Cidade da Serra Catarinense atrai visitantes em busca de experiências de inverno e movimenta negócios locais com paisagens geladas e gastronomia típica
Urupema, em Santa Catarina, ganhou fama por registrar temperaturas abaixo de zero e por oferecer um cenário pouco associado ao Brasil.
No inverno, o frio deixa de ser só desafio e passa a ser atrativo turístico, com visitantes procurando amanheceres congelantes, paisagens brancas e clima de serra.
A cidade também mostra impacto direto na rotina: a geada influencia atividades no campo e reforça a identidade local ligada ao inverno.
-
Como a Romênia virou o “posto de combustível” de Hitler, forneceu cerca de metade do petróleo usado pela Alemanha nazista e surpreendeu o mundo ao abandonar o Eixo em 1944, justamente quando a falta de combustível começava a sufocar o Terceiro Reich
-
Adorado por mais de 1,5 milhão de fãs e famoso por cruzar desertos e montanhas com o dono, cachorro famoso é roubado e acaba servido em restaurante, na China
-
Filho de imigrante chinesa que vendia chá no interior de São Paulo, Zhang Ye quase quebrou em 2021 e hoje, aos 28 anos, afirma faturar 1 milhão de reais por dia e ter virado o número 1 do TikTok Shop na América Latina
-
Um construtor naval criou um barco de madeira tão genial que ele vira carrinho de mão e atravessa centenas de metros de praia sozinho quando a maré baixa some com a água
O que aconteceu e por que isso chamou atenção
Em um país lembrado pelo calor, Urupema se destaca por ter um inverno marcado por frio intenso e escarcha.
Urupema, cidade localizada na Serra Catarinense e conhecida como a Capital Nacional do Frio, convive com a ocorrência frequente de geadas ao longo do ano, cenário que ajuda a explicar sua fama como um dos pontos mais gelados do Brasil.
A combinação de relevo, altitude e noites geladas cria um visual que foge do padrão brasileiro e chama atenção de visitantes.
Como o frio vira atração para visitantes

Entre junho e agosto, o fluxo de turistas cresce, com pessoas buscando sentir o frio na pele e ver a geada de perto.
O passeio mais procurado costuma ser simples e direto: acordar cedo, sair para observar o gelo se formando e fotografar a paisagem com camada branca sobre o que antes era verde.
A hospedagem acompanha o movimento, com hotéis, pousadas e opções rurais preparando estrutura para a temporada.
Geada e geada negra na rotina da cidade
A geada aparece como parte do cotidiano, cobrindo estradas, telhados e áreas abertas, exigindo atenção extra nas primeiras horas do dia.
Há também a geada negra, capaz de queimar plantas e trazer risco para lavouras, o que reforça a necessidade de adaptação constante no campo.
O frio, portanto, não é apenas cenário, ele interfere em decisões, trabalho e planejamento durante o inverno.
Economia local ganha fôlego com turismo e produção adaptada

Com o clima severo, a região prioriza atividades compatíveis com temperaturas baixas, incluindo a produção de maçãs e outras culturas de clima temperado.
Na cidade, o turismo de inverno vira complemento relevante para comerciantes, anfitriões e pequenos serviços que se aquecem na alta temporada.
A gastronomia ajuda a consolidar a imagem do destino, com pratos de inverno como fondues, sopas e vinhos ganhando espaço nas mesas.
Experiências além do frio e o apelo do Brasil menos óbvio
Urupema também atrai quem busca tranquilidade, estrada de serra e um ritmo de interior com paisagens amplas e ar gelado.
Mirantes, áreas naturais e caminhos rurais reforçam o valor do destino para quem quer um Brasil diferente, longe do turismo massivo.
A cidade vira exemplo de como uma característica climática pode ser convertida em marca local e em oportunidade.
Urupema se firma como a capital brasileira do frio ao unir paisagem de inverno, rotina marcada pela geada e uma temporada que movimenta a cidade.
No fim, o que parecia obstáculo ganha outro papel: o frio passa a ser motor de turismo e reforça a ideia de um Brasil cheio de contrastes.


-
-
-
3 pessoas reagiram a isso.