Uruguai voltou a contestar a área do Rincão de Artigas, cerca de 237 km² em Santana do Livramento, após o Parque Eólico Coxilha Negra entrar em operação. O projeto da Eletrobras reúne 72 aerogeradores, 302,4 MW e previsão de atender 1,5 milhão, com nota enviada em junho de 2025 formalmente.
Em junho de 2025, o Uruguai formalizou uma queixa pedindo revisão da fronteira no trecho conhecido como Rincão de Artigas, em Santana do Livramento (RS), depois que o Parque Eólico Coxilha Negra passou a operar. A instalação do complexo havia começado em 2022, segundo o relato, e a área em discussão é estimada em 237 km².
O impasse não é novo: o Uruguai questiona a demarcação desde 1934, quando o capitão Villa Seré apontou um erro na interpretação de marcos, apesar do tratado de 1851 firmado após a independência uruguaia em 1828. Agora, com um ativo de energia em operação, a disputa ganha peso econômico e diplomático.
O que está em disputa: Rincão de Artigas e 237 km² no RS

A área citada como contestada pelo Uruguai é o Rincão de Artigas, com cerca de 237 km², localizada em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul.
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O argumento uruguaio apresentado no relato sustenta que a fronteira teria sido demarcada com base em um erro histórico de interpretação dos marcos.
Do lado brasileiro, a posição registrada é que o território pertence a Santana do Livramento.
O texto também menciona que a convivência cotidiana entre Santana do Livramento e Rivera é tradicionalmente pacífica, mesmo com o tema fronteiriço reaparecendo em momentos específicos.
Coxilha Negra: 72 aerogeradores, 302,4 MW, R$ 2 bilhões e energia para 1,5 milhão
O Parque Eólico Coxilha Negra, descrito como localizado no Rincão de Artigas, é apontado como o gatilho mais recente para o Uruguai reforçar a contestação.
O empreendimento teria 72 aerogeradores e potência instalada de 302,4 MW, com investimento citado de R$ 2 bilhões.
O relato informa ainda uma projeção de abastecimento de 1,5 milhão de consumidores com energia renovável.
Nesse contexto, a operação do parque adiciona valor econômico e visibilidade política ao território contestado, elevando a sensibilidade do tema para os dois países.
Linha do tempo do impasse: 1828, 1851, 1934, 1985, 2022 e junho de 2025
O histórico apresentado segue uma sequência de marcos que ajudam a entender por que o Uruguai mantém a reivindicação:
1828: independência do Uruguai, citada como base para os acordos posteriores.
1851: tratado entre Brasil e Uruguai para estabelecer fronteiras após a independência.
1934: o capitão uruguaio Villa Seré identifica um suposto erro na interpretação dos marcos e passa a questionar a demarcação.
1985: o Brasil reforça presença com a construção da Vila Thomaz Albornoz em Sant’Ana do Livramento, o que teria aumentado tensões.
2022: início da instalação do parque eólico pela Eletrobras, segundo o relato.
junho de 2025: o Uruguai envia nota pedindo revisão fronteiriça e reabre formalmente o debate.
Peso diplomático e próximos passos: Itamaraty, fronteira e energia em operação
O relato indica que o Itamaraty pretende abordar o impasse com o país vizinho buscando uma solução pacífica, sem apresentar prazo para desfecho.
Ao mesmo tempo, o Parque Eólico Coxilha Negra segue operando e contribuindo para o fornecimento energético.
A combinação de contencioso histórico com infraestrutura crítica tende a endurecer a discussão técnica sobre limites e marcos, já que qualquer revisão exigiria debate diplomático e jurídico, além de impactos diretos sobre planejamento territorial e gestão de ativos.
A contestação do Uruguai sobre 237 km² no RS volta ao centro do debate após a entrada em operação do Parque Eólico Coxilha Negra, com 72 aerogeradores e 302,4 MW, em uma área disputada desde 1934 e reativada por nota enviada em junho de 2025.
O caso mistura memória histórica, energia e diplomacia, com tratativas ainda sem cronograma público de solução.
Na sua visão, o Uruguai vai conseguir levar essa revisão adiante na prática, ou o impasse tende a ficar limitado ao campo diplomático por causa do peso histórico e da infraestrutura já operando?

Os limites territoriais entre o Brasil e o Uruguai estão cobsolidados e reconhecidos pacificamente há décadas.
Sem entrar no mérito da motivação do Uruguai em questionar equivoco supostamente havido na demarcação da fronteira, levantado em 1934, – a posse e a ocupação brasileira dos 237 km² reivindicados pelo Uruguai, historicamente se consolidaram, impossível de serem revertidas.
O mais importante é o Brasil e o Uruguai manterem-se pacíficos e cordiais na fronteira atual.