheiro foi liberado na véspera do casamento do casal. Em vez de direcionar o valor para a cerimônia, os dois decidiram aplicar os recursos na compra de equipamentos para a academia. O negócio abriu as portas no fim de 2017, ainda com o nome Reative.
A decisão permitiu que a primeira unidade saísse do planejamento e começasse a operar no mesmo ano. A ideia do empreendimento surgiu a partir da rotina de Marcos Jader como fisioterapeuta. Nas clínicas, ele observava pacientes idosos que apresentavam melhora em dores no joelho, no quadril e na coluna, mas voltavam a relatar os mesmos problemas depois da alta.

“Percebia no dia a dia da clínica que a gente melhorava a dor desses clientes, só que, pouco tempo depois, a dor voltava”, afirmou o fisioterapeuta.
Segundo Jader, a falta de continuidade no fortalecimento muscular contribuía para esse retorno dos sintomas. A partir dessa observação, o casal estruturou uma academia voltada a um público que precisava de acompanhamento específico para manter os exercícios depois do tratamento clínico.
Academia atende público fora do modelo tradicional
A Reativare foi criada para receber pessoas que não se viam atendidas pelo ambiente comum de academias. O modelo reúne musculação terapêutica, exercícios funcionais, estímulo cognitivo e acompanhamento nutricional.
A estrutura foi pensada para alunos idosos e também para pessoas com doenças crônicas. Entre os perfis mencionados estão:
- idosos;
- pessoas com fibromialgia;
- pacientes com hipertensão;
- pessoas com diabetes;
- alunos em busca de fortalecimento após dores recorrentes;
- clientes que precisam de acompanhamento adaptado.
A proposta é manter a prática de exercícios como parte da rotina de cuidado e fortalecimento.
Pandemia reduziu operação
O crescimento da empresa passou por interrupções durante a pandemia. No período mais crítico, a academia chegou a manter apenas 17 alunos ativos. A recuperação ocorreu com a retomada do atendimento ao público que buscava exercícios adaptados, acompanhamento e continuidade no fortalecimento físico.
Depois desse período, a marca voltou a crescer e chegou a quatro unidades. A empresa também consolidou o lema “Reativare para viver 100+”, usado nas camisas da equipe e associado à proposta de envelhecimento com qualidade de vida.
Casal administra rede com mais de mil alunos
Nove anos após a abertura da primeira unidade, a Reativare ultrapassou a fase de negócio local de pequeno porte. A rede soma mais de mil alunos ativos e registrou faturamento aproximado de R$ 2 milhões em 2025. Para 2026, a projeção informada é chegar a R$ 3,5 milhões.
Números da Reativare
- Unidades em operação: quatro;
- alunos ativos: mais de mil;
- faturamento em 2025: cerca de R$ 2 milhões;
- projeção para 2026: R$ 3,5 milhões;
- público principal: idosos e pessoas com doenças crônicas.
O crescimento mantém a empresa ligada ao conceito definido pelos fundadores desde o início: uma academia com foco terapêutico.
Expansão prevê franquias em outros estados
Marcos Jader e Marília Portugal planejam ampliar a presença da marca. O objetivo é chegar a até 15 unidades até o fim do ano e formatar a Reativare para atuar como franquia em diferentes regiões do país. A expansão ocorre em um contexto de aumento da população idosa no Brasil. Segundo o IBGE, o país já possui mais de 30 milhões de pessoas acima de 60 anos, número que deve triplicar até 2050.
Esse cenário aparece como parte da estratégia de crescimento da empresa, que tem como público central justamente pessoas mais velhas e pacientes que buscam atividades acompanhadas. A trajetória da empresa começou com uma escolha feita pelo casal antes do casamento.
O valor que poderia financiar a festa foi usado para montar a primeira unidade da academia em Itabuna. A decisão deu origem a um negócio voltado a pessoas que precisavam continuar o fortalecimento físico depois de tratamentos ou conviviam com doenças crônicas.
Desde então, a Reativare passou por queda de alunos na pandemia, retomada da operação, abertura de novas unidades e aumento no faturamento. Com quatro unidades e planos de chegar a 15, o casal prepara a empresa para avançar no modelo de franquias e levar a academia terapêutica para outros mercados brasileiros.
