As 20 cidades brasileiras que mais cresceram entre 2010 e 2025 já ultrapassam 100 mil habitantes e avançam puxadas por agronegócio, indústria, logística, turismo e expansão imobiliária.
As 20 cidades brasileiras que mais cresceram entre 2010 e 2025 revelam um Brasil em movimento, com novas rotas de desenvolvimento e municípios que atraem moradores por emprego, infraestrutura e custo de vida. Aqui, o critério é direto: cidades que chegam a mais de 100 mil habitantes em 2025 e se destacam pelo salto populacional no período, com base nos dados apresentados.
O ranking também ajuda a entender um padrão: quando economia local ganha tração, a população acompanha. Em alguns casos, o motor é o agronegócio. Em outros, a indústria, o porto, o turismo ou a integração com grandes capitais, que empurra moradia para cidades vizinhas.
O que este ranking revela sobre as 20 cidades brasileiras que mais cresceram
Antes de entrar na lista, vale observar o pano de fundo. As 20 cidades brasileiras que mais cresceram tendem a reunir pelo menos um destes fatores: cadeias produtivas fortes, conectividade logística, oferta de serviços, boom imobiliário ou proximidade com regiões metropolitanas que “transbordam” população.
-
Novo horário para os supermercados: Carrefour, Assaí, Atacadão e outros podem fechar mais cedo para evitar alta de preços para os brasileiros
-
Coca-Cola fecha fábrica, afeta 85 trabalhadores e encerra operação de mais de 100 anos em decisão que mexe com uma cidade inteira, envolve realocações, logística e um impacto histórico que vai além dos refrigerantes nos EUA
-
Após romper com o sócio que faturava milhões, Bianca Andrade pôs R$ 30 milhões do próprio bolso na Boca Rosa, lançou mais de 100 produtos sozinha em um ano e agora mira R$ 400 milhões em 2026, rumo ao bilhão
-
Belo Horizonte vira a primeira cidade do país a pagar aluguel, água e luz para tirar 100 famílias da rua pelo método Moradia Primeiro, com R$ 4,5 milhões para o recomeço
Isso explica por que cidades do entorno de Brasília aparecem com força, por que municípios portuários disparam e por que polos do agro no Centro-Oeste e no Oeste da Bahia seguem acelerando.
20º a 16º lugar: crescimento com serviços, turismo e expansão metropolitana
20º Santana de Parnaíba, São Paulo
Em 2010, 108.313 habitantes. Em 2025, 163.787, crescimento de 51%. O município se destaca por economia baseada em serviços, com polo empresarial em Alphaville e urbanismo planejado. Qualidade de vida e mercado imobiliário puxam novos moradores.
19º Caldas Novas, Goiás
Em 2010, 70.473. Em 2025, 106.820, crescimento de 52%. A força está em hotelaria e turismo de águas termais, com reflexo direto no comércio e no imobiliário. Visitantes constantes viram emprego e cidade em expansão.
18º Águas Lindas de Goiás, Goiás
Em 2010, 159.378. Em 2025, 245.352, crescimento de 54%. Próxima ao Distrito Federal, vira polo de moradia para quem trabalha em Brasília. Construção civil e comércio varejista sustentam a expansão de bairros e infraestrutura. O entorno de Brasília aparece como acelerador de população.
17º Chapecó, Santa Catarina
Em 2010, 183.530. Em 2025, 282.648, crescimento de 54%. Considerada capital do agronegócio no Sul, reúne indústrias alimentícias e cooperativas, exportando carne e produtos agrícolas. O setor universitário também atrai jovens. Agro, indústria e educação se combinam para manter a cidade girando.
16º Sarandi, Paraná
Em 2010, 82.847. Em 2025, 128.110, crescimento de 55%. Integrada à região metropolitana de Maringá, cresce com comércio, logística, serviços e expansão imobiliária. Morar em Sarandi e trabalhar em Maringá vira estratégia de custo e mobilidade.
15º a 11º lugar: indústria, região metropolitana e logística puxando moradores
15º Nova Serrana, Minas Gerais
Em 2010, 73.699. Em 2025, 114.791, crescimento de 56%. Conhecida como capital nacional do calçado esportivo, concentra fábricas e empregos. O dinamismo industrial atrai migrantes e amplia demanda por infraestrutura.
14º São José de Ribamar, Maranhão
Em 2010, 163.045. Em 2025, 259.165, crescimento de 59%. Próxima a São Luís, cresce com turismo e serviços da região metropolitana, além de novos loteamentos. Crescimento urbano e proximidade com capital fazem diferença.
13º Rio das Ostras, Rio de Janeiro
Em 2010, 105.667. Em 2025, 168.455, crescimento de 59%. O avanço é ligado à cadeia de petróleo e gás da Bacia de Campos e ao turismo. Quando a economia se diversifica entre energia e praia, a cidade ganha tração.
12º Itajaí, Santa Catarina
Em 2010, 183.315. Em 2025, 294.850, crescimento de 61%. O porto de Itajaí movimenta cargas e impulsiona logística, indústria e comércio. Turismo e setor náutico também aparecem como destaques. Porto forte costuma virar população forte.
11º Valparaíso de Goiás, Goiás
Em 2010, 132.982. Em 2025, 218.416, crescimento de 64%. Ligada ao Distrito Federal, cresce com comércio, serviços, transporte e expansão imobiliária, com grande fluxo diário para Brasília. Outra prova de como o DF redistribui moradia pelo entorno.
10º a 6º lugar: royalties, migração, tecnologia e construção civil aceleram o salto
10º Maricá, Rio de Janeiro
Em 2010, 127.461. Em 2025, 212.470, crescimento de 67%. Ganha força com royalties do petróleo e investimentos públicos em infraestrutura, além de turismo e programas sociais que dinamizam comércio e construção civil. Infraestrutura e renda circulando empurram população.
9º Boa Vista, Roraima
Em 2010, 284.313. Em 2025, 485.477, crescimento de 71%. Recebe grande fluxo migratório, inclusive internacional, elevando demanda por serviços, comércio e construção civil. Setor público e logística também pesam. Crescimento populacional aqui é efeito direto de movimento migratório e economia de serviços.
8º Cidade Ocidental, Goiás
Em 2010, 55.915. Em 2025, 101.570, crescimento de 82%. No entorno de Brasília, cresce impulsionada por setor habitacional e grandes conjuntos residenciais. Comércio e serviços avançam para atender a população. Quando a moradia dispara, a cidade inteira se reorganiza.
7º Palhoça, Santa Catarina
Em 2010, 137.334. Em 2025, 253.469, crescimento de 85%. Parte da região metropolitana de Florianópolis, se destaca por polos tecnológicos, condomínios planejados e setor de serviços, com apoio do turismo e do setor educacional. Tecnologia e urbanismo planejado viram ímã de novos moradores.
6º Camboriú, Santa Catarina
Em 2010, 62.361. Em 2025, 117.324, crescimento de 88%. Vizinha de Balneário Camboriú, cresce com construção civil, turismo e mercado imobiliário. A proximidade com um polo turístico puxa investimento e população.
5º a 1º lugar: agronegócio, mineração e indústria colocam essas cidades no topo
5º Luís Eduardo Magalhães, Bahia
Em 2010, 60.105. Em 2025, 118.382, crescimento de 97%. Conhecida como uma das capitais do agronegócio, tem agricultura de alto desempenho, mecanização e produtividade, com presença de grandes empresas e geração de empregos. Aqui, o agro não é pano de fundo, é o motor central.
4º Sinop, Mato Grosso
Em 2010, 113.099. Em 2025, 223.780, crescimento de 98%. Polo do agronegócio mato-grossense, com produção de soja, milho e pecuária, somando indústria e serviços no apoio à cadeia. Quando a base produtiva é robusta, o crescimento vira rotina.
3º Parauapebas, Pará
Em 2010, 153.908. Em 2025, 305.771, crescimento de 99%. Um dos maiores centros mineradores do mundo por conta do projeto Carajás. Mineração, logística e serviços geram movimento econômico e migração. Mineração em escala grande muda o ritmo de uma cidade inteira.
2º Fazenda Rio Grande, Paraná
Em 2010, 81.675. Em 2025, 165.943, crescimento de 103%. Integrada à região metropolitana de Curitiba, expande com condomínios, comércio, serviços e mão de obra que se desloca diariamente para a capital. O setor industrial também cresce na região. Cidade dormitório com indústria vira combinação explosiva para população.
1º Senador Canedo, Goiás
Em 2010, 84.443. Em 2025, 175.042, crescimento de 107%. Polo industrial, com destaque para setores químico, petroquímico e logístico. A proximidade com Goiânia impulsiona a chegada de empresas, moradores e novos empreendimentos. Quando indústria e logística se juntam à força metropolitana, o salto aparece no censo.
Por que as 20 cidades brasileiras que mais cresceram importam agora
As 20 cidades brasileiras que mais cresceram mostram como o país redistribui oportunidades. Algumas crescem porque viram extensão habitacional de capitais. Outras porque se tornaram polos produtivos, com agro, mineração, porto ou indústria. Em comum, todas capturam uma onda de desenvolvimento que muda o mapa demográfico do Brasil.
Qual dessas 20 cidades brasileiras que mais cresceram te surpreendeu mais e você acha que sua cidade pode entrar nesse tipo de ranking no futuro?


Sinop. Novas tecnologias para o agro, dentre elas a correção dos solos com a entrada da cultura da soja criou novos empregis e geração de renda que impulsionou o ciclo economico no município